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Edição de 31-10-2020
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    Arquivo: Edição de 30-03-2011

    SECÇÃO: Destaque


    Chá entre mulheres socialistas

    Decorreu no passado dia 12 de Março, pelas 15 horas, no restaurante do Parque Urbano, um chá organizado pelo departamento feminino do PS de Ermesinde e com a participação da Governadora Civil do Porto, Isabel Santos. Este chá, organizado por Diva Ribeiro, visava uma comemoração do Dia Internacional da Mulher (este ano coincidente com o Carnaval) e reunir as mulheres militantes do PS, incentivando-as a ter uma vida política mais activa.

    Fotos SARA AMARAL
    Fotos SARA AMARAL
    Num ambiente com uma decoração bastante feminina, mas numa sala onde ainda restaram mesas, as mulheres socialistas de Ermesinde marcaram presença num chá que teve como oradoras a governadora civil do Porto, Isabel Santos e Cândida Bessa, autarca e professora.

    A tarde iniciou-se com o discurso de Isabel Santos, referindo que o assunto da tarde era a sua tese de mestrado inacabada, devido «à necessidade que as mulheres têm de dividir-se e que faz com que, por vezes, tenham de deixar algo para trás». As Mulheres e a Política – o tema da tarde – foi abordado numa série de exemplos, com maior incidência em Carolina Beatriz Ângelo, primeira mulher a obter o direito ao voto no nosso país. Num âmbito mais partidário, Isabel Santos referiu que a luta dos partidos socialistas pela igualdade é mais notória, quer pela existência da agenda feminina no partido quer pelas decisões favoráveis à igualdade de género decretadas pelo PS enquanto Governo.

    Recorreu também à experiência de deputada para relembrar que apenas 30% da Assembleia da República é constituída por mulheres e pondo em causa o mérito de muitos homens quando, na época do seu mandato, lhe fora dito que as mulheres deveriam merecer os lugares em S. Bento.

    Colmatou com a “herança pesada” que as mulheres têm e que dificulta a subida na carreira.

    INTERVENÇÃO

    DE CÂNDIDA BESSA

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    Em seguida, Cândida Bessa, sem muito mais a acrescentar ao que antes havia sido dito, referiu sobretudo o hiato que há entre a lei e a realidade, causado pela discriminação feita pela sociedade. Sem querer “incendiar nenhum sutiã”, a autarca referiu ainda que «são os homens que fazem as listas partidárias e escolhem outros homens quase que para preservar a espécie», apontando uma das causas de poucas mulheres constarem nas listas e serem eleitas.

    Por último, algumas das presentes contaram as suas histórias pessoais, merecendo o aplauso como homenagem àquelas que foram mulheres de outras gerações e que no anonimato lutaram pela igualdade.

    Por: Sara Amaral

     

     

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