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    Arquivo: Edição de 15-10-2009

    SECÇÃO: Destaque


    ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2009

    Ajuste de contas quatro anos depois?

    Ao contrário do que sucedeu há quatro anos atrás, a lista da coligação PSD/PP, além de vencer as eleições para a Câmara Municipal de Valongo, venceu também as eleições para a Assembleia Municipal (AMV). Mas se, nessa altura, se entendeu com a CDU para a apresentação de uma lista conjunta que permitiu tirar do caminho Casimiro de Sousa, cabeça-de-lista do PS – a mais votada – e conseguir a eleição de Sofia de Freitas (então deputada municipal pela CDU), como presidente da Mesa da Assembleia, muito dificilmente repetirá a presidência para este mandato, pois dispõe apenas de 10 eleitos directos para a AMV, a que se somam os presidentes de Junta de Alfena (independente, mas com apoio do PSD), Ermesinde e Sobrado, num total de 13, contra os 9 eleitos directos do PS, mais os dois presidentes de Junta de Campo e Valongo, num total de 11, além dos restantes deputados municipais à esquerda, 6 eleitos pela Coragem de Mudar, 1 pela CDU e 1 pelo BE.

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    Isto é, só se não quiser mesmo entender-se com a restante oposição à esquerda é que o PS falha a presidência da Mesa da Assembleia.

    Quer dizer, em vista dos resultados eleitorais, aconteça o que acontecer na sessão de instalação, a posição da coligação PSD/PP será ainda menos confortável do que no anterior mandato.

    A vitória da lista de Campos Cunha sobre a de Queijo Barbosa não parece indicar uma penalização deste último, já que o PS desta vez, ao contrário de há quatro anos, teve cerca de 1 500 votos a mais na lista para a AMV do que na lista para a CMV, mesmo não tendo feito, comparativamente, um grande esforço de campanha para a AMV.

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    A diferença de votos pode explicar-se, em parte, pela candidatura de Tino de Rans, que, à sua conta, em todo o concelho, obteve 2 328 votos que foi buscar a algum lado. Mas como se poderá ver freguesia a freguesia, isso não chega para explicar a diferença. Poderá concluir-se, isso sim, que terá havido também muitos votos socialistas que preferiram votar Maria José Azevedo para a Câmara, mas PS para a Assembleia Municipal.

    Há quatro anos atrás, recorde-se, embora ganhando a votação para a AMV, a lista para a Câmara (então liderada por Maria José Azevedo) tinha tido quase cerca de 50 votos a mais do que a lista para a AMV, praticamente um empate técnico.

    De facto, só a dispersão de votos por duas listas socialistas, que somadas chegam aos 51,23%, contra 34,16% da lista PSD//CDS-PP, permitiu agora a vitória à coligação de direita.

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    Embora vencendo desta vez, o PSD desce dos 12 mandatos directos para os 9, defrontando uma ainda maior oposição à presidência da Câmara, o que até pode nem ser muito dramaticamente relevante, já que Fernando Melo está também em minoria na própria Câmara Municipal.

    Poderá concluir-se destes números que para grande parte do eleitorado de esquerda contaria muito tentar afastar Fernando Melo, apostando em quem lhe pareceria mais possível fazê-lo, mas conservando o voto “intacto” na Assembleia Municipal. Para o comprovar veja-se também a disparidade de votos da CDU (2 919 na AMV e 2 173 na Câmara), e do Bloco de Esquerda ( 2 137 na AMV e 1279 na CMV).

    Quanto à votação na Coragem de Mudar, à semelhança da votação na Câmara, mas aqui ainda mais visivelmente, perdeu o duelo com a lista socialista oficial, elegendo, como dissemos, 6 deputados.

    Relativamente à CDU, esta não conseguiu eleger o segundo deputado municipal como há quatro anos, mas na prática irá ficar com uma força idêntica, já que no mandato que agora termina, Sofia de Freitas se afirmou independente e se aliou rapidamente ao PSD, deixando o partido com um único representante.

    Quanto ao BE, conseguiu manter o único deputado eleito na Assembleia Municipal, o que, do mal o menos, pode ser considerado um resultado afinal aceitável.

    FREGUESIA

    A FREGUESIA

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    Com a ajuda dos independentes da UPA, em Alfena a lista PSD/CDS aguenta bem a situação, aumentando em votos e percentagem relativamente a 2005, em Campo sobe em votantes, mas perde em percentagem, mas em Sobrado a queda é evidente (voto contra Melo). De 2001 para 2009 caiu de 61,83% para 35,26%!

    Em Valongo, capital do concelho, a coligação de direita continuou a decair (menos 7% que em 2005), tal como em Ermesinde, freguesia mais populosa (menos 6,17%).

    Bloco e CDU descem muito em Ermesinde.

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    Por fim, e muito significativo no que respeita a Ermesinde, uma muito grande abstenção.

     

     

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