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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-10-2009

    SECÇÃO: Destaque


    ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2009

    Fernando Melo é presidente, mas... as duas listas socialistas têm a maioria

    Fernando Melo continua presidente da Câmara de Valongo, para cumprir aquele que é o seu último mandato, por força de lei. A vitória do candidato social-democrata fez-se, agora ainda mais, com dificuldades, tantas que de uma maioria de 5 contra 4 no anterior Executivo, Fernando Melo passará a ter uma minoria de 4 vereadores contra 5 eleitos pela oposição, 3 da lista socialista encabeçada por Afonso Lobão e 2 da lista independente de Maria José Azevedo, também ela proveniente do espectro socialista.

    Estes resultados colocam com acuidade duas questões interessantes, uma é como vai Fernando Melo conduzir uma Câmara na qual se encontra em minoria, a outra é como as candidaturas socialistas que se proclamaram empenhadas em “mudar” a Câmara (“tempo de mudar” para Lobão, “coragem de mudar” para Azevedo) o vão efectivamente demonstrar, agora que para tal têm uma oportunidade como nunca tiveram, bastando para isso entenderem-se entre si.

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    Numa eleição que se afigurava difícil dado o desgaste inevitável de 16 anos de governação, Fernando Melo obteve em Valongo uma vitória para a coligação PSD//CDS-PP, para a qual contribuiu inquestionavelmente o seu próprio prestígio.

    Mas o resultado destas Autárquicas no concelho também demonstra que os socialistas terão desperdiçado uma grande oportunidade de baterem Fernando Melo na tentativa de conquistar a sua última vitória na autarquia, já que as votações somadas das duas listas vindas do universo socialista no concelho acabaram por somar, juntas, 50,12% dos votos contra apenas 34,27% de Fernando Melo, o presidente de Câmara no País eleito com menor percentagem, à excepção de Alvito.

    Repare-se que, em votação real, e não apenas nos votos validamente expressos, Fernando Melo apenas teve o apoio de um quinto dos eleitores do concelho, o que deverá obrigá-lo a um maior esforço de consenso que em mandatos anteriores.

    Entre as listas de Afonso Lobão e Maria José Azevedo, que travaram entre si uma luta particular, venceu a primeira, mas o que interessa agora é saber se as mazelas causadas por todo o processo que levou ao surgimento das duas listas vão ser tão profundas que prefiram aliar-se à presidência do Executivo para evitarem o entendimento entre si ou não.

    Repare-se que o resultado somado destas duas listas para a Câmara suplanta o resultado obtido pelo PS nas recentes Eleições Legislativas, mesmo com o surgimento da lista de Tino de Rans, ao passo que a votação na “Vitória de Todos” de Fernando Melo é inferior à soma dos votos de PSD e CDS nas referidas Legislativas.

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    Quanto às outras listas, a de Vitorino Silva (Tino - Temos Terra, Somos Semente), embora suplantando a votação na CDU e no Bloco de Esquerda, não conseguiu alcançar uma votação que permitisse uma eleição como vereador, resultado muito abaixo dos objectivos traçados ou mesmo dos razoavelmente a tomar em consideração.

    Neste cenário de dispersão de votos, como o surgimento de duas candidaturas independentes, com a proximidade das Legislativas que poderiam favorecer o Bloco e com a “necessidade” para muitos eleitores de afastarem Fernando Melo, as condições da CDU não eram as melhores e a recuperação do vereador era tarefa impossível, como se comprovou, embora, em contrapartida a CDU tivesse demonstrado uma fixação do seu eleitorado muito mais sólida que a do Bloco de Esquerda: enquanto a CDU desceu, das Legislativas, 2,221% (de 6,84% para 4,63%), o Bloco baixou 7,61%! (de 10,34% para 2,73%), demonstrando a fragilidade da implantação no terreno, como aliás apontou o seu líder nacional Francisco Louçã.

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    O BE é assim a maior decepção a nível da Câmara.

    O nível da abstenção no concelho, mesmo apesar de tantas propostas diferentes, de um dia de sol de Outono com a praia distante e propício ao voto, foi significativamente 4,5% superior ao das Legislativas, superando ainda o nível das últimas Autárquicas em 1,5%. A política local não entusiasma...

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    Por: LC

     

     

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