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Edição de 30-11-2019
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    Arquivo: Edição de 15-10-2009

    SECÇÃO: Local


    Acordar com um murro no estômago logo no dia a seguir às eleições?

    Mal se tinham ainda acabado os ecos da campanha eleitoral autárquica e anunciado os resultados, os moradores dos bairros sociais do concelho de Valongo foram, logo na manhã seguinte, “acordados” na caixa do correio, por um papel da Vallis Habita onde lhes era pedida uma declaração para actualização dos seus rendimentos, com vista a proceder a um novo reajustamento das rendas praticadas

    Interpretando a situação como já planeada para não deflagrar em plena campanha eleitoral, prejudicando a imagem da Câmara, umas dezenas de moradores revoltados, dos bairros do Calvário, Galinheiro e Pereiras, em Valongo, concentraram-se nesse mesmo dia frente à Câmara (na tarde de 12 de Outubro), reclamando e protestando contra o previsível aumento das rendas e a forma como este processo estava a decorrer.

    Foto JOSÉ RIBEIRO
    Foto JOSÉ RIBEIRO
    Os moradores queixavam-se também dos aumentos constantes das rendas, como era o caso de uma das senhoras presentes no protesto que viu a renda da sua casa passar, em poucos anos, de 5 para 78 euros. Os moradores queixam-se de sofrerem aumentos a uma média de 25 euros por ano. Enquanto isso – queixavam-se ainda os moradores –, os parques infantis permanecem degradados e há uma grande desigualdade no ajustamento das rendas, devido a uma fiscalização defeituosa, que permite que pessoam que ganham menos paguem mais e que pessoas que ganhem mais acabem até por vir a pagar rendas mais baixas.

    Embora tal não fosse o mais importante, o protesto terá sido, acusam também os moradores, mal recebido por alguns funcionários da Câmara quer em dado momento terão feito gestos obscenos aos munícipes em protesto.

    Todavia, serenados alguns ânimos exaltados e após terem estabelecido contacto com o vereador José Luís Pinto, na expectativa de uma reunião mais tarde nesse mesmo dia, com a Direcção da Vallis Habita, terão os moradores em protesto dos bairros sociais referidos decidido afinal só propor a referida reunião após notificados do montante dos aumentos decididos.

    OS ESCLARECIMENTOS

    DO VEREADOR

    JOSÉ LUÍS PINTO

    Foto ARQUIVO
    Foto ARQUIVO
    Contactado pelo jornal “A Voz de Ermesinde”, José Luís Pinto desvalorizou por completo a situação considerando-a um «não caso» e explicou que o que agora se passou da parte da Vallis Habita é exactamente o mesmo que se passa, de uma forma regular, todos os anos

    José Luís Pinto explicou ao nosso jornal que é habitualmente em Outubro que os moradores dos bairros sociais pertencentes à Vallis Habita recebem na caixa do correio, e nunca enviado pelo CTT, por uma questão de custos, tal como também o não foi desta vez, o pedido de actualização de rendimentos, para decisão sobre as novas rendas, a aplicar a partir de Janeiro. Segundo o autarca trata-se de actualizações de rendas e não de aumentos, pois poderá haver casos em que as rendas possam até baixar, de acordo com a fórmula de cálculo há muito definida a nível central, e não pela Câmara. Relativamente aos bairros que pertencem à Câmara, o pedido de actualização de rendimentos processa-se no mês de Abril, sendo as rendas actualizadas, todos os anos, no mês de Junho. Este processo ocorre desde há anos e terá sido esta a primeira vez em que se geraram protestos.

    José Luís Pinto referiu ainda que nestes prédios da Vallis Habita, que foram antes propriedade do IGHAPE, chegou a haver cerca de 30 anos sem uma única intervenção do Estado, mas que a Câmara agora procede com frequência a obras de remodelação, como é o caso da substituição da caixilharia que já efectuou ou as obras de remodelação como as entretanto já iniciadas no Bairro das Saibreiras em Ermesinde.

    O autarca apontou ainda que sempre que da aplicação da fórmula de cálculo das rendas derivasse um aumento superior, ele não excederia nunca os 25 euros de renda em cada ano. E para sublinhar que não se tratava de aumentos, indicou a situação dos 15% de rendas que baixaram.

    Por: AVE

     

     

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