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Edição de 30-06-2019
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    Arquivo: Edição de 15-10-2009

    SECÇÃO: Cultura


    Associação Académica comemorou Dia Mundial da Música

    A Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE), comemorando o respectivo Dia Internacional, realizou na noite do passado sábado, dia 10 de Outubro, no Fórum Cultural de Ermesinde, a sua Festa da Música. No palco da sala de espectáculos ermesindense sucederam-se as actuações do Orfeão, Coro Juvenil Clave de Sol, Escola de Cavaquinhos, grupo de teatro “Casca de Nós”, grupo de fados e o grupo de música popular e tradicional portuguesa.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Cumprindo a sua alta função cultural na cidade, ao movimentar para uma presença activa na música, um número cada vez mais apreciável de cidadãos e cidadãs da cidade, a AACE deu mais uma vez prova de vitalidade e empenhamento, trazendo ao mesmo tempo à sala de espectáculos do Fórum Cultural de Ermesinde umas largas dezenas de apreciadores da música, e de amigos e familiares de tanta gente envolvida nos projectos desta muito importante associação cultural.

    A dar início ao espectáculo, actuou o Orfeão da AACE, que é também a sua mais antiga expressão cultural, criada em Abril de 1999, então conduzida pelo maestro Manuel Coelho de Almeida.

    Na sua actuação o Orfeão foi dirigido pelo seu actual orientador, o maestro Sérgio Nery. O Orfeão interpretou, entree outras, peças de Mozart, Ferrer Trindade, e Villas Lobos.

    À sua actuação seguiu--se a Coro Juvenil “Clavezinhas de Sol”, grupo criado no âmbito das aulas de Educação Musical do Patronato da Imaculada, em Gueifães, Maia. Dirigido pelo maestro Nuno Rocha, este coral interpretou várias peças musicais de filmes de animação, extraídos, por exemplo, do “Corcunda de Notre Dame”, de ”Aladino” e de “A Bela e o Monstro”.

    A última peça interpretada, a duas vozes, foi já de uma exigência técnica apreciável para tão jovem coro, cujos membros não iludiam a felicidade de estar ali a cantar – e isso será talvez o mais importante num coro infantil.

    No final, o coro infantil envolveu o público com as suas palmas, numa simbiose perfeita emntre participação e aplauso.

    Veio depois a actuação da Escola de Cavaquinhos, orientada por Carlos Alberto, cujos 11 elementos em palco interpretaram várias obras de música popular portuguesa, como “Maria do Mar”, “Alecrim”, “Laurindinha” e uma rapsódia com vários trechos de chula e malhão.

    Fo então a vez da companhia de teatro “Casca de Nós”, com um momento intitulado “A Música das Palavras” – leitura de poemas da Literatura Portuguesa, cujas intérpretes foram Manuel Botelho e Ana Maria Barbosa. É uma área em que a AACE não tem ainda muito investimento e isso notou-se, pelo nervosismo em palco e, talvez, também devido a pormenores de ordem técnica que serviram mal os grandes autores, como Pessoa, a título de exemplo, ali apresentados.

    Em contrapartida, muito mais felizes foram as notícias dadas sobre o trabalho da própria companhia, acabada de apurar para a final nacional do Festival de Teatro Amador promovido pelo INATEL, com a peça “A Birra do Morto”, final essa que terá lugar em Novembro, na Aula Magna, em Lisboa.

    A peça da Casca de Nós (já comentada pel’ “A Voz de Eremesinde”) foi escolhida pelo júri entre muitas outras apresentadas por companhias da Região Norte.

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    A guitarra de Silvério Rocha e mais duas violas acompanharam as fadistas que se apresentaram a seguir.

    Primeiro Marisa Almeida, cujo bela voz sofreu com as condições técnicas adversas, tendo brilhado sobretudo no último fado.

    Rita Rodrigues tentou também o fado, em que se estreava, mas quer-nos parecer que a sua voz não será a mais adequada a este género musical. Fátima Franco, que se lhe seguiu apontou mesmo à jovem que «terá muito que aprender».

    Senhora de uma portentosa voz, Fátima Franco interpretou, e que bem!, “O Grito”, “Os Teus Olhos São Dois Círios” e uma peça mais ligeira, “O Careca”.

    O espectáculo teve o seu final com a exibição do Grupo de Música Popular e Tradicional Portuguesa, servido por boas vozes e muito bem equilibrado instrumentalmente, que interpretou os temas “Ao Romper da Bela Aurora”, “Mariana”, Roseira Enxertada”, “A Minha Casinha” e “O Zé”, uma canção de ninar.

    Antes do final, o presidente da Direcção da AACE, Alberto Mateus referiu a motivação do espectáculo, salientou a importância do ensino da música, agradeceu o apoio das várias autarquias à associação e fez, ainda, uma referência ao ante-projecto da futura sede, cujo primeiro esquisso de arquitectura, elaborado «em articulação com os serviços da Câmara» estava aliás exposto à entrada da sala de espectáculos.

    A música ficou a ganhar... e por muito.

    Por: LC

     

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