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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 30-09-2009

    SECÇÃO: Destaque


    ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Elogios e votos de boa sorte e de felicidades na hora da despedida

    Não demorou mais de meia hora a derradeira reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde do mandato que está prestes a chegar ao fim. Ocorrida na noite de 30 de Setembro, a sessão não foi mais do que um rol de intervenções de despedida, troca de elogios e de votos de boa sorte para os que agora se candidatam a um novo mandato e de felicidades para os que não o fazem.

    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    Passavam cerca de 10 minutos das 21h30 quando Antonino Leite deu início pela última vez neste mandato aos trabalhos da Assembleia de Freguesia de Ermesinde (AFE). E fê-lo dando, como é habitual em primeiro lugar, a palavra ao público, tendo o conhecido historiador/professor ermesindende José Manuel Pereira usado da mesma para mostrar o seu descontentamento para com o facto do Executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) ter deixado cair em saco roto a proposta para a criação de uma vaga para técnico superior de Património Cultural. Proposta essa apresentada na reunião da edilidade de 5 de Agosto passado pela mão do presidente Artur Pais, sem que no entanto tenha sido sujeita a qualquer votação. José Manuel Pereira lamentou esse facto, sublinhando a importância de tal cargo no sentido em que o património cultural deverá ser umas das prioridades de um qualquer concelho ou freguesia.

    Fazendo uma breve resenha do seu vasto e rico currículo, bem como do seu importante contributo voluntário na instalação e organização da nova biblioteca da JFE, José Manuel Pereira manifestar-se-ia – modéstia à parte – como sendo a pessoa indicada para ocupar tal cargo, mas ao invés «reunia e reúne requisitos impróprios e não aconselháveis para a época de campanha eleitoral que se aproximava» – na altura a 5 de Agosto –, como por exemplo: ter manifestado publicamente o seu apoio a Maria José Azevedo; manter um contencioso jurídico com o presidente da Câmara Municipal de Valongo; ter um passado, um percurso e um trajecto que é um incómodo às aspirações e interesses pessoais de muitos autarcas, e finalmente ser «teimosamente insubornável». Estas seriam pois algumas das duras críticas para com a grande maioria do Executivo da JFE responsável por ter ignorado esta proposta.

    Seguidamente tiveram a palavra os partidos com lugar na Assembleia, se bem que apenas dois deles, o Bloco de Esquerda (BE) e o PS, fizeram questão de aproveitar este período, com a coligação PSD/CDS-PP a não se manifestar e a CDU ausente da sessão. O bloquista Luís Santos traçaria um pequeno balanço destes primeiros quatro anos do seu partido na AFE, para frisar, entre outros aspectos, que o BE tem uma forma de fazer política diferente das demais forças partidárias. «Temos uma forma coerente de fazer política, coerência que tem faltado a esta freguesia e ao restante concelho. E a nossa maneira de estar agrada aos eleitores, e a prova disso é que nas recentes Eleições Legislativas fomos a terceira força partidária no concelho», lembraria. Muito crítico para com o trabalho desenvolvido pelo Executivo da JFE ao longo destes últimos quatro anos, o bloquista traçou um balanço muito positivo do trabalho realizado pelo seu partido, exprimindo votos de felicidades a quem se candidata a um novo mandato e deixando no ar a convicção de que o BE estará de novo representado na AFE, de uma forma que esperava viesse a ser «reforçada».

    ELOGIOS

    SOCIALISTAS

    A ANTONINO LEITE

    Três elementos afectos à bancada do PS usariam em seguida da palavra. Carlos Ricardo seria o primeiro, para inicialmente fazer as suas despedidas desta AFE, uma vez que não será candidato a um novo mandato, sublinhando que fazer parte desta Assembleia foi para si uma experiência enriquecedora, pautada sempre pela cordialidade, respeito, e que será por isso esta sua passagem pela AFE recordada para sempre na sua memória. Depois de ter desejado boa sorte aos que se candidatam e felicidades aos que como ele saem de cena, endereçou rasgados elogios ao presidente da Mesa da AFE, Antonino Leite, uma figura que nas suas palavras foi uma enorme e agradável surpresa, pela forma cordial, elegante, séria e imparcial com que sempre desempenhou o seu cargo.

    O também socialista Manuel Costa teceu também rasgados elogios a Antonino Leite, em especial pela forma isenta com que sempre conduziu os trabalhos da Assembleia. Artur Pais também não ficou de fora da lista de elogios do socialista, que reconheceu que apesar de ter criticado o presidente da Junta no início do mandato, o mesmo, com o decorrer do tempo, mostrou qualidade e eficiência no desempenho do seu cargo.

    De Raul Santos o presidente da Mesa da AFE ouviu igualmente inúmeros elogios, tendo o socialista lembrado ainda que entre as diferentes bancadas partidárias existiu sempre uma luta cordial, uma luta em prol do bem da Cidade de Ermesinde.

    A PALAVRA FINAL

    DO PRESIDENTE

    Perante este rol de elogios Antonino Leite (na imagem) usaria da palavra para antes do mais agradecer todas as palavras de que foi alvo, lembrando posteriormente o momento em que decidiu aceitar o desafio de presidir à AFE. Um desafio que foi aceite com algum receio, até porque fez questão de sublinhar que nunca havia desempenhado qualquer função autárquica em toda a sua vida. «Mas aceitei, e saio daqui hoje muito mais enriquecido», frisou. Deixaria uma palavra de agradecimento a todos os membros da AFE, aos funcionários da JFE, e ao Executivo da edilidade, desejando ainda votos de felicidades e boa sorte a todos os presentes.

    A Ordem de Trabalhos seria cumprida em menos de cinco minutos, tempo suficiente para serem aprovadas as actas da reunião anterior, para, em seguida, Antonino Leite dar por terminada a última sessão da AFE do presente mandato.

    Por: Miguel Barros

     

     

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