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Edição de 31-01-2023
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    Arquivo: Edição de 10-07-2009

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Ecos de uma morna reunião...

    Na ausência de temas susceptíveis de análises e discussões mais profundas foi num clima descomprimido que – com uma celeridade pouco habitual – se desenrolaram os acontecimentos da reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde do passado dia 29 de Junho. Questões problemáticas relacionadas com arruamentos e falta de limpeza mereceram – uma vez mais - uma palavra atenta de alguns membros da assembleia e do público, os quais fariam ainda uma pequena alusão à abertura ao serviço de passageiros da linha de Leixões (entre Ermesinde e Leça do Balio) e da mais do que provável quadriplicação da linha ferroviária de Campanhã até à nossa freguesia.

    Com uma Ordem de Trabalhos muito curta – onde estavam englobados dois pontos de simples e rápido cumprimento – Antonino Leite deu início à última sessão antes do período de férias, passando então a palavra ao público. José Martins, uma presença já habitual tanto em reuniões públicas da Junta como da Assembleia, voltaria a relembrar a existência de uma caixa de saneamento – aberta – no largo da antiga feira, que continua a ser uma autêntica “ratoeira humana” a todos os que ali circulam. O paroquiano, que já expôs o caso numa carta aberta publicada no “Jornal de Notícias”, criticou a Câmara de Valongo por esta continuar a não prestar atenção ao problema. Congratular-se-ia, «finalmente», pelo facto de ter já sido pintada a passadeira na Rua Elias Garcia (em frente à padaria Lino), uma das “batalhas” por si travadas ao longo dos últimos meses nas sessões públicas da Junta. «Foi preciso uma pessoa ter lá sido atropelada para pintarem a passadeira. Sugeria que tanto a Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) como a Câmara de Valongo tratassem no futuro estes pequenos grandes problemas com mais celeridade», remataria o atento paroquiano.

    Finalizada esta intervenção, Antonino Leite daria conhecimento à Assembleia de uma carta de um outro paroquiano, de seu nome Luís Gouveia, o qual em nome da promoção da qualidade ambiental, propunha que fossem criadas sinergias para a construção de barreiras acúsitcas nas zonas residenciais situadas próximo da linha – do caminho--de-ferro - de Leixões, que segundo informações trazidas a público no mês passado, irá abrir ainda este ano para efectuar o transporte de passageiros entre Ermesinde e Leça do Balio. Esta sugestão seria apoiada pela maioria dos membros da Assembleia, tendo Luís Santos (Bloco de Esquerda) sugerido que a JFE enviasse um requerimento à Refer para a proposta ser considerada aquando da abertura do ramal e do início das obras para a quadriplicação da linha que liga Porto--Campanhã a Ermesinde. Também o PS, na voz de Manuel Costa, daria o seu total aval a esta proposta de Luís Gouveia.

    Ainda dentro do período destinado à intervenção dos membros da Assembleia, o bloquista Luís Santos pediria à JFE um ponto da situação da recolha e entrega dos abaixo-assinados para a abolição das passagens de nível superiores na freguesia. Em resposta, Américo Silva – que nesta sessão substituiu o presidente Artur Pais, o qual se encontrava na reunião da Assembleia Municipal de Valongo – informou que a recolha de assinaturas já havia terminado, não sabendo precisar no entanto quantas haviam sido conseguidas, frisando somente que foram largas centenas, as quais já foram enviadas à Refer, não tendo obtido da parte desta, até à data, qualquer resposta.

    A ABERTURA

    DA USF DA GANDRA...

    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    Foto ARQUIVO MANUEL VALDREZ
    O período de informações seria mais tarde aproveitado pelo presidente da Mesa da Assembleia para comunicar a abertura da Unidade de Saúde Familiar (USF) da Gandra (antigas instalações do Centro de Saúde de Ermesinde) para este mês de Julho. Abertura essa que se confirmaria uma semana mais tarde, a 6 de Julho mais precisamente, dia em que a USF reabriu as suas portas à população.

    Por seu turno, Angelina Ramalho (PSD/CDS-PP) deu conta da sua participação no recente Encontro Nacional sobre Orçamentos Participativos, tendo a autarca feito um resumo do que lá ouviu, opinando em seguida que todos os partidos deveriam ter em conta este novo modelo de gestão autárquica – muito interessante nas suas palavras – nos seus programas eleitorais.

    Aproveitando precisamente o facto do mandato estar a chegar ao fim, Carlos Coutinho (CDU) traçou um breve balanço do mesmo. Direccionaria o seu discurso para a elencagem de alguns problemas da freguesia que prevalecem sem solução à vista, em concreto os de teor urbanístico. Diria então que «o que se constata é que Ermesinde continua a necessitar de um plano de desenvolvimento integrado e sustentável, de proporcionar aos seus habitantes uma qualidade de vida que hoje não só não têm, como dá sinais de se degradar. Propomos uma moratória nas construções, a discussão e aprovação do PDM, salvaguardando áreas livres de Ermesinde para alargamento do Parque Urbano e para a realização de parques de proximidade de que a população tanto necessita».

    Ainda dentro do capítulo “Ambiente”, Manuel Costa (PS) alertou para a existência de uma série de ecopontos na cidade que estão a transbordar de lixo sem que alguém tome a iniciativa de arranjar uma solução.

    Entrados na Ordem de Trabalhos o primeiro ponto a ser rapidamente cumprido foi o da discussão e aprovação da acta da reunião anterior, tendo em seguida, no ponto referente ao relatório de actividades da Junta, Júlia Mendes (PSD//CDS-PP) usado da palavra para questionar a edilidade sobre o Gabinete de Acção Social. O que vem sendo feito e pormenores relativos à contratação do novo técnico foram algumas das questões levantadas pela autarca. Américo Silva pouco ou nada conseguiu responder, uma vez que esse é um assunto de domínio do presidente Artur Pais: «Eu nunca foi tido nem achado para me pronunciar», desabafou o tesoureiro da JFE.

    Por: Miguel Barros

     

     

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