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    Arquivo: Edição de 31-05-2009

    SECÇÃO: Crónicas


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    Natação

    Por ter passado um fim-de-semana alargado, num hotel das Caldas de São Pedro do Sul, dei comigo a cogitar nos benefícios da actividade da natação. Na escolha do alojamento foi determinante a existência da piscina interior e instalações com SPA, as últimas não eram importantes. Poder nadar, isso sim… Nem o banho turco ou sauna, e os aparelhos de ginásio, onde só o arremedo de bicicleta foi usado, foram a causa da agradável estadia. Conviver, na piscina do hotel, com tantas crianças e pais, é que deu o prazer, mais do que a sofisticada massagem de chocolate(!), oferta do pacote turístico, e feita por mãos macias!

    Se cabe aos belgas terem descoberto os SPAs, por influência italiana, para a saúde, pelos efeitos aquosos, jamais se teria pensado na existência, agora, de tantas pousadas e hotéis equipados. Só um contra-tempo: são estadias dispendiosas.

    Se só as instalações hoteleiras de classe média e alta têm essas condições, amanhã serão generalizadas e banais. Curar o corpo está em crescendo e o sarar da alma?! O stress atenua com o uso físico, químico e biológico da água. Os banhos de lamas, algas e outras plantas medicinais virão a ser frequentes.

    Se a civilização romana espanta pelas canalizações das águas, nas urbes e termas, não é de admirar que os italianos, com genes dos habitantes da antiga Roma, tenham criado os SPAs! Se recordarmos a rede de distribuição dos vários tipos de água de Conimbriga teremos essa herança.

    Somos um país privilegiado em águas termais, a começar pelas de Chaves à serra de Monchique. Temos águas de temperaturas variadas, desde a quase ebulição às mais frescas das nascentes. Os sais minerais das águas do Vidago à Curia, e tantas outras, curam e imunizam. A nacionalidade portuguesa, de mais de 800 anos, resultou da cura do raquitismo (!) ou duma perna partida de D. Afonso Henriques (!), pelas águas de S. Pedro do Sul!

    Criança de aldeia transmontana, ficava perplexo, quando ouvia o Sr. Ferreira dizer para o feitor Américo:

    – Vê se tratas bem o cavalo pigarço, durante o tempo que vou pr’as águas!

    Pois é, vim a saber que a família Ferreira ia passar uma temporada nas Pedras Salgadas. (Lazer ou tratamento?)

    Aluno do Liceu de Vila Real ia, de quando em vez, ao Vidago e às Pedras, no comboio do Corgo (nos cerros dava para sair e apanhá-lo, nas curvas mais acima ou mais abaixo!), e já não havia lá o Sr. Ferreira ou muitos aquistas: as termas estavam a ser suplementadas por outros destinos. Começavam as idas para as praias da Póvoa de Varzim e de Espinho, pelas gentes de Vila Real e arredores. Nem os famosos concursos hípicos das Pedras Salgadas, nem a estadia do Presidente da República fizeram reviver o termalismo.

    E agora? Espero um rápido aumento do uso das Termas. Vai ser “ obrigatório”, devido à super actividade do dia-a-dia, frequentar as estâncias de águas medicinais, dá saúde e tranquilidade! É cada vez, mais importante o uso da água; iria dizer para todos os fins e, no tempo da globalização e do “desvario”, é inevitável.

    O melhor contacto aquista será a natação. Como o vi, em S. Pedro do Sul, a gente jovem sabe e adora nadar.

    As aulas de natação deviam ser obrigatórias. Os descendentes dos nautas lusos gostam de se mover na água!

    Por: Gil Monteiro

     

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