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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 15-01-2009

    SECÇÃO: Destaque


    Alfena: eleições do próximo dia 25 podem mudar todo o panorama, deixar tudo igual ou até... nem chegarem a valer

    Não são muitos os cenários mais prováveis que estão em cima da mesa para as eleições autárquicas intercalares do próximo dia 25 de Janeiro, em Alfena.

    Se para Arnaldo Soares a questão é conquistar margem de manobra que lhe permita uma mais tranquila gestão da Junta de Freguesia, ao abrigo de posições adversas, já por parte dos seus antigos antagonistas, o grupo social-democrata afecto a Guilherme Roque e a oposição socialista local liderada por Joaquim Talaia, os obstáculos a essa pretensão não parecem ser os resultados eleitorais mas a efectiva legitimação do acto que se prepara.

    Do ponto de vista dos aguardados resultados eleitorais, é provável que ao conseguir o apoio do PSD concelhio e mesmo das estruturas federativas do partido que caucionam a não apresentação de uma lista partidária sob a sigla PSD, Arnaldo Soares possa estar numa posição altamente vantajosa para reforçar o número de eleitos da Lista de Cidadãos Unidos por Alfena que se volta agora a apresentar e que – em termos desses resultados – tudo indica não ir ficar abaixo da soma aritmética dos resultados das anteriores candidaturas autárquicas do PSD e Unidos por Alfena. É que, além dessa esperada confluência de votos então dispersos em duas candidaturas, a lista de Arnaldo Soares defronta uma oposição socialista fragilizada, resultante do afastamento da Concelhia relativamente à sua anterior representação, corporizada por Joaquim Talaia, o que faz com que a lista seja muito pobre em termos locais – segundo considera o anterior líder socialista local. Da CDU e do BE não parecem provir ameaças graves em termos de poder pôr em causa uma eventual maioria absoluta por parte da lista dos Unidos. É que, sendo a eleição tão impregnada das vicissitudes da política local, não se espera, até porque não se apresenta como tal às urnas, que a actual debilidade do PSD em termos nacionais, se reflicta nos resultados da lista encabeçada por Arnaldo Soares.

    REALINHAMENTOS

    EM PERSPECTIVA

    Não obstante, é visível uma aproximação a passos de gigante da estrutura dirigente dos Unidos ao PSD de onde divergiu há três anos. A tal ponto que, Sérgio Sousa, vice-presidente da Comissão Política do PSD/Alfena e vogal da Comissão Política Concelhia, além de apontar os 15 membros do PSD local que integram desta vez a lista dos Unidos, declarou ao nosso jornal como objectivo do partido em Outubro apresentar a equipa que agora se apresenta às autárquicas intercalares e que o PSD apoia, já debaixo da sigla PSD.

    Aliás, Sérgio Sousa considera que isso poderia repor a normalidade em Alfena, e responsabiliza o então presidente da Concelhia, Mário Duarte, pela separação então ocorrida. Confrontado com a questão dos elementos mais próximos de outros partidos e que integram a lista, Sérgio Sousa considerou que o partido se mostraria aberto para continuar a acolhê-los numa candidatura que é essencialmente fruto de uma dinâmica muito local.

    A maior ameaça a esta evolução será um desfecho em que Guilherme Roque e Joaquim Talaia continuam a acreditar em absoluto, a hipótese de o Tribunal de Penafiel vir a dar razão à providência cautelar apresentada pelos eleitos do PS e PSD às anteriores autárquicas na freguesia de Alfena.

    Caso o acto eleitoral se venha a realizar, quer um quer outro estão confiantes de que será de pronto anulado por decisão judicial.

    Joaquim Talaia continua a responsabilizar a Concelhia do PS pela situação actual, atribuindo a aliança com o PSD concelhio na marcação de eleições, como o resultado das lutas internas dirigidas contra a possível candidatura autárquica de Maria José Azevedo, de quem é apoiante.

    A situação em Alfena é ainda curiosa no sentido em que o actual líder concelhio do PSD, João Paulo Baltazar, para além de ter conduzido o processo anómalo de Alfena no sentido de voltar a trazer para o partido – se não para já, com todas as suas consequências administrativas, pelo menos no plano político e afectivo, os dissidentes de há três anos, também se recusa agora – ao contrário de outros militantes do PSD locais –, a diabolizar Guilherme Roque, com quem não estando de acordo com a prática recente, continua a ser, para ele, pelo que fez, um importante activo do PSD em Alfena, desde que este o queira, no futuro, apontando como razões importantes desta crise questões que passam muito pelo plano das relações entre pessoas.

    Guilherme Roque é que, embora aguardando ainda o desfecho da decisão judicial do Tribunal de Penafiel, prometeu para esta semana a edição de um novo comunicado sobre a situação autárquica em Alfena.

    Por: LC

     

     

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