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Edição de 30-11-2020
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    Arquivo: Edição de 15-10-2008

    SECÇÃO: Destaque


    NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

    O saber não tem idade limite...

    (Conferência inserida na Semana Cultural do Idoso)

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    O segundo dia desta Semana Cultural do Idoso teve início com a abertura da exposição temática “Actividades Ocupacionais e Lazer”, estruturada numa tenda montada no Parque Urbano. Fotografias, cartazes informativos e panfletos faziam alusão a um sem número de actividades (desde a ginástica ao turismo sénior, só para citar alguns exemplos) ao dispor dos cidadãos mais “experientes”, chamemos-lhes assim.

    Da parte da tarde tiveram então início os dois primeiros seminários do evento, mais precisamente “O Mundo da Universidade Sénior”e “O Valor das Instituições Termais”. O primeiro foi moderado por Duarte Menezes, presidente do Conselho Pedagógico da Universidade Sénior do Rotary Club de Valongo que, de uma forma detalhada, apresentou ao auditório este novo conceito. Na sua visão as univeridades séniores foram das melhores “criações” concebidas pela sociedade nos últimos tempos. «Há muita gente que se reforma e começa a sentir fragilidades ao nível da saúde pelo simples facto de não estar a fazer nada. E não fazer nada é muitas das vezes a causa das doenças e até mesmo da morte. São muitos e reais os exemplos de pessoas cujos problemas de saúde foram solucionados pelo simples facto de terem frequentado a universidade sénior. Desta forma sentem-se vivas, sentem-se úteis», frisou. Desenganem-se aqueles que têm a ideia de que nas universidades séniores o idoso tem à sua frente um conjunto de disciplinas, e consequentemente exames, que o levam mais tarde a adquirir um diploma numa qualquer área profissional. Nada disso. Como sublinhou Duarte Menezes, nestas instituições o mais importante é que as pessoas se divirtam, convivam entre si, que ocupem o seu tempo a aprender um sem número de novas actividades. Podem adquirir competências ao nível da Informática, de Línguas Estrangeiras, de História, da Saúde, dos Trabalhos Manuais, entre outras, mas sem o stress provocado pelos exames e avaliações. E quem poderá entrar numa universidade sénior? Qualquer pessoa, quer seja alguém com formação académica superior quer seja um cidadão que nunca teve a possibilidade de aprender a ler nem a escrever, que pode, aliás, começar a fazê-lo nestas universidades. «Velhas são as coisas que não prestam, e mesmo essas podem ser recicladas. O Ser Humano não é velho, não está acabado para a vida, e nestas universidades séniores pode enriquecer-se ainda mais, tornar-se mais sábio do que aquilo que já é», referiu o orador depois de desafiar a assistência a valorizar-se neste tipo de instituições, finalizando a sua intervenção com uma sábia e popular expressão... «parar é morrer».

    O segundo seminário da tarde foi dedicado ao termalismo, tendo sido moderado por Ana Oliveira, representante da Empresa Caldas da Saúde, de Santo Tirso. Depois de dar a conhecer um pouco da história do termalismo a nível mundial – as suas origens remontam aos tempos da Pré-História – elencou então os serviços – e respectivos benefícios ao nível do melhoramento da saúde – que as Caldas da Saúde Santo Tirso têm à disposição dos seus utentes.

    No final destas comunicações a plateia teve a oportunidade de intervir, não só para fazer perguntas a ambos os moderadores como também para contar as suas experiências de vida quer ao nível das universidades séniores – os que já conheciam e haviam usufruído deste conceito – quer ao nível do termalismo. E aqui não faltaram histórias, algumas delas bem divertidas por sinal.

    Por: Miguel Barros

     

     

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