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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 15-10-2008

    SECÇÃO: Destaque


    NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

    Centro Social de Ermesinde promoveu a Semana Cultural do Idoso

    “Velhos são os trapos”, ou “parar é morrer”, são duas das muitas citações de cariz popular que poderiam caracterizar em curtas palavras a essência daquilo o que foi a Semana Cultural do Idoso, um evento levado a cabo pelo Centro Social de Ermesinde nos passados 1, 2, 3 e 4 de Outubro. Dividida entre o Parque Urbano e o Fórum Cultural de Ermesinde a iniciativa foi centrada em torno do cidadão idoso, tendo-se procurado não só debater e encontrar respostas para as suas fragilidades, como também realçar as suas potencialidades.

    Este evento agregou em seu redor um vasto conjunto de associações e instituições do nosso concelho que trabalham – na sua grande maioria – com a chamada Terceira Idade. Seminários, exposições, rastreios e muita animação preencheram quatro dias onde o pretendido foi ir de encontro a um conjunto de respostas capazes de proporcionar ao idoso um nível de qualidade de vida digno do seu estatuto, por outras palavras, mantê-lo activo, fazê-lo sentir-se útil e acima de tudo feliz.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    1 de Outubro, Dia Mundial do Idoso. Não poderia pois haver melhor data para se dar início a esta iniciativa do Centro Social de Ermesinde (CSE) que neste dia reuniu no auditório do Fórum Cultural várias dezenas de idosos provenientes de diversas instituições de cariz social do nosso concelho que se associaram ao evento. No campo das instituições que disseram “presente” a esta acção do CSE estiveram o Centro Social e Paroquial de Alfena, o Centro Social e Paroquial de Santo André de Sobrado, Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Campo, Santa Casa da Misericórdia de Valongo e a Associação de Promoção Social e Cultural de Ermesinde (ADICE). A juntar-se-lhes estiveram outras entidades cujo raio de acção do seu trabalho, por assim dizer, atinge igualmente o “sector” da Terceira Idade, casos da Câmara Municipal de Valongo (CMV), Instituto de Solidariedade e Segurança Social, Centro de Saúde de Ermesinde, Polícia de Segurança Pública (esquadra de Ermesinde) e os Bombeiros Voluntários de Ermesinde. De sublinhar nesta sessão de abertura a presença dos dirigentes máximos das instituições atrás mencionadas.

    Apontado – meio a brincar meio a sério – como «o evento do ano, se calhar do mês... ou para sermos mais modestos este é apenas o evento do dia», nas palavras da apresentadora de serviço, Carla Queirós (elemento do Lar de S. Lourenço do CSE) – quanto a nós ficamo-nos mesmo pela primeira definição, este foi mesmo um dos momentos marcantes do ano ocorridos no nosso concelho –, a Semana Cultural do Idoso foi “inaugurada” oficialmente por uma mesa de honra composta por Casimiro Sousa (membro da Direcção do CSE), Carlos Valente (director do Centro de Saúde de Ermesinde), Luís Vale (director-adjunto do Centro Distrital da Segurança Social do Porto), Artur Pais (presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde) e Sónia Macedo (representante da CMV).

    Após a projecção de um pequeno vídeo/documentário cujo conteúdo focou não só o reconhecimento, enaltecimento e importância do cidadão idoso na nossa sociedade como também uma descrição minuciosa dos serviços prestados ao idoso por cada uma das instituições presentes, coube a Casimiro Sousa (na qualidade de representante máximo da instituição organizadora) proceder à abertura oficial desta semana cultural. Começou por agradecer a presença de todos os envolvidos no evento, não deixando de enaltecer com orgulho o empenho e imaginação que todos os funcionários e colaboradores do CSE prestaram à iniciativa. Relembrou posteriormente o facto de o CSE ser uma instituição de solidariedade social que está ao serviço da comunidade há mais de 50 anos, a qual começou nos seus inícios por prestar apoio social a cerca de 20 idosos e que nos dias de hoje estende esse trabalho social a bem mais de uma centena de utentes. Sublinhou que a essência desta semana cultural passava por encontrar e/ou divulgar um conjunto de respostas capazes de tornar a vida do idoso dotada de um nível elevado em termos de qualidade. Terminaria a sua intervenção formulando votos de que no final do evento todos pudessem adquirir novas sabedorias para precisamente prestar ao idoso um serviço cada vez melhor.

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    Em representação do presidente da CMV – ausente por motivos profissionais – Sónia Macedo mostrou o agrado da autarquia pelo facto de o concelho estar tão bem dotado ao nível de instituições e técnicos qualificados capacitados para trabalhar com a Terceira Idade. E este bom trabalho prestado por estas instituições tem-se, na sua visão, reflectido no aumento da esperança de vida da população do nosso concelho.

    Também Carlos Valente enalteceu a realização deste evento, o qual na sua opinião iria contribuir para ir de encontro ao tal conjunto de respostas com vista a melhorar o nível de vida do idoso, e consequentemente a sua saúde, sendo por isso este um complemento ao trabalho dos profissionais do sector da saúde, já que «é muito mais agradável para nós cuidar de pessoas saudáveis do que de doentes», rematou o director do centro de saúde.

    Em representação do Centro Distrital da Segurança Social do Porto esteve Luís Vale, que entre outros aspectos falou da importância da necessidade do idoso ter cada vez mais um papel activo na actual sociedade, no sentido de que ele possa transmitir ensinamentos – de vida ou profissionais – às actuais gerações. Esta questão da transmissão de saberes dos mais velhos para os mais novos seria igualmente abordada por Artur Pais na sua intervenção.

    HOMENAGEM

    À DIRECTORA

    DO LAR DE S.LOURENÇO

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    Posteriormente seguiu-se um dos momentos mais emocionantes deste primeiro dia, altura em que após os agradecimentos a todos aqueles que tornaram possível a realização do evento a organização do mesmo chamou ao palco uma pessoa que tem dedicado de corpo e alma grande parte da sua vida ao cidadão idoso, mais precisamente a directora do Lar de S. Lourenço, Anabela Sousa, uma das grandes impulsionadoras desta Semana Cultural do Idoso. Emocionada com esta inesperada homenagem, Anabela Sousa agradeceu o gesto e “pediu a ajuda” de Deus para que este trabalho possa continuar a ser levado a cabo com a mesma dedicação e gosto – e porque não acrescentar a palavra êxito? – como tem vindo a ser até agora.

    Ainda antes do almoço seguiu-se uma visita ao último andar do Fórum Cultural, espaço onde seria inaugurada uma exposição composta por diversos tipos de trabalhos (arranjos florais, pinturas, trabalhos em madeira, bordados, tapeçaria, etc.) elaborados pelos utentes de todas as instituições participantes. A manhã terminou com uma alegre sessão de fados.

    A parte da tarde foi preenchida com um vasto leque de variedades culturais levadas a cabo pelos utentes das instituições presentes. Pode-se mesmo dizer que foi uma festa em grande, com muita música, teatro, dança, mas sobretudo muita animação. Um dia para mais tarde recordar.

    Os três dias que se seguiram foram dedicados a seminários (ver textos à parte), exposições temáticas e a rastreios.

    Em jeito de balanço há que sublinhar em curtas palavras que esta iniciativa do CSE foi louvável, útil e coroada de êxito, pois para além dos muitos ensinamentos facultados – quer às instituições e respectivos técnicos quer às próprias famílias – permitiu-nos perceber com mais clareza que viver é um direito reservado a todo e qualquer Ser Humano independentemente da sua idade.

    Por: Miguel Barros

     

     

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