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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 10-09-2008

    SECÇÃO: Local


    O óleo que deita fora pode ser mais perigoso do que imagina

    Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.

    Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir do passado dia 15 de Julho, a AMI lançou ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

    A AMI dá, com este projecto, continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

    Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.

    Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.

    Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.

    São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.

    Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.

    A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.

    As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das equipas de rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.

    Para participar neste projecto da AMI:

    – Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui http://www.ami.org.pt/media/pdf/oleos_aderentes0608.pdf.

    ADERENTES

    NO CONCELHO

    De momento, no concelho, são já estes os estabelecimentos aderentes: Café Churrasqueira Sonhos, Rua Capitão Aires Martins, nº 361, Ermesinde; Cervejolas Snack--Bar, Rua Comandante Capas Peneda, nº 33, Ermesinde; Ravani Caffé, Rua de Vilar, nº752, Alfena; Casa do Maço, Rua do Outeiro, nº 471, Alfena; Restaurante O Trovador, Rua Rodrigues Freitas, nº 1501 Ermesinde; Café Couto, Avenida Eng.º Armando Magalhães, nº 250, Valongo; Pizzaria Filliana Central do Barreiro, nº 390, Valongo; Milénio, Rua Central Capela nº 641, Valongo; Restaurante A Regional Valonguense, Rua D. Pedro IV, nº 150, Valongo; Casa de Pasto a Valonguense, Lda, Rua D. Pedro IV, nº 150, Valongo; In Senso Kioske e Caffe, Rua da Presa, nº 73, Valongo; Cafetaria Expresso, Rua Ribeiro Cambado nº 80, Valongo.

    – Distribua folhetos pelos seus colegas. Solicite estes materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

    – Divulgue esta informação no seu site ou blog, incluindo o anúncio de rádio http://www.ami.org.pt/media/audio/ambiente_reciclagem_oleos_spot_radio_croquetes.mp3;

    – Encaminhe esta informação para os seus colegas.

    Por: ATS

     

     

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