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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 31-07-2008

    SECÇÃO: Cultura


    Festival pela Interculturalidade no Parque Urbano

    No passado dia 19 de Julho, o Parque Urbano de Ermesinde foi palco de um mix de iniciativas de carácter intercultural – o Festival pela Interculturalidade começou à tarde e se desenrolou pela noite adentro. Quem por lá passou pôde disfrutar da animação de rua, mostra de artesanato variado, demonstrações e workshops de dança e artes marciais. A encerrar teve ainda lugar um Festival de Folclore, organizado pela Casa do Povo de Ermesinde.

    No ano em que se comemora o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, a Agência para a Vida Local e, mais concretamente, um dos seus serviços – o Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes, não quis deixar de comemorar esta iniciativa com alguns espectáculos multiculturais, sempre com o espírito de acolher e integrar os cidadãos das mais diversas nacionalidades.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    O festival começou com a performance da Academia She Si – Escola de Artes Marciais Chinesas, que exibiu a Dança do Dragão. Uma performance repleta de simbolismo que cativou a atençãos dos visitantes. Apesar de não serem muitos assistiram atentamente ao espectáculo, no anfiteatro exterior do parque. Seguiram-se performances de Taekwondo, Tai Chi, Yoga, Reiki e Hapkido.

    Depois. num outro registo deu-se início à exibição de vários tipos de dança: dança do ventre, hip hop, dança indiana e danças latino-africanas, que fizeram as delícias do público.

    Presente no festival intercultural esteve também o Grupo de Capoeira Lagoa da Saudade – expressão cultural oriunda do Brasil – uma exibição que misturou desporto com dança, música e defesa pessoal.

    MOSTRA

    DE ARTESANATO

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    Outra das atracções do festival foi a mostra de artesanato, que trouxe ao parque um pouco de tudo. Desde bijuteria confeccionada a partir de tecido, roupas com motivos nortenhos (por exemplo o galo de Barcelos), variados objectos criados a partir de lata, caixinhas de cartão pintadas à mão e ornamentadas com motivos florais, figuras de barro, chás, bolos, entre outros. Tudo, ou quase tudo confeccionado a partir de materiais reutilizados.

    Lara Silva trouxe à feira a Laracrafts, uma marca criada por si, comercializada em Portugal e em Espanha. «Em termos de vendas a mostra está a correr bem. O espaço é muito agradável e a iniciativa é óptima porque reúne várias culturas», referiu Lara Silva.

    Na sua banca tinha roupa, artigos de papelaria, caixinhas de papel, bijuteria, tudo com o seu toque pessoal.

    Mais à frente Eunice Prietro exibia, entre bonecas de barro e objectos confeccionados a partir de telhas, um produto tradicionalmente mexicano – Pinhatas – bonecas recheadas de guloseimas muito requisitadas para festas infantis.

    A Associação Reviravolta também marcou presença nesta mostra. Os produtos expostos eram essencialmente chás, «muito procurados pelas pesoas que aqui passam», referiu Carmo Cardoso, representante desta associação.

    As principais preocupações da “Reviravolta” são promover o comércio justo e solidário, participando em campanhas de sensibilização e pressão política em nome de um consumo responsável que tenha em conta valores éticos associados à produção. É uma alternativa ao comércio convencional, pois promove a justiça social e económica, o desenvolvimento sustentável e o respeito pelas pessoas.

    Hermínia Antunes, a representar a Associação Cultural A Cadeira de Van Gogh, com apenas dois meses de vida, referiu que as pessoas se queixam do preço dos produtos. «Dizem que são muito caros. Mas são peças únicas, por isso têm valor», declarou. Esta associação visa a promoção de cursos ou oficinas práticas de diversas áreas de expressão, a realização e promoção de eventos culturais, e a divulgação do trabalho dos seus associados.

    E como não podia deixar de ser, as artes orientais também marcaram presença neste festival. A Loja da Academia Tigre Branco deu a conhecer as várias modalidades praticadas na academia, que tem vindo a cativar cada vez mais adeptos.

    Direccionado para os mais pequenos havia, também ateliers de reutilização, onde se podia pintar, recortar, etc..

    IV FESTIVAL

    DE FOLCLORE

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    Mas o verdadeiro sucesso desta iniciativa foi sem dúvida o IV Festival de Folclore, cuja organização esteve a cargo da Casa do Povo de Ermesinde.

    O anfiteatro exterior do Parque Urbano foi pequeno demais para tanto público que, algum tempo antes do início do espectáculo, já tinha ocupado todos os lugares disponíveis. Eram na sua maioria de meia idade e esperavam ansiosamente pelo início do festival.

    A apresentação do espectáculo esteve a cargo de Américo Silva, a representar o presidente da Junta, ausente por motivos de trabalho. No início foi entregue a cada um dos três ranchos convidados uma oferta inédita da Junta de Freguesia – o livro de Jacinto Soares, recém- -editado – “Ermesinde, Memórias da Nossa Gente”, e procedeu-se ainda à imposição da faixa de participação.

    Findo o momento de apresentação dos ranchos deu--se início ao festival propriamente dito. A primeira actuação esteve a cargo do Grupo Folclórico S. Salvador Macieira da Maia de Vila do Conde, seguiu-se o Grupo de Danças e Cantares de Santa Maria de Esmoriz, oriundo de Ovar e por fim actuou o Rancho Folclórico de Lever – Vila Nova de Gaia.

    O festival encerrou com a actuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ermesinde.

    Ainda a propósito do Festival pela Interculturalidade, até dia 20 pode ser visitada, no Fórum Cultural de Ermesinde, a exposição sobre mulheres activistas – “Trinta Rostos de Determinação”– cedida pela secção portuguesa da Amnistia Internacional à organização do festival.

    Por: Teresa Afonso

     

     

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