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    Arquivo: Edição de 31-07-2008

    SECÇÃO: Destaque


    INAUGURAÇÃO DA SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Mais um passo em frente na dignidade de Ermesinde

    Dia particularmente importante para a cidade, decorreu na manhã do passado dia 13 de Julho, a cerimónia da inauguração do edifício-sede da Junta de Freguesia – última fase, passando agora Ermesinde a poder contar com mais um equipamento que se espera possa ser posto pela autarquia o mais possível ao serviço da comunidade.

    No andar superior, além do moderno auditório onde decorreram as intervenções da entidade responsável pela obra e das entidades oficiais convidadas, encontra-se ainda a Biblioteca da Junta de Freguesia, cujo espólio deverá ser transferido das actuais instalações provisórias (onde funcionou antes a Junta), e uma sala em U, além de um bar amovível.

    Na cerimónia usaram da palavra Antonino Leite, presidente da mesa da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, José Luís Pinto, vereador representante da Câmara Municipal de Valongo, João Correia, chefe de gabinete da Governadora Civil do Porto, Armando Vieira, presidente da Associação Nacional de Freguesias – ANAFRE, e Artur Pais, presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde. Esteve presente também a presidente da Assembleia Municipal.

    A cerimónia foi precedida do hastear das bandeiras, com apresentação de armas dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, e concluída com um beberete oferecido ao presentes no hall superior da Junta, local onde também decorreu uma exposição de trabalhos de pintura do artista local Manuel Carneiro.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    Artur Pais, o anfitrião da cerimónia, declarou o seu privilégio em ser o autarca que teve a honra de proceder à abertura do novo edifício da Junta e ao encerramento deste ciclo. E embora sem os nomear explicitamente, considerou da mais elementar justiça recordar aqueles que o antecederam neste desígnio.

    Recordou depois a passagem de Ermesinde a cidade, a necessidade de mudar a Junta da Rua Rodrigues de Freitas, isolada pelo fecho das passagens de nível, para um lugar mais central e acessível, agradeceu a colaboração da Câmara Municipal e dos seus técnicos, e fez depois alguns agradecimentos particularizados, a José Manuel Pereira, pela colaboração nesta última fase da instalação da Biblioteca da Cidade e de outras partes da nova Junta, ao autarca Américo Silva, aclamado pelo grande esforço que tinha feito nos últimos dias para que tudo pudesse estar pronto a tempo, e aos funcionários da Junta de Freguesia pela dedicação que demonstraram.

    Referiu depois a importância de Ermesinde, no contexto do país, com uma população superior à de 251 concelhos e à de 5 capitais de distrito.

    E terminou lamentando a ausência de Eduardo Cabrita, a pessoa, que mais tinha feito questão em que estivesse nesta cerimónia.

    Em registo descontraído e de humor, fez depois uma citação dos versos das Ermesindíadas e fez terminar a cerimónia em ambiente de festa, com a entrega de algumas lembranças, a que correspondeu o presidente da ANAFRE, que no mesmo registo, ao oferecer uma bandeira da ANAFRE, comentou que seria necessário fazer construir mais um poste para a hastear. Armando Vieira ofereceu também um pisa-papéis, que Artur Pais aceitou, agradecido e – ainda no mesmo registo bem-humorado – certo de que cumpriria certamente sempre a função que lhe foi destinada, não servindo nunca de arma de arremesso...

    Antonino Leite, o primeiro orador da cerimónia, começou por fazer várias referências à história de Ermesinde, lembrou os tempos das carências de água (tinha que se deslocar a Leça da Palmeira, onde tinha família, para tomar banho), luz (faltas constantes) das deficiências do transporte público (praticamente limitado ao comboio, que era óptimo, mas insuficiente, como disse), do reduzido parque escolar, da rede de saneamento limitada ao centro de Ermesinde... e dos maus cheiros da Fertor.

    E recordou depois, como marco historico importante, a passagem a cidade, em 1990 (há 18 anos).

    Comparou também esses tempos com os tempos modernos – «parque habitacional ordenado» (elogio do «papel preponderante dos excelentes industriais da área da construção civil», a correcção de algumas das maleitas atrás apontadas, o esforço actual para a despoluição do Leça, e a continuação do esforço na melhoria de várias áreas (rede de transportes e comunicação, parque escolar, rede de equipamentos sociais, segurança pública («necessidade de dotar a esquadra local da PSP com meios humanos e materiais adequados à realidade»).

    Citou os trabalhos de Manuel Augusto Dias e Jacinto Soares a respeito da história da cidade, e lembrou algumas das suas vivências pessoais e terminou elogiando a funcionalidade da obra ali inaugurada.

    EM NOME

    DA CÂMARA...

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    José Luís Pinto, tomando a palavra em nome do presidente da Câmara (cuja ausência em dia de tanto significado para Ermesinde francamente estranhámos), que não pôde estar presente devido a m «compromisso pessoal», conforme esclareceu o autarca, declarou ser para ele «uma honra» representar a Câmara. O autarca, residente em Ermesinde (onde vive desde desde os 5 anos de idade), recordou que teve com a cidade, nesses primeiros anos, uma relação difícil. Mas adiantou que esta hoje está mais completa e organizada.

    Referiu a construção do Parque Urbano – onde lugar aonde se pode levar os amigos – e de que antes não havia nada paralelo, referiu também a história e a cultura de Ermesinde como valores essenciais da cidade, mas elogiou igualmente como essencial o facto de hoje Ermesinde ser o receptáculo de gente vinda de muitas partes, contribuindo para se criar uma gente de mentalidade muito aberta, a quem augurava um futuro brilhante.

    Elogiou depois este novo edifício da Junta, que a par com o Fórum Cultural, as bibliotecas, o Centro de Interpretação Ambiental, o auditório da Escola Secundária, constituíam preciosos equipamentos ao serviço das iniciativas culturais.

    João Correia, chefe de gabinete da Governadora Civil realçou o dia duplamente feliz, pelos 18 anos da elevação a cidade da vila de Ermesinde e pela inauguração da Junta, referiu de passagem casos alheios em que a passagem a cidade não se traduziu em nada de importante, semeando desânimos, o que não seria o caso de Ermesinde, lembrou que a freguesia era o primeiro rosto do Estado junto das populações e terminou manifestando inteira disponibilidade do Governo Civil para com a autarquia, e reconhecendo ser este o melhor edifício-se de uma junta de freguesia que alguma vez conheceu.

    A VOZ

    DAS FREGUESIAS

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    Usou depois da palavra, naquela que foi a intervenção mais longa e mais global do dia, o presidente da ANAFRE, Armando Vieira. O autarca começou por recordar uma efeméride que até então ninguém tinha referido, a passagem, há 70 anos, de Ermesinde a vila.

    Fez depois a apresentação da ANAFRE, entidade que representa mais de 2 500 freguesias, de adesão voluntária, sendo que Ermesinde é a 6ª ou 7ª deste país – afirmou.

    Considerou depois haver um problema de organização administrativa que, por vezes, se reflecte na forma descuidada como o Poder Central pretende intervir no país real.

    Avisou que a classe política está de rastos, desde o Minho ao Algarve, que esta não pode prometer o que não pode cumprir, sob pena de causar ainda um maior descrédito. «Os cidadãos têm que ser respeitados!», insistiu.

    E acusou depois que está por fazer a dignificação da instituição “freguesia”: «Em 31 anos de poder local democrático, não se tratou de dignificar o elemento-base da estrutura do poder democrático».

    Recordou, por exemplo, a intenção potencial de extinguir as freguesias com menos de 500 eleitores que, na prática, levaria à extinção de mais de 50% delas. Os distritos de Bragança e os do Alentejo perderiam a quase totalidade das freguesias, por exemplo.

    De qualquer modo chamou a atenção para a necessidade de dar uma resposta a situações tão díspares como são, por exemplo, a freguesia de S. Bento de Analoura, no concelho de Estremoz, com 38 eleitores, e o de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra, com mais de 100 mil habitantes e cerca de 50 mil eleitores.

    As freguesias, acusou ainda Armando Vieira foram colocadas num patamar de indignidade, a receberem apenas 0,16% do Orçamento de Estado.

    E por fim, realçou a originalidade do poder local português, sendo inédito que uma divisão administrativa deste tipo seja alvo de eleição directa, o que é observado com interesse do ponto de vista internacional.

    E Armando Vieira rematou, sublinhando o papel eficaz desta autarquia e afirmando que «as freguesias só querem ter aquelas competências que desempenhem melhor e a menores custos».

    Por: LC

     

     

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