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    Arquivo: Edição de 30-06-2008

    SECÇÃO: Destaque


    Jacinto Soares fez prova de vida da alma de Ermesinde

    Na noite do passado dia 20 de Junho, o investigador da História e Património local Jacinto Soares apresentou a um muito numeroso público que acorreu ao Salão Polivalente da Escola Secundária, o seu livro “Ermesinde: Memórias da Nossa Gente”, um valioso contributo para a compreensão da história, cultura, ofícios, usos e costumes da comunidade ermesindense.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Repositório recolhido laboriosamente ao longo de anos e anos de pesquisa, no contacto com as gentes locais, pode dizer-se que “Ermesinde: Memórias da Nossa Gente” é a obra de uma vida. Editado pela Junta de Freguesia ermesindense, a sessão de apresentação contou com a presença das principais individualidades do concelho, como o presidente da Câmara, Fernando Melo, e a presidente da Assembleia Municipal, Sofia de Freitas, o presidente da Junta, Artur Pais (que na qualidade de editor esteve na mesa), o presidente da Assembleia de Freguesia, Antonino Leite, e representantes das mais diversas entidades da cidade de Ermesinde.

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    Ainda na mesa estiveram além, naturalmente, do autor, Carlos José Faria, presidente da associação Ágorarte, e Manuel Dias, colega de ofício de Jacinto Soares e co-autor de “Ermesinde – Registos Monográficos” – que fez a apresentação da obra. Esta foi prefaciada pelo cónego Sebastião Brás, director do Colégio de Ermesinde e personalidade igualmente presente. Curiosamente note-se que Jacinto Soares, Carlos José Faria e Manuel Dias (este a título interino), todos eles são antigos directores do jornal “A Voz de Ermesinde”, publicação várias vezes citada no evento, e cuja actual directora esteve de igual modo presente.

    Autêntico “Museu”, como Manuel Dias o apresentou, “Ermesinde: Memórias da Nossa Gente” aborda e descobre aspectos vários da vida local, como as suas tradições e expressões da religiosidade popular (por exemplo o ciclo do Natal), as suas tradições agrárias (o cultivo do linho, do milho e a matança do porco, entre outros), artes e ofícios tradicionais (o fabrico de jugos e cangas, vassouras, cestaria, tanoaria, a venda da carqueja, pinhas e carvão de choça, e o importantíssimo fabrico do brinquedo nas várias formas que assumiu – madeira, folha, pasta de papel, celulóide, plástico...), as tradições orais e musicais (como as das Maias, do Enterro do João, das romarias tradicionais – Santa Rita, São Lourenço e São Silvestre –, os usos e costumes, como as receitas populares do pão de Deus, bolo mulato, migas doces, os divertimentos e traquinices da juventude, as crenças e superstições (como correr o fado...), orações e bruxedos e, por fim, a apresentação da «gente ostracizada», de vida recatada e simples, sem nome de rua, como o autor fez questão de lembrar, a que este dá relevo no seu livro – artífices e artesãos, agricultores, criadores, a que na cerimónia o autor fez questão de oferecer o livro. Na maior parte dos casos, a título póstumo, depositado nas mãos de um familiar.

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    Jacinto Soares agradeceu também, com um forte sentimento de gratidão, tal como o expressou, aos amigos que o incentivaram, a todos os que lhe deram informações e que o ajudaram neste projecto.

    Confidenciou as suas dificuldades com as novas tecnologias, que o obrigaram, laboriosamente, a refazer cerca de cinquenta páginas entretanto perdidas, e terminou salientando que o conteúdo deste livro mostra bem que Ermesinde, ao contrário do que alguns afirmam, não é terra sem alma. No fim o autor autografou exemplares dos seus livros.

    Por: LC

     

     

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