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Edição de 30-11-2021
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    Arquivo: Edição de 31-03-2008

    SECÇÃO: Tecnologias


    Mas afinal o que é o Linux? (1)

    História

    O kernel Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsínquia, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet.

    Linus Torvalds começou o desenvolvimento do kernel como um projecto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, ele enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:

    «Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"? Você está sem um bom projecto em mãos e está desejando trabalhar num S.O. que você possa modificar de acordo com as suas necessidades? Está achando frustrante quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você.

    Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. valEle está, finalmente, próximo do estado em que poderá ser utilizado (embora possnus a não ser o que você está esperando), e eu estou disposto a disponibilizar o código-fonte para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc., nele».

    Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório FTP onde o kernel Linux estava inicialmente disponível (Linus tinha-o baptizado como "Freax", inicialmente) [carece de fontes?].

    No dia 5 de Outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do kernel Linux, versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o sistema operativo que é hoje. No início era utilizado por programadores ou só por quem tinha conhecimentos, usavam linhas de comando. Hoje isso mudou, existem diversas empresas que criam os ambientes gráficos, as distribuições cada vez mais amigáveis de forma que uma pessoa com poucos conhecimentos consegue usar o Linux. Hoje o Linux é um sistema estável e consegue reconhecer todos os periféricos sem a necessidade de se instalar os drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.

    O Núcleo

    (kernel)

    O termo Linux refere-se, na verdade, ao núcleo (ou "cerne", "coração", do Inglês kernel) do sistema operativo (SO). Contudo o termo é usado, normalmente, pelos meios de comunicação e usuários, para referir-se aos sistemas operativos baseados no núcleo Linux agregado a outros programas. Segundo Tanenbaum e Silberschatz, um kernel ou núcleo pode ser considerado o próprio SO, quando este é definido como um gerenciador de recursos de hardware.

    Arquitectura

    O Linux é um kernel monolítico. Isto significa que as funções do kernel (agendamento de processos, gerenciamento de memória, operações de entrada e saída, acesso ao sistema de arquivos) são executadas no espaço do kernel. Uma característica do kernel Linux é que algumas das funções (drivers de dispositivos, suporte à rede, sistemas de arquivo, por exemplo) podem ser compiladas e executadas como módulos (LKM – loadable kernel modules), que são bibliotecas compiladas separadamente da parte principal do kernel e podem ser carregadas e descarregadas após o kernel estar em execução.

    Portabilidade

    Embora Linus Torvalds não tenha tido como objectivo inicial tornar o Linux um sistema portável, ele evoluiu nessa direcção. Linux é hoje, na verdade, um dos núcleos (kernels) de sistema operativo com mais portabilidade, correndo em sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até ao IBM S/390 (um denso e altamente custoso mainframe).

    De qualquer modo, é importante notar que os esforços de Linus foram também dirigidos a um diferente tipo de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a habilidade de facilmente compilar aplicações de uma variedade de fontes no seu sistema; portanto o Linux originalmente tornou-se popular em parte devido ao esforço para que as fontes GPL ou outras favoritas de todos corressem em Linux.

    O Linux hoje funciona em dezenas de plataformas, desde mainframes até um relógio de pulso, passando por várias arquitecturas: x86 (Intel, AMD), x86-64 (Intel EM64T, AMD64), ARM, PowerPC, Alpha, etc., com grande penetração também em sistemas embarcados, como handhelds, PVR, vídeo-jogos e centros multimédia, entre outros. Pode-se dizer que não há vírus no Linux. Desde que se siga uma política de segurança correcta não há riscos de infecção. Existem poucos para Linux e mesmo assim para que o vírus se instale é preciso ter privilégios de administrador de sistemas (root).

    Termos

    de Licenciamento

    Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença que proibia qualquer uso comercial. Isso foi mudado de imediato para a Licença Pública Geral GNU. Essa licença permite a distribuição e mesmo a venda de versões possivelmente modificadas do Linux mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da mesma licença e acompanhadas do código fonte.

    Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o kernel permitirem que o seu código seja licenciado com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o kernel como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente, não sendo de prever a adopção da nova GPLv3.

    Sistemas

    de arquivos

    suportados

    O Linux possui suporte de leitura e escrita, a vários sistemas de arquivos, de diversos sistemas operativos, além de diversos sistemas nativos. Por isso, em casos em que o Linux é instalado em dual boot, com outros sistemas, como Windows por exemplo, ou mesmo funcionando como LiveCD, ele poderá ler e escrever nas partições, formatadas em FAT e NTFS. Por isto, LiveCds Linux são muito utilizados na manutenção, e recuperação, de outros sistemas operativos. Além desses, há ainda dezenas de outros, menos usados, mas que possuem suporte no Kernel do Linux

    Sistemas suportados: FAT , NTFS, JFS, XFS, HPFS, Minix, ISO 9660 (sistema de arquivos usado em CD Roms).

    Sistemas de arquivos nativos: Ext2, Ext3, Ext4 (dev), ReiserFS, Reiser4.

    Sistemas de arquivos especiais: SWAP, Unionfs, Squashfs, Tempfs, Aufs.

    Retirado da Wikipedia

     

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