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Edição de 31-07-2021
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    Arquivo: Edição de 15-05-2007

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Parquímetros voltaram a estar em destaque... pelas piores razões

    Houve "mosquitos por cordas" na última reunião pública da Câmara Municipal de Valongo, realizada no passado dia 3 de Maio. Tudo porque os vereadores do Partido Socialista mostraram a viva voz o seu descontentamento perante o "comício" feito pelo vereador Mário Duarte na Assembleia Municipal de Valongo (AMV) de 30 de Abril, em que acusava os elementos socialistas do Executivo municipal de terem apenas feito "chicana política" em torno da longa (durou aproximadamente um ano) polémica dos parquímetros.

    Polémica esta que, recorde-se, chegou - assim tudo o indica - ao fim, depois de ter sido aprovada na AMV a alteração à tabela de taxas municipais, que passa a incluir as taxas pelo estacionamento pago.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Quem pensava que a polémica em torno dos parquímetros tivesse “morrido” na AMV de 30 de Abril enganou--se redondamente. O tema prolongou-se na última reunião pública camarária de uma forma bastante acesa. Tudo porque os socialistas não gostaram de ouvir da boca do vereador social-democrata Mário Duarte, durante a referida AMV, que a vereação do PS havia aproveitado este assunto para fazer chicana política, o mesmo é dizer aproveitar-se da situação para “deitar abaixo”, como se costuma dizer, a equipa que gere os destinos da autarquia.

    Visivelmente desagradados com a situação, os socialistas não pouparam Mário Duarte, tendo Maria José Azevedo começado por recordar aos presentes que foi o PS a dar o alerta para toda esta “novela” em torno dos parquímetros. «Não me lembro de ter ouvido nenhuma palavra do vereador responsável por este assunto ao longo deste tempo todo. Não se pode dizer que a oposição fez chicana política sobre isto, já que, ao longo de 10 meses, abordámos sempre este assunto nas reuniões da Câmara. Tentámos sempre trazer aqui os problemas para serem discutidos e resolvidos. E não como o vereador Mário Duarte, que apenas discutiu este assunto numa AMV, quando o deveria ter feito em reunião de Câmara, coisa que nunca fez», frisou a socialista.

    Os restantes vereadores do PS comungavam da opinião de Maria José Azevedo, tendo António Gomes ido mais longe nas palavras ao dizer que não havia explicação para o verdadeiro “comício” contra a vereação socialista feito por Mário Duarte na AMV em volta do tema parquímetros, quando «o facto de o problema ter demorado um ano a ser resolvido roçava a incompetência – numa indirecta evidente a Mário Duarte. Que fique bem claro que o PS também ajudou a resolver o problema, já que a pessoa responsável por este assunto nunca apontou qualquer solução para o mesmo. Nunca abriu a boca. Desde o princípio o PS envolveu--se activamente em busca de uma solução para o problema, e aparece agora o vereador a dizer que o nosso partido se aproveitou deste assunto para fazer chicana política!?», interrogou-se com alguma irritação o socialista.

    Numa tentativa de acalmar os ânimos, Fernando Melo começou por dar razão aos socialistas no ponto que dizia respeito ao “comício” – aparentemente de mau gosto –, ao dizer que também achava este tipo de procedimentos – de índole provocatória – de muito mau gosto, mas que também já havia visto muitas vezes este tipo de comportamento vindo da parte de todas as forças partidárias da oposição.

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    Em sua defesa o principal visado em toda esta polémica, Mário Duarte, referiu inicialmente que nunca havia usado a expressão “chicana política”, provocando de imediato uma reacção dos socialistas, que juraram a pés juntos que o vereador havia proferido a dita expressão. Num tom a roçar a ironia, Mário Duarte relevaria ainda o facto de o PS estar a querer associar-se à resolução do problema dos parquímetros quando este já está resolvido, «pois até aqui apenas souberam dizer mal» da Câmara. Depois de mais algumas trocas de palavras e acusações entre as partes, Fernando Melo colocou definitivamente um ponto final num problema que, no seu entender, já estava mais do que resolvido. Antes ainda deste “ponto final” do edil de Valongo, Maria José Azevedo perguntaria ao presidente para quando a entrada em vigor das novas taxas de estacionamento, tendo Melo respondido que tal procedimento iria ainda demorar algum tempo, já que a nova regulamentação terá primeiro que ser publicada em “Diário da República” e só depois se avançará para a alteração das taxas.

    A VELHA QUESTÃO

    DA DEGRADAÇÃO

    DO MERCADO

    DE ERMESINDE

    Depois deste agitado período inicial, a sessão foi-se desenvolvendo num clima mais calmo, sem grandes temas que merecessem uma discussão mais profunda. Há, no entanto, a destacar a intervenção do socialista Jorge Videira, que trouxe para cima da mesa a velha questão do mercado de Ermesinde, ao referir o estado de degradação adiantado em que se encontra o local, pelo que «gostaria de saber se existe algum projecto de recuperação do mesmo». Na resposta a esta intervenção Fernando Melo informou que é intenção da autarquia proceder a obras de recuperação do mercado, embora se tenha de respeitar a actual traça da infraestrutura, já que o arquitecto que a construiu assim o exigiu.

    Por seu turno, o vereador socialista Agostinho Silvestre alertou para a existência de um terreno situado na Rua Gil Vicente, também em Ermesinde, a carecer com alguma urgência de limpeza, uma vez que se aproxima o Verão e os maus cheiros perfilam-se para atormentar a população das redondezas. O socialista aproveitaria este assunto para tecer algumas críticas à Câmara no que concerne ao modo de actuar desta perante situações deste género. Ou seja, no seu entender, a autarquia demora tempo demasiado a resolver este tipo de problemas, dando a entender que não dá grande atenção a assuntos que para a população são de muita importância. Em resposta a esta pequena provocação José Luís Pinto diria que, contrariamente ao que o socialista havia dito, a autarquia dá atenção a todos os problemas, «mas o que acontece é que nós temos uma visão mais global sobre o concelho, ou seja, não nos podemos concentrar apenas nos problemas de uma só freguesia, como acontece por exemplo com o senhor Videira, que apresenta aqui essencialmente os problemas que dizem respeito a Ermesinde, pois é lá que ele vive. Embora eu não o esteja a condenar por isso», frisou o vereador, que prometeu, em seguida, resolver o mais rapidamente possível a questão da referida artéria. A resposta de Videira não se fez esperar: «Eu não sou vereador de Ermesinde, mas sim vereador do concelho, pois quero relembrar que já aqui trouxe muitas questões problemáticas de outras freguesias».

    Posteriormente a sessão entrou no período da Ordem do Dia, o qual seria rapidamente cumprido.

    Nota: Recorde-se que a AMV tinha, na sua última reunião, aprovado uma nova tabela de taxas relativamente ao parqueamento nas cidades do concelho, e decidido ainda restringir as zonas com parquímetros. Quanto às tabelas, cada fracção de 15 minutos passa a custar 0,10 euros, passando a hora para 0,40 euros e as 3 horas 1,60 euros.

    Por: Miguel Barros

     

     

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