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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-02-2007

    SECÇÃO: Tecnologias


    Introdução ao Linux (I)

    Este tutorial é voltado principalmente para os iniciados, que nunca tiveram muito contacto com o Linux, mas que gostariam de testar ou aprender com mais profundidade este sistema operativo tão badalado actualmente.

    Você vai descobrir que instalar e usar o Linux pode ser tão fácil quanto instalar e usar o Windows, com a vantagem de se ter à disposição um sistema operativo totalmente gratuito, riquíssimo em recursos e que pode ser completamente personalizado e até mesmo alterado, caso você domine alguma linguagem de programação.

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    • Entendendo os conceitos básicos

    Ao contrário do Windows, Mac OS, OS/2 e outros sistemas operativos comerciais, o Linux é completamente gratuito. Porém, o facto de ser gratuito, não significa que seja de domínio público. Tanto o Kernel, quanto a maioria das aplicações para Linux são distribuídos sob uma licença especial, chamada GNU. A GNU especifica que o programa pode ser distribuído livremente, e até mesmo alterado, porém, devem ser mantidos os créditos ao autor original, assim como podem ser incluídos créditos para quem vier a contribuir para o desenvolvimento do programa.

    A existência da GNU protege quem trabalha no desenvolvimento dos programas, ao mesmo tempo que protege os próprios utilizadores. Não existe um “dono” do Linux, existem sim “autores do Linux”, isto significa que jamais este sistema poderá vir a tornar-se um sistema comercial, como o Windows, por exemplo.

    Você pode perguntar então: “Ok, mas eu já vi várias caixas com CDs do Linux a ser vendidas em lojas (...). Como fica o GNU nessa história?”

    Como disse, o Linux pode ser distribuído livremente. Você pode inclusive gravar um CD com o Linux e mais alguns programas e vendê-lo para quem se interessar. Isto é o que chamamos de “distribuição”. Significa que você pode até mesmo ganhar dinheiro vendendo CDs do Linux, mas não pode estabelecer nenhum tipo de restrição de uso, inclusive contra cópias. Ao comprar apenas um CD, você pode instalá-lo em quantas máquinas quiser, e até mesmo copiá-lo e distribuir para amigos, sem incorrer em pirataria. Este é o significado de “software livre”. Você pode cobrar pela gravação do CD, pelos manuais, pelo suporte técnico, mas o software em si continua sendo de livre distribuição.

    A diferença entre comprar uma distribuição do Linux (...), e simplesmente fazer o download do sistema pela Internet, é que você tem a comodidade de receber CDs com várias aplicações, manuais, suporte técnico etc., coisas que você não teria caso fosse por si mesmo. (...)

    Existem várias distribuições do Linux, se você for a uma banca de jornal vai encontrar pelo menos 2 ou 3 revistas com CDs do Linux. Actualmente praticamente todas as distribuições do Linux são extremamente amigáveis. Esqueça aquela ideia de que o Linux é complicado. Se era, já não é mais.

    • Instalando sem traumas

    Uma característica interessante do Linux é a possibilidade de instalá-lo junto com qualquer outro sistema operativo. Isto significa que você pode manter o Windows instalado na máquina, em dual boot com o Linux.

    O único problema é o espaço. Provavelmente o seu disco rígido (HD) estará particionado em uma única partição. Existem duas saídas, você pode usar um programa (...) para diminuir o tamanho da partição actual, deixando espaço para criar uma nova partição para o Linux, ou então fazer um backup dos seus dados e reparticionar o disco rígido. (...)

    Voltando à instalação do Linux, no final ele lhe pedirá para informar uma senha de administrador. O Linux é um sistema multiutilizador, e o administrador ou root (no caso você) é o único que tem permissão para fazer o que quiser na máquina.

    Terminada a instalação, o sistema pedirá um login. Digite “root” e informe a senha. Como disse, o root é quem tem permissão para fazer o que quiser no sistema, inclusive asneiras. Por isso, uma recomendação geral é que depois de configurar tudo que quiser, você crie uma conta de utilizador e passe a entrar por ela. Entrando como um utilizador comum você não poderá fazer nenhuma asneira no sistema, mesmo se quiser. Naturalmente você pode continuar entrando como root se quiser (...).

    Se optou pela instalação completa, foram instaladas várias interfaces gráficas, você pode escolher qual gosta mais.

    Não existem grandes diferenças de funcionalidade entre as interfaces gráficas, pois os programas rodam em todas, o que muda é mais o visual mesmo. Se você está a perguntar como pode ser possível a existência de tantas interfaces compatíveis entre si, aqui vai uma explicação um pouco mais técnica:

    O sistema operativo Linux em si é composto pelo Kernel. O Kernel do Linux inclui todas as funções básicas do sistema. Todos os demais aplicativos correm sobre o Kernel. Primeiro temos um bash, que nada mais é do que a interface de comando, em modo texto. O bash tem como função traduzir os comandos para as instruções entendidas pelo Kernel. A interface gráfica do Linux é controlada por uma outra aplicação, chamado Xserver. O Xserver é quem controla o funcionamento de todos os programas que correm em modo gráfico, cria as janelas, etc. A interface gráfica simplesmente traduz os comandos do Xserver na forma de janelas, menus etc. Todas as interfaces gráficas, seja o KDE, After Step, Window Maker, etc., correm sobre o mesmo Xserver e por isso têm recursos parecidos, apesar do visual ser totalmente diferente.

    Por: CARLOS E. MORIMOTO *

    * http://www.guiadohardware.net/index.php

    Adaptação de “A Voz de Ermesinde”

     

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