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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-02-2007

    SECÇÃO: Destaque


    REFERENDO: Interrupção Voluntária da Gravidez

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ

    “SIM” claríssimo

    A freguesia de Ermesinde votou, tal como há oito anos atrás, a favor da despenalização do aborto até às 10 semanas. A percentagem da votação a favor do “SIM”, com 63,8 dos votos “validamente” expressos, demonstra uma posição inequívoca do eleitorado da Cidade a este respeito, por números mesmo superiores à média do concelho, do distrito e do país!

    Já no que respeita à percentagem dos votantes, ela foi muito ligeiramente acima da média nacional, mas abaixo da média distrital e concelhia, com as abstenções a chegar até aos 55,8%.

    Verifica-se também a duplicação do conjunto de brancos e nulos relativamente à consulta anterior, e – mais importante – o mesmo fenómeno verificado em relação à evolução relativa do voto “SIM” e “NÃO”, com este a aumentar ligeiramente em números absolutos mas, em contrapartida, com o “SIM” quase a duplicar os números da sua votação.

    Contudo, é preciso ter em conta que para este aumento do número absoluto de votos em Ermesinde, não contou só a diminuição do volume da abstenção (que mesmo assim indubitavelmente se verificou), mas também o número dos inscritos nos cadernos eleitorais, que passaram de mais ou menos 30,5 milhares de eleitores para cerca de 33 milhares.

    UM ALINHAMENTO

    PARTIDÁRIO LOCAL

    CLARAMENTE

    A FAVOR DO “SIM”

    foto

    Para o resultado largamente favorável ao “SIM” em Ermesinde deve igualmente ter contado o alinhamento partidário relativamente à consulta, podendo dizer-se que, deste ponto de vista, o “NÃO” teve muito pouca expressão pública na Cidade.

    No decorrer da campanha eleitoral e no período prévio a esta realizaram-se dois eventos com significado para o debate, um organizado pela Agência para a Vida Local da Câmara Municipal de Valongo, pondo frente a frente duas das plataformas cívicas intervenientes, evento este todavia dirigido não ao eleitorado propriamente dito, mas à população escolar, que teve assim ensejo de ficar a conhecer as posições em confronto, e – este evento agora mais significativo pelo seu carácter –, uma sessão dos partidários do “SIM”, já mesmo na recta final da campanha – sexta-feira, dia 9 de Fevereiro, animada sobretudo pelas formações políticas de esquerda. Estamos contudo em crer que, na altura em que se realizou, os dados já estavam lançados.

    Obviamente que a ausência de debates controversos e esclarecedores na Cidade, foi, em parte, compensada pelas sessões realizadas no Porto e pelos debates televisivos.

    Por: LC

     

     

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