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Edição de 31-07-2019
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    Arquivo: Edição de 15-02-2007

    SECÇÃO: Desporto


    FUTEBOL – CAMPEONATO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO – SÉRIE B – 16ª JORNADA

    Três brindes da defesa vilarealense deram importante vitória ao Ermesinde

    Num jogo entre duas equipas em apuros na tabela classificativa, o Ermesinde obteve um importante triunfo, por 3-2, sobre o Vila Real. Um resultado que acaba por ser conseguido pelos ermesindistas com alguma sorte à mistura, uma vez que os vilarealenses foram a equipa com “sinal mais” durante grande parte do encontro.

    No entanto, três falhas defensivas dos visitantes acabariam por dar uma preciosa vitória ao Ermesinde, que troca assim de posição com o Vila Real, isto é, passa agora para a 13ª posição, com 15 pontos, enquanto que os transmontanos descem para a 14ª. Contudo, o conjunto dos Sonhos continua dentro da zona de despromoção, embora agora a um ponto do primeiro clube posicionado acima da linha de água, o Alijoense.

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    Foi com algumas novidades no “onze inicial” que o Ermesinde entrou em campo para enfrentar o Vila Real. Desde já, é de realçar a inclusão de dois “produtos da cantera” ermesindista, nomeadamente João e Flávio, dois atletas que na temporada transacta integravam o plantel júnior verde-e-branco.

    A partida começou com a equipa forasteira a ditar leis, exercendo uma pressão quase asfixiante sobre a linha defensiva dos locais, demonstrando assim que pretendia sair dos Sonhos com os três pontos no bolso. No entanto, o primeiro lance de perigo digno de registe pertenceria à turma da casa, quando aos 8 minutos Alfredo Quaresma num remate cruzado esteve muito perto de abrir o marcador, não fosse o desvio providencial de um defesa vilarealense praticamente em cima da linha de golo. Apesar de ter o domínio do jogo o Vila Real só criaria perigo junto da baliza local à passagem do minuto 23, altura em que Maniche proporcionou uma grande defesa a Leão depois de um remate perigoso à entrada da área. Um minuto depois e novo lance de perigo para os transmontanos, desta feita na sequência de um livre directo, tendo o seu marcador, Cannigia, enviado a bola ao poste da baliza dos homens da casa.

    Seria pois contra a corrente do jogo que, ao minuto 27, o Ermesinde inauguraria o marcador por intermédio do defesa vilarealense Igor, jogador que introduziu a bola na sua própria baliza após um cruzamento de Paulo. Os visitantes não se deixaram ir abaixo com este tento dos locais, muito pelo contrário, continuariam sim a encostar o Ermesinde às cordas. Não foi por isso de estranhar que ainda antes do intervalo a turma do Vila Real tivesse dado a volta ao marcador, tendo Ricardo restabelecido a igualdade aos 39 minutos e Igor colocado a sua equipa em vantagem em cima do minuto 45, redimindo-se assim do auto-golo apontado minutos antes.

    No reatamento o Vila Real voltou a tomar as rédeas do encontro, na tentativa de alcançar um terceiro golo que lhe desse algum conforto até final. Contudo, uma nova falha defensiva permitiria ao Ermesinde chegar à igualdade aos 50 minutos, por intermédio de Paulo, que aproveitou da melhor maneira um mau atraso de um defensor contrário.

    Um golo que não alterou o rumo dos acontecimentos, já que os vilarealenses continuavam com o “pé no acelerador” enquanto que os ermesindistas se limitavam a explorar a “arma” do contra-ataque. À passagem do minuto 74 a defensiva visitante voltou a “meter água” e, mais uma vez, o avançado Paulo não desperdiçaria o novo brinde para recolocar a sua equipa em vantagem no marcador. Paulo, que fazia assim o seu sexto golo da temporada, tornando-se não só o melhor marcador da equipa como também na grande figura deste jogo, uma vez que esteve na origem dos três golos verde-e-brancos.

    O terceiro golo do Ermesinde acabou praticamente com as aspirações do Vila Real em chegar à vitória, uma vez que a desmotivação e a descrença tomou conta da equipa até final, não conseguindo mais criar perigo para as redes de Leão.

    O conjunto da casa limitou-se pois a gerir tranquilamente este resultado até ao último apito do árbitro que viajou de Braga, uma vitória que seria festejada efusivamente quer pelos jogadores quer pela massa associativa.

    Por: Miguel Barros

     

     

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