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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 20-12-2006

    SECÇÃO: Desporto


    9º TORNEIO INTERNACIONAL DE BASQUETEBOL DO CPN

    Uma memorável jornada de basquetebol

    O maior torneio de basquetebol alguma vez realizado em Ermesinde e porque não dizê-lo em todo o concelho de Valongo.

    É desta forma que podemos caracterizar a 9ª edição do Torneio Internacional de Basquetebol do CPN, que decorreu entre os passados dias 15 e 17 e que teve lugar no Pavilhão Municipal de Ermesinde e no Pavilhão do CPN. Um evento desportivo que reuniu cerca de 400 atletas (distribuídos pelos escalões de júniores femininos, iniciados femininos, cadetes femininos e mini’s femininos e masculinos) em representação de 30 equipas nacionais e internacionais.

    Três dias em que a cidade de Ermesinde para além de ter sido palco de muitos e bons jogos de basquetebol disputados entre equipas de altíssima qualidade foi cenário de um muito especial momento de convívio e amizade entre as cerca de quatro centenas de atletas, técnicos e dirigentes, e público em geral.

    Em suma, um torneio memorável para todos os que nele estiveram envolvidos.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    Foi acima de tudo uma grande festa de basquetebol, e que dificilmente será esquecida por todos aqueles que nela participaram. O evento deste ano foi igualmente especial pois pela primeira vez contemplou um ciclo de conferências/acções de formação destinado a treinadores de basquetebol, as quais foram ministradas por três consagrados nomes do basket português e espanhol, mais precisamente Orlando Simões (treinador da selecção nacional de séniores masculinos), José Ricardo Rodrigues (ex-campeão da Liga Feminina e actual coordenador e treinador do Barcelos BC) e Carlos Colina (consagrado técnico espanhol tri-campeão europeu de cadetes femininos pela selecção de Espanha). Intitulado de 1º Clinic Internacional, este ciclo de conferências/acções de formação (que decorreu na manhã do dia 16) teve uma adesão de cerca de 60 formandos, que ficaram a conhecer mais pormenorizadamente diversos conceitos tácticos e técnicos do basquetebol português e espanhol.

    De frisar também a festa de encerramento do certame, a maior e mais pomposa alguma vez vista, a qual contou com uma demonstração de body-combat ministrada pelos profissionais do ginásio In-Action que animou, e muito, os mais pequenos. Cerimónia de encerramento que foi ainda abrilhantada pela presença de alguns nomes sonantes do desporto nacional, mais concretamente Nuno Marçal, Paulo Cunha, Gustavo Mota (três basquetebolistas internacionais do FC Porto) e pela antiga campeã das estradas Aurora Cunha.

    É de facto por tudo isto que apelidamos este 9º Torneio Internacional como o maior e melhor de sempre realizado pelo clube de Ermesinde.

    CPN

    VENCE

    TORNEIO

    DE JÚNIORES

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    Passando agora para o aspecto da competição, que embora neste tipo de eventos seja sempre relevada para segundo plano, pois o mais importante é o convívio e a criação de laços de amizade entre os atletas, acaba por ter sempre algum relevo, já que como é habitual nestas circunstâncias tem de haver sempre quem fique em 1º e quem fique em último.

    E começando pelo torneio do escalão de júniores, que foi integrado pelas equipas do CPN, do Quinta dos Lombos, do Académico do Porto e do Celta de Vigo (Espanha), para informar que a vitória final pertenceu à equipa da casa.

    É verdade, o CPN bateu a forte concorrência com muita categoria, tendo vencido nas meias-finais o Quinta dos Lombos por 76-41 e na final o Académico por 78-57. No 3º lugar quedaram-se as espanholas do Celta de Vigo, que na partida de apuramento para os 3º e 4º lugares bateram o Quinta dos Lombos por claros 83-32.

    Em termos individuais é de referir que o prémio de melhor jogadora do torneio de júniores foi atribuído à cepeenista Vanessa Soares, atleta que integrou igualmente o “5 ideal” desta categoria, onde teve como companhia as também propagandistas Rita Silva e Ana Vale. Este “5 ideal” ficou completo com as nomeações de Francisca Braga (Académico) e Deborah Rodriguez (Celta de Vigo).

    ESPANHOLAS

    DOMINAM

    EM CADETES

    E INICIADOS

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    E se no escalão de júniores a única equipa espanhola presente não foi além do 3º lugar, nos escalões de cadetes e iniciados os conjuntos que viajaram do país vizinho não deram quaisquer hipóteses à concorrência.

    Em cadetes o 1º lugar foi entregue ao Mercedarias de Ferrol, que venceu os três jogos em que participou, mais precisamente diante do Benfica (54-16), do CPN (42-37) e do Coimbrões (42-22), último jogo este que seria o da final deste escalão. Em termos da restante classificação final o Coimbrões ficou com o 2º lugar, seguido do CPN “A” (3º), da equipa da Associação de Basquetebol do Porto (4º), do Benfica (5º) e do CPN “B” (6º).

    Neste escalão o prémio de melhor jogadora foi entregue a Carmen Miguez, do Mercedarias. O “5 ideal” seria composto por Sara Gomes (Coimbrões), Inês Pinto (AB Porto), Carmen Miguez, Beatriz Lopez e Ana Alejo (todas do Mercedarias).

    Em iniciados, o 1º lugar seria conquistado pelo Cortegada, fruto dos três triunfos obtidos nos três encontros em que competiu, ante CPN (41-14), FC Porto (42-12) e Barcelos BC (42-9), números que de facto não deixam a mínima dúvida quanto à superioridade do conjunto espanhol. O 2º lugar seria conquistado pelo Barcelos BC, enquanto que em 3º e 4º quedaram-se, respectivamente, FC Porto e CPN.

    O prémio de melhor jogadora ficaria nas mãos de Eva Arines, do Cortegada. Já o “5 ideal” deste escalão seria composto por Ana Almeida (FC Porto), Sofia Martins (Barcelos BC), Isabel Dias, Alexandra Carballo e Eva Arines (todas do Cortegada).

    No escalão de mini’s não houve propriamente uma competição mas sim um conjunto de jogos entre as equipas participantes (CPN, Coimbrões, NCR Valongo, Bolacesto, Ovarense, Juvemaia e Académico do Porto) onde o mais importante foi a diversão e o convívio entre os atletas.

    De referir ainda que para além dos nomes consagrados do desporto nacional acima mencionados (Nuno Marçal, Paulo Cunha, Gustavo Mota e Aurora Cunha) estiveram igualmente presentes na cerimónia de encerramento do certame o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), Artur Pais, e o presidente da Associação de Basquetebol do Porto (ABP), António Belém. Para além da autarquia de Valongo, da JFE e da ABP o torneio deste ano contou ainda com o apoio da empresa Águas de Valongo, que pela primeira vez se associou a um evento deste género.

    CPN

    ESTÁ

    DE PARABÉNS

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    No final do torneio a A Voz de Ermesinde trocou umas breves palavras com Agostinho Pinto e Raul Santos, respectivamente o chefe da secção de basquetebol do CPN e o presidente do clube.

    O primeiro confirmou aquilo que havia dito ao nosso jornal há cerca de 15 atrás (na altura da apresentação do evento), ou seja, que este foi o melhor torneio de sempre realizado pelo seu clube. Um evento onde o mais importante foi o enorme convívio e o espírito de alegria que reinou entre todas as atletas. Agostinho Pinto faria ainda um apelo à “navegação”, ao dizer que a secção de basket está a crescer de uma forma impressionante mas que cada vez tem menos pessoas a colaborar. «Temos poucas pessoas para ajudar nas tarefas administrativas, e ao contrário do que muita gente pensa não é fácil organizar um torneio com esta dimensão, pois envolve muito trabalho e muitas pessoas.

    Por isso, temos que rapidamente procurar mais recursos humanos para ajudar, pois a secção está a crescer de uma forma extraordinária».

    Satisfeito com o desfecho desta grande jornada de basquetebol estava o presidente do CPN, Raul Santos, que frisaria que o certame tinha ultrapassado todas as expectativas iniciais e que o seu clube estava de parabéns.

    A cerca de três meses da direcção por si comandada cessar funções (o mandato chega ao fim) o nosso jornal questionou Raul Santos se já havia ponderado sobre uma eventual recandidatura ao cargo de presidente do clube, tendo a resposta sido peremptória, «não me vou recandidatar. Aliás, já transmiti esta decisão aos meus colegas de direcção. Sinto que já dei a minha cota parte a este clube, pois foram quinze anos consecutivos como dirigente, seis dos quais na qualidade de presidente. Acho que o clube precisa de gente nova para o comandar, com novas ideias. De qualquer forma, dei sempre o meu melhor nestes anos de dirigente do CPN; tenho a noção de que não fiz tudo, mas tenho a certeza de que dei o meu melhor», sublinhou.

    Por: Miguel Barros

     

     

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