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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 30-11-2006

    SECÇÃO: Tecnologias


    Palavras e frases confusas que vale a pena evitar (2)

    Existem certas palavras e frases que recomendamos evitar, ou, pelo menos, elucidar em determinados contextos ou uttilizações. A razão é que são ambíguas ou expressam indirectamente uma opinião com a qual esperamos que não estejam totalmente de acordo (continuação).

    FREE SOFTWARE FOUNDATION *

    CONTEÚDO

    Para descrever um estado de comodidade e satisfação, sem dúvida nenhuma diremos que uma pessoa está «contente», mas mais vale evitar o uso dessa palavra, como substantivo, para nos referirmos a escritos e outros trabalhos de autor (nota do tradutor [NT] da versão espanhola: em inglês a palavra «content» significa tanto «conteúdo» como «contente» ou «satisfeito»; por isso, esta explicação não é aplicável aos hispanofalantes [nem aos lusofalantes, AVE]). O uso da palavra «conteúdo» adopta una postura específica a respeito desses trabalhos: que são um produto intercambiável cujo fim é o de encher um recipiente e ganhar dinheiro. Na realidade, é uma falta de respeito para com os próprios trabalhos.

    Os editores que pressionam para que aumente o poder do copyright em nome dos autores dos trabalhos («criadores», como eles dizem), costumam ser os mesmos que amiúde usam o termo «conteúdo». A palavra «content» revela como se sentem eles realmente (NT da versão espanhola: jogo de palavras com os dois significados de «content» em Inglês). (...)

    CRIADOR

    O termo «criador» aplicado aos autores, equipara-os implicitamente a uma deidade («o Criador»). Este termo utilizam-no os editores para elevar a estatura moral dos autores acima da do cidadão médio, justificando assim um aumento do poder do copyright que os ditos editores exercem em nome dos autores. Recomendamos que se diga «autor» em seu lugar. Não obstante, em muitas ocasiões o que verdadeiramente se quer dizer é «titular do copyright».

    DO TIPO BSD

    A expressão «licença de tipo BSD» leva à confusão porque dá o mesmo tratamento a licenças que têm diferenças importantes entre si. Por exemplo, a licença BSD original com a cláusula sobre publicidade é incompatível com a GPL de GNU, mas a licença BSD revista sim, é compatível com a GPL.

    Para evitar confusões, é melhor nomear a licença específica em questão e evitar a vaga expressão «de tipo BSD».

    FREEWARE

    Por favor não use o termo «freeware» como sinónimo de «software livre». O termo «freeware» utilizava-se com frequência durante os anos 80 para fazer referência a programas trazidos ao mercado só como executáveis, com o código fonte não disponível. Hoje em dia não existe consenso em torno dum significado em particular.

    Da mesma maneira, se utilizar outro idioma diferente do Inglês, por favor tente evitar palavras tomadas do Inglês como «free software» o «freeware». Tente usar palavras menos ambíguas que lhe ofereça o seu próprio idioma.

    Ao formar uma expressão no seu próprio idioma, poderá mostrar que realmente se está a referir à liberdade e não simplesmente repetindo de forma mecânica algum misterioso conceito de marketing estrangeiro. A referência à liberdade pode, ao princípio, parecer estranha e confusa aos seus compatriotas, mas quando comprovarem que significa literalmente o que diz, dar-se-ão conta da mensagem real que há por detrás do software livre.

    FURTO OU ROUBO

    Os apologistas do copyright empregam com frequência palavras como «roubo» e «furto» para se referirem à violação do copyright. Ao mesmo tempo, pedem que tratemos o sistema legal como se fosse uma autoridade ética: se copiar está proibido, deve ser mau.

    Assim, é pertinente mencionar que o sistema legal – pelo menos nos Estados Unidos – rechaça a ideia de que a violação do copyright seja «furto». Os apologistas do copyright fazem um apelo à autoridade, enquanto deturpam o que a própria autoridade diz.

    A ideia de que as leis decidem o que é que está bem ou mal é um equívoco em geral. As leis são, no melhor dos casos, uma tentativa de conseguir justiça; dizer que as leis definem a justiça ou a conduta ética é dar a volta a tudo.

    * Traduzido por AVE de http://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.es.html

     

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