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Edição de 31-01-2020
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    Arquivo: Edição de 30-11-2006

    SECÇÃO: Local


    NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE

    Plano e Orçamento aprovados com um voto contra

    Decorreu no passado dia 17 de Novembro a Assembleia Geral Ordinária do Centro Social de Ermesinde (CSE) para discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para 2007. O documento foi aprovado com um voto contra, precisamente de um seu dirigente na Direcção anterior António Almeida Santos.

    Fotos RUI LAIGINHA
    Fotos RUI LAIGINHA
    Ausentes por vários motivos justificados antecipadamente, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Maria Ferreira dos Santos e a secretária Lurdes Rodrigues, foram os dois lugares vagos verificados na Mesa preenchidos por dois sócios cooptados na Assembleia, após convite que aceitaram feito pelo vice-presidente José Neves, que neste acto substituiu o ausente Ferreira dos Santos. Foram eles Jacinto Soares e António Almeida Santos.

    Acta da Assembleia anterior aprovada apenas com abstenções dos nela ausentes, e sem que ninguém tivesse usado o período aberto para assuntos de interesse diversos colocados pelos associados, passou-se, de imediato, à apreciação do Plano de Actividades e Orçamento, sendo os dois votados independentemente.

    O presidente da Direcção, Henrique Queirós Rodrigues fundamentou o Plano, esclarecendo sobre as suas principais orientações, preocupações e novidades.

    Entre várias das questões que abordou, referiu o posicionamento de concordância do CSE face à nova política governativa de fazer estender o período de aprendizagem na escola, de forma a juntar aos currículos “normais” outras aprendizagens e saberes. Mas também a sua perplexidade por isso se ter planeado em exclusivo para os espaços escolares, deixando de fora as IPSSs, que contam com uma larguíssima experiência, instalações e pessoal qualificado nesse domínio.

    O presidente da Direcção abordou depois duas vertentes desse processo educativo mais informal, no qual o CSE se acha muito interessado e em vias de anunciar brevemente – caso se concretize conforme se espera – um projecto de largo alcance e dimensão, envolvendo a aquisição de instalações para viabilizar o ensino das novas tecnologias e o ensino artístico/criativo.

    Uma outra questão, que resulta até de expectativas que não puderam ser satisfeitas noutras IPSSs das redondezas, prende-se com a resposta a dar às crianças com necessidades educativas especiais, o que será uma nova vertente a somar à actual actividade da instituição.

    O DEBATE

    DO PLANO

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    Passou-se depois a um período de esclarecimentos e debate, tendo António Almeida Santos sugerido a intervenção do CSE também no domínio das respostas às necessidades séniores que se vão sentindo em resultado do desemprego ou das baixas reformas.

    O associado criticou depois o facto de o Plano prever já a aquisição das referidas instalações, mesmo se essa aquisição é ainda pouco mais que hipotética, já que futuras Direcções da instituição podem não ter o mesmo entendimento da oportunidade de tais decisões.

    Henrique Rodrigues respondeu recordando ao associado as iniciativas no quadro da aprendizagem ao longo da vida, e por exemplo, o esforço de certificação escolar que tem vindo a ser levado a cabo pelo Centro de Formação, além de outras iniciativas de formação profissional. E referiu ainda, respondendo a uma sugestão de Almeida Santos no que diz respeito a iniciativas no quadro de uma “universidade sénior”, uma recente reunião com o reitor da Universidade Católica, de quem o CSE se prepara para ser parceiro em vários projectos. Estes projectos só não estariam ainda consagrados no Plano de Actividade porque a reunião com a Católica era muito recente.

    Por outro lado, considerou, a Direcção, deve cumprir o seu mandato em pleno. E a questão em causa teria sempre que contar com a aprovação da Assembleia Geral.

    ORÇAMENTO

    E OUTRAS

    QUESTÕES

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    Posto o Plano à votação, foi aprovado com uma abstenção, do sócio Almeida Santos, que só terá tomado conhecimento dele no momento da Assembleia Geral. O mesmo associado lamentou «profundamente» a ausência de associados, que atribuiu eventualmente a uma quebra de sócios resultante do aumento da quota, que contou com a sua desaprovação.

    Henrique Queirós Rodrigues considerou não ser legítimo atribuir a uma questão de causa e efeito baseada nesse facto, a relativa pouca participação de associados, aliás verificada recorrentemente.

    Almeida Santos colocaria ainda uma questão relativa a direitos dos associados funcionários do CSE, e que ficou esclarecida. Estes têm exactamente os mesmos direitos que todos os outros sócios, estando a questão definida na lei.

    Augusta Moura usou também da palavra, lamentando que Almeida Santos tenha colocado questões sobre o funcionamento da instituição que ele tinha obrigação de saber muito bem, já que tinha sido antes membro da Direcção e que se sentia magoada com isso. Almeida Santos responderia que tinha sido membro da Direcção sim, mas de um mandato anterior, e que a própria Assembleia só teria interesse se fosse «dialogada».

    O associado respondeu também a acusações de ausência destes actos, declarando que anteriores ausências não o impediriam de participar naquela ou próximas assembleias.

    Como, na votação sobre o Orçamento, acabou por votar contra – sendo o único voto nesse sentido –, justificaria ainda o seu sentido de voto com o facto de o Orçamento não dever contemplar actos futuros de natureza «estrutural» – incluindo nele uma projecção de aquisições –, mas apenas os decorrentes do «funcionamento normal».

    A reunião foi assim dada por encerrada.

    Por: LC

     

     

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