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Edição de 31-01-2023
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    Arquivo: Edição de 30-11-2022

    SECÇÃO: Editorial


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    Somos 8 Mil Milhões

    Neste mês de novembro de 2022, mais concretamente no dia 15, o nosso Planeta chegou aos 8 mil milhões de habitantes vivos (o maior número de sempre), distribuídos por cerca de 200 países, em cinco continentes, sendo que só na Ásia moram mais de 4,5 mil milhões de pessoas (a China e a Índia, juntas, têm mais de 2,8 mil milhões). A seguir, a África é o continente mais populoso com mais de 1,23 mil milhões de habitantes, seguindo-se a América com mil milhões. A Europa não chega aos 750 milhões e a Oceânia fica-se em pouco mais de 40 milhões.

    Segundo os dados estatísticos disponíveis, a população da Terra, no meio século que vai de 1950 a 2020, triplicou. E, só na última década, a população mundial terá aumentado mil milhões. A responsabilidade por este enorme crescimento está numa situação de paz internacional mais duradoura que se viveu (as duas primeiras guerras mundiais aconteceram na 1.ª metade do século XX), nos assinaláveis progressos da medicina, da ciência e da tecnologia, que possibilitaram uma diminuição da taxa de mortalidade e um significativo aumento da esperança média de vida, que, de meados do século XX para cá, aumentou 25 anos (só a última pandemia da Covid terá representado um retrocesso nesta evolução positiva da longevidade). Mesmo assim, os estudos demográficos dizem que o crescimento da população do Planeta vai continuar, ainda que a um ritmo mais lento, prevendo-se que a Humanidade possa atingir os 10 mil milhões de pessoas, para o fim do atual século.

    É evidente que este enorme crescimento populacional representa uma enorme pressão sobre os recursos da Terra, pondo em causa a sustentabilidade do próprio Planeta, que há muito bem sentindo dificuldades para responder, como deve, às necessidades dos seus habitantes que têm o direito a uma vida com um mínimo de dignidade que não é compatível com o aumento daqueles que engrossam o número de pobres.

    A Europa que continua a ser o continente com os maiores índices de desenvolvimento humano não acompanha o ritmo de crescimento da população do resto do Planeta, havendo até países que estão em regressão, como é precisamente o caso de Portugal, que é atualmente o 3.º país mais envelhecido da Europa e, se as políticas de apoio ao crescimento da taxa de natalidade não mudarem, tornar-se-á, em poucos anos, um dos mais envelhecidos do mundo!

    Prevê-se que o número global de habitantes do nosso país, possa recuar dos atuais 10,5 milhões para pouco mais de 8,6 milhões, em menos de 40 anos, podendo registar-se, então, 307 idosos para cada 100 jovens (em 1990, o rácio era de 66 idosos por cada 100 jovens e atualmente é de 182 idosos para cada 100 jovens).

    Tendo Portugal um bom clima, terras férteis, bons meios de comunicação e, cumulativamente, um défice de gente, não pode surpreender ninguém que a solução imediata passe pelo intenso recurso à imigração, para assegurar os níveis de produção, e até a sustentabilidade do próprio sistema de segurança social. Aqueles que virão em maior quantidade serão, certamente, os originários dos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), beneficiando do domínio da língua comum que muito beneficiará a sua mais rápida e plena integração.

    Há quem também refira que este grave problema de falta de habitantes poderá ser diminuído, em parte, com o regresso dos cerca de 2,5 milhões de portugueses que atualmente residem fora de Portugal. Mas é óbvio que tal esperança não passa de um desejo utópico, muitos dos portugueses emigrados jamais regressarão de forma definitiva. Fica-nos ao menos a convicção de que lá longe, onde quer que estejam, continuam a amar Portugal!

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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