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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 31-12-2021

    SECÇÃO: Editorial


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    Ano Novo de 2022

    Na Era de Cristo – que está em uso em Portugal desde 15 de agosto de 1422, quando D. João I (o primeiro rei da 2.ª dinastia), por carta régia, determinou que de então em diante fosse utilizado o ano do nascimento de Jesus Cristo, como o início da nova era, em substituição da Era de César, que começava 38 anos antes (38 a.C.) – está aí o ano 2022, o terceiro da atual Era que se escreve com três “dois”.

    Na simbologia dos números, o “2” significa dualidade, equilíbrio entre os polos positivos e os polos negativos, buscando harmonia. A energia deste número é essencialmente positiva, passiva e de complementação. Oxalá assim seja, se manifeste o equilíbrio, a tranquilidade, a harmonia e a paz.

    Para já, os tempos continuam conturbados e assustadoramente marcados pela Covid-19, cuja variante agora em voga dá pelo nome do caracter do alfabeto grego, Ómicron, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) «apresenta um grande número de mutações, algumas das quais preocupantes».

    Desde o início da pandemia, Portugal teve até ao momento em que escrevemos cerca de 1 250 000 infetados com Covid-19 e quase 19 mil mortos, revelando-se a 3.ª causa de morte no nosso país, em 2021 (em 2020, entre nós, era a 4.ª causa de morte).

    A extrema facilidade de propagação da nova variante levou o governo a tomar novas medidas que vigoram desde o dia de Natal, com o objetivo de tentar prevenir e combater a Covid-19. Entre estas, saliente-se o teletrabalho obrigatório, o encerramento de creches e ATL’s (com apoio à família), de discotecas e de bares, bem como a redução da lotação nos estabelecimentos comerciais. Para o acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local, casamentos e batizados, eventos empresariais, espetáculos culturais e recintos desportivos tornou-se obrigatório apresentar teste negativo.

    Há, por outro lado, uma aposta na vacinação, certos de que a mesma contribui para imunizar as pessoas e a sociedade portuguesa, diminuindo o impacto negativo em quem, mesmo vacinado, é infetado pelo vírus. Tem sido divulgado que uma significativa percentagem de portugueses (acima de 95%), dos escalões etários que tinham sido indicados até agora como prioritários no programa nacional de vacinação, está vacinada, o que é apresentado como uma “vitória” do estado português no que a este caso concreto diz respeito.

    Mas ainda assim houve alguns que resistiram e continuam a negar-se a ser vacinados. Não admira, pois, que entre aqueles que estão hospitalizados, inclusive nas Unidades de Cuidados Intensivos, a grande maioria não tenha sido vacinada. Isso mesmo se conclui de declarações do diretor clínico do Hospital de Santo António (Porto) à Lusa, no passado dia 22 de dezembro, que revelou que quase 75% dos internados por causa da Covid-19, no Santo António, no Porto, não tinham sido vacinados.

    Nós que vimos acompanhando a evolução desta pandemia desde a sua manifestação em Portugal, em março de 2020, recomendamos que se confie naquilo que diz o Serviço Nacional de Saúde e o Governo, pois as suas deliberações têm por base estudos, relatórios e pareceres das instituições, laboratórios e reconhecidos epidemiologistas e, portanto, apenas pretendem o bem de todos os portugueses.

    Se assim for, 2022 será, por certo, um ano melhor, em matéria de saúde pública. E é isso que todos nós desejamos, esperançados em dias melhores que permitam que a vida avance, que a economia recupere, que as pessoas possam voltar a conviver, reatando as relações de amizade e de solidariedade.

    Um bom 2022 para todos!

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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