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Edição de 31-07-2018
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    Arquivo: Edição de 30-05-2018

    SECÇÃO: Saúde


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    "Coração cansado" - Insuficiência Cardíaca

    A principal causa de morte em Portugal ainda se deve a doenças do foro cardiovascular, como enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. Entre as doenças cardiovasculares que implicam mais hospitalizações, destaca-se a insuficiência cardíaca. Esta é uma síndrome, ou seja, conjunto de sinais e sintomas causados por uma diminuição progressiva da capacidade que o coração tem em bombear sangue para todas as partes do corpo. Quando há um défice de aporte de sanguíneo aos diversos órgãos e tecidos, estes ficam com as suas necessidades em oxigénio e nutrientes comprometidas, prejudicando o seu normal funcionamento.

    A insuficiência cardíaca pode ter várias causas na sua génese, como doença de artérias coronárias (que suprimem as necessidades do músculo cardíaco), doença das válvulas cardíacas, tensão arterial elevada, diabetes, obesidade, doenças da tiróide e consumo crónico de bebidas alcoólicas.

    SINTOMAS

    A falta de força por parte do coração em insuficiência, faz com que o coração não consiga ejetar sangue suficiente para todo o organismo e consequentemente também ocorra retenção de líquidos e estagnação dos mesmos em determinadas partes do corpo. Consequentemente os doentes com insuficiência cardíaca instalada sofrem de sintomas como tornozelos e pernas inchadas, cansaço extremo para atividades de esforço ligeiro (ex. subir um lanço de escadas, caminhar), falta de ar, falta de ar quando se está deitado (com necessidade de elevar a cabeceira) e tosse.

    DIAGNÓSTICO

    O diagnóstico de insuficiência é essencialmente feito pela presença dos sintomas referidos, podendo ou não estar aliados a alterações em exames clínicos. Exames como radiografia do tórax, ecografia cardíaca, eletrocardiograma e análises sanguíneas podem auxiliar e complementar o diagnóstico.

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    TRATAMENTO

    O tratamento da insuficiência cardíaca assenta em dois pilares: mudança de estilos de vida e tratamento farmacológico. No que toca a mudança de estilos de vida, é muito importante reduzir a ingestão de sal na dieta, pois o sal aumenta a pressão arterial e também agrava a retenção de líquidos, adotar uma dieta pobre em colesterol (gorduras), deixar de fumar, deixar de beber bebidas alcoólicas e tentar perder peso.

    As opções de tratamento em termos de medicamentos passam pela toma de diuréticos, que ajudam a expelir o excesso de sal e líquidos do organismo, melhorando cansaço e inchaço consequente; medicamentos para baixar a tensão e o colesterol; medicamentos que dilatam os vasos do coração para ajudar o músculo cardíaco a trabalhar com menor dificuldade e medicamentos anti-agregantes ou anticoagulantes, que tornam o sangue mais "fluído" de forma a evitar formação de trombos que causam enfartes e AVC´s.

    Em situações mais graves e mais avançadas em que todas estas medidas já não se revelem suficientemente eficazes, o transplante cardíaco torna-se o tratamento de última linha.

    PREVENÇÃO

    Quando existem fatores de risco como tensão arterial alta, diabetes, obesidade, tabagismo estas devem ser tratadas e controladas de forma a evitar sobrecarga cardíaca que culmine em doença (insuficiência cardíaca).

    A adoção de estilos de vida saudável é sempre a chave da prevenção, passando por uma dieta equilibrada, exercício físico regular e consultas regulares com o médico de família de forma a avaliar fatores de risco potencialmente tratáveis de uma forma precoce.

    Por: Daniela Medeiros Coelho*

    *Médica Interna de Medicina Geral e Familiar, Pós-graduada em Geriatria Clínica

     

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