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Edição de 30-06-2017
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


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DEPRESSÃO - Muito para além da tristeza!

As perturbações depressivas surgem com uma frequência duas vezes superior no sexo feminino, porém quando atingem os homens, os casos são por norma mais graves e de pior prognóstico.

SINTOMAS

A depressão caracteriza-se por aparecimento de sintomas como irritabilidade; humor deprimido na maior parte do dia e presente praticamente todos os dias; sentimentos de tristeza; sensação de vazio; choro fácil; alterações do sono (insónia ou dormir excessivamente), diminuição da energia; cansaço fácil; perda ou aumento do apetite.

Esta doença tem um impacto considerável na qualidade de vida do individuo e sua família, afetando o seu dia-a-dia. Na maioria das vezes não existe vontade para sair de casa ou de fazer qualquer atividade. Existe uma perda de interesse ou de prazer pelas coisas que antes eram realizadas com satisfação. Em situações mais graves podem surgir pensamentos frequentes sobre morte ou até mesmo ideação ou tentativas de suicídio.

É normal e faz parte das emoções do indivíduo sentir tristeza perante situações complicadas, como desemprego, uma relação conflituosa com alguém ou mesmo perante situações de luto. Contudo se os sintomas acima referidos persistirem por mais de duas semanas consecutivas, deve procurar ajuda junto do seu médico de família que avaliará o seu caso e o ajudará a no seu tratamento.

FATORES

DE RISCO

Existem alguns fatores de risco, ou seja, na presença de alguma destas condições o risco de depressão é superior, são estes: o número de episódios depressivos que ocorreram no passado; história familiar de depressão; ansiedade; abuso de substâncias; persistência de sintomas depressivos após o tratamento.

TRATAMENTO

A cronicidade dos sintomas acima referidos, ou seja, quanto mais estes se prolongarem no tempo sem qualquer tratamento, maior é a probabilidade de se virem a desenvolver outras complicações como ansiedade e perturbações da personalidade. Por isto, o tratamento da depressão torna-se importante, como o de qualquer outra doença.

O objetivo do tratamento é a redução completa dos sintomas e a recuperação do humor, conseguindo que a pessoa retome as suas atividades e vida normal.

O tratamento pode passar por medicamentos antidepressivos ou estabilizadores do humor em associação a outros fármacos, dependendo dos sintomas que a pessoa apresente: ansiolíticos na ansiedade ou indutores do sono no caso de insónia. Em determinados casos pode ser bastante útil complementar o tratamento farmacológico com a psicoterapia (que ajuda a encontrar ferramentas para lidar com situações que até possam estar na origem da patologia depressiva). É de ter em atenção que a medicação antidepressiva não tem efeito imediato, podendo demorar entre quatro a seis semanas para a pessoas começarem a sentir melhorias, por este motivo não abandone a medicação sem antes falar com o seu médico.

Uma vez que é conhecida a elevada probabilidade de recaída, em princípio a duração do tratamento da depressão não será inferior a seis meses, uma vez que o objectivo é a resolução completa dos sintomas apresentados pelo doente e a manutenção deste estado durante algum tempo. O abandono precoce da medicação e sem qualquer acompanhamento médico pode levar a recaídas ainda mais graves que a situação inicial. No final do tratamento o seu médico vai ajudá-lo a fazer o "desmame" gradual da medicação para este ser bem sucedido e evitar recaídas.

A depressão é uma doença que pode ser acompanhada pelo seu médico de família e tratada com sucesso, devolvendo ao doente a qualidade de vida desejada.

Por: Daniela Medeiros Coelho*

*Médica Interna de Medicina Geral e Familiar Pós-graduada em Geriatria Clínica

 

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