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Edição de 31-03-2017
Jornal Online

SECÇÃO: Saúde


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Cancro do colón e reto - A importância do rastreio

Torna-se importante falar do cancro do cólon (intestino) e reto uma vez que este faz parte dos dez tumores malignos mais frequentes em Portugal. Este tem grande incidência (número de novos casos) em Portugal. Dados facultados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), mostram que no ranking de incidência de tumores malignos, o cancro do cólon e reto ocupa o terceiro lugar na população portuguesa, a seguir ao cancro da próstata e da mama. Por todos este e de mais factos torna-se importante o seu rastreio.

RASTREIO

O rastreio é um tipo de prevenção que se intitula de secundária e que tem como objetivo proporcionar o diagnóstico e tratamento o mais precocemente possível de modo a reduzir a morbilidade e mortalidade.

O cancro do cólon e reto, caracteristicamente, aumenta a sua probabilidade de aparecimento com o avançar da idade. Segundo as recomendações da DGS, o rastreio do cancro do cólon e do reto está indicado a todos os homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos. O que está recomendado é a realização da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) com uma frequência anual. Porém, se a pessoa tiver Doença Inflamatória Intestinal, história prévia de cancro do intestino, história de familiar em primeiro grau de cancro do intestino ou do reto ou de síndromes hereditários de cancro do intestino ou do reto, está recomendada a realização de Colonoscopia. Nestes casos, uma vez que possuem um risco maior de poderem vir a desenvolver cancro, a realização do rastreio poderá ter de ser feita muito antes das idades acima referidas.

Se o resultado da PSOF estiver positivo está recomendada a realização de colonoscopia, de forma a tentar perceber a origem do sangramento.

A Colonoscopia é um exame endoscópico que permite visualizar o recto e o intestino grosso, após uma preparação que "limpa" o intestino de forma a facilitar a sua melhor visualização. Tem a vantagem de poder diagnosticar a doença, se ela estiver presente, ou até mesmo realizar tratamento, se encontradas lesões chamadas de pólipos que por vezes podem ser retiradas durante o exame. Os pólipos podem ser lesões percursoras de tumores malignos, havendo por isso ganho em serem retiradas, pois na maioria das vezes prevenisse a progressão para doença maligna.

No caso da Colonoscopia se revelar um exame normal, esta poderá ser realizada dez em dez anos. A periodicidade deste exame varia consoante o resultado do mesmo.

MANIFESTAÇÕES

O cancro do cólon e do reto pode ter algumas manifestações, dependendo da parte do intestino afetada. Sinais e sintomas como a mudança do trânsito intestinal, diarreia alternada com obstipação (prisão de ventre), sensação de falsas vontades aquando da evacuação, dores de barriga, prisão de ventre muito prolongada, sangramento pelo reto, anemia, cansaço fácil ou perda de peso, devem ser considerados sinais de alarme. Se experienciar alguma destas manifestações aconselhe-se com o seu médico de família que o orientará da melhor forma.

TRATAMENTO

No tratamento do cancro do intestino pode haver necessidade de se recorrer a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Quanto mais cedo for descoberta a doença, maior a probabilidade desta se encontrar localizada e de ter melhor prognóstico.

PREVENÇÃO

O risco de aparecimento do cancro do intestino está relacionado com o aumento da idade, com fatores hereditários e com fatores que têm a ver com adoção de um mau estilo de vida. Sendo os primeiros dois fatores inevitáveis e não passíveis de serem modificados por nós, a adoção de um estilo de vida saudável é possível de ser evitada.

A importância de hábitos saudáveis é ressaltada porque entre os fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do intestino encontra-se a obesidade e sedentarismo; má alimentação, rica em carnes vermelhas e processadas e pobres em vegetais; consumo de álcool e hábitos tabágicos.

Consulte o seu médico de família se tem algum sinal ou sintoma que o preocupe e aconselhe-se sobre o rastreio do cancro do cólon e do reto.

Por: Daniela Medeiros Coelho*

*Médica Interna de Medicina Geral e Familiar

Pós-graduada em Geriatria Clínica

 

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