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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 14-10-2013

    SECÇÃO: Opinião


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    Eleitores fantasmas

    Recorrentemente, depois de qualquer ato eleitoral, a taxa de abstenção aparece associada ao que se convencionou designar por eleitores fantasmas, isto para dizer que o desinteresse dos portugueses pelas eleições não é tão significativo quanto parece, porque os cadernos estão afetados de eleitores que, ou já morreram ou deixaram de residir em Portugal. E, para manter a tradição, os 47,41% de abstencionistas registados nas últimas eleições autárquicas não fogem a serem considerados como inflacionados por aquelas invocadas razões.

    Depois de tantos anos e num tempo em que para tudo se exige rigor, qual a razão por que a entidade encarregada da elaboração dos cadernos eleitorais não levanta o rabinho da secretária e se põe a caminho para, sem perda de tempo, promover as necessárias diligências para que, nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, não tenhamos de voltar a ouvir a ladainha do costume?

    Com efeito, o que impede os responsáveis pela qualidade dos resultados eleitorais de disponibilizarem uma via dos cadernos, dos últimos quatro ou cinco atos, aos presidentes das Juntas de Freguesia, acompanhados de um pequeno programa informático, com o pedido de registarem os eleitores que em todos eles não participaram, para se proceder à respetiva atualização? É assim tão difícil, trabalhoso e demorado, que não possa ser feito em tempo útil?

    E, conhecidos os “faltosos”, enviar a cada um uma missiva alertando-os para o facto detetado, informando-os que, ou fazem prova de vida, ou serão excluídos dos respetivos cadernos eleitorais, sem prejuízo de, em qualquer altura, poderem requerer nova inscrição. Para facilitar as coisas, talvez possam solicitar os bons ofícios do Ministério da Saúde, que tem adotado este tipo de processo para “limpar” as listas dos doentes afetos a cada médico nos centros de Saúde.

    Se nos é permitido, recomendamos que se ponham imediatamente a caminho para que, decorrido o tempo útil, não apareçam a queixar-se de falta dele para mais uma vez adiarem o que dizem querer fazer, afirmação de duvidosa seriedade política. Parece-nos mais verosímil a preocupação de manter tudo como está para que as transferências do OE para as autarquias, o número de deputados de cada círculo, de vereadores municipais e de membros de assembleias municipais e de freguesia, não seja ajustado como o respeito pela utilização dos dinheiros públicos recomenda.

    Por: A. Alvaro de Sousa

     

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