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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 10-10-2012

    SECÇÃO: Ambiente


    NOVA UNIDADE ASSEGURA PROCESSO INOVADOR DE PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS RECUPERADOS

    Recivalongo vai produzir combustível alternativo aos combustíveis fósseis

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    Foi inaugurada, no passado dia 8, no Vale da Cobra, em Sobrado, Valongo, uma nova unidade transformadora para a produção de combustíveis sólidos recuperados (CSR), a Recivalongo, unidade cujo investimento ascende aos 10 milhões de euros.

    A nova unidade, que integra a 2º fase do CITAV – Centro Integrado de Triagem, Tratamento e Valorização do Douro Norte, resulta de um investimento 45% cofinanciado no âmbito do programa SI – Inovação (QREN) – e está preparada para receber 100 mil toneladas/ano destinadas à produção de Combustíveis Sólidos Recuperados (CSR) para valorização energética, dos quais 30% estão previstos para exportação. Para o primeiro ano de atividade, os responsáveis da Recivalongo estimam um volume de negócios de aproximadamente 1 milhão de euros.

    A Recivalongo, instalação integrada que tem como objetivo a valorização de resíduos não perigosos através de processos de produção de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR), destacando-se pelo «processo inovador de produção de (CSR)», conforme aponta fonte da empresa, tem já em funcionamento a unidade de confinamento técnico, que permite também o destino final adequado para os rejeitados da unidade.

    De referir que o combustível produzido é de origem renovável, diminuindo as importações do país em outros combustíveis fósseis. Neste contexto, a unidade «apresenta-se na vanguarda das políticas europeias no que concerne ao tratamento de resíduos», aponta a mesma fonte.

    Refira-se que com esta unidade se evita a utilização de aterros sanitários em 70 a 90%, comprovando-se que «estes são uma infraestrutura desatualizada para o tratamento de resíduos industriais e urbanos». A infraestrutura apresenta capacidade de tratar os refugos da seleção dos resíduos urbanos na região Norte do País.

    Relativamente aos equipamentos, foi privilegiada tecnologia portuguesa, cooperando a Recivalongo com produtores nacionais para o desenvolvimento e conceção de parte dos equipamentos, criando know-how nacional no tratamento de resíduos.

    A «preocupação da preservação da floresta na região foi um dos fatores que levou a Recivalongo a incluir no seu investimento uma infraestrutura para abastecimento aéreo de água disponível na região de Valongo, Alfena, Sobrado, Lordelo e Santo Tirso, com capacidade para 150 metros cúbicos de água e preparada para dar apoio ao combate de incêndios florestais da região».

    A Recivalongo partilha instalações e complementa a atividade da Retria – uma unidade pioneira na zona metropolitana do Porto para o tratamento de resíduos da Construção e Demolição, inaugurada em abril de 2009. Passados três anos desde o início de atividade, a Retria já recebeu aproximadamente 200 mil toneladas de RC&D'S e faturou mais de 1,6 milhões de euros.

    Estas duas unidades surgem inseridas no CITAV – Centro Integrado de Triagem, Tratamento e Valorização do Douro Norte, «uma unidade pioneira no país, uma infraestrutura única na Região Norte, com capacidade para rececionar todo o tipo de resíduos sólidos não perigosos, na qual é assegurada a opção primária pela sua valorização, reduzindo significativamente o encaminhamento para eliminação e deposição em aterro». Implantado numa área de 170 mil m2 o CITAV – Douro Norte é composto por três unidades: Unidade de Triagem e Valorização de Resíduos de Construção e Demolição (Retria); Unidade de Produção de Combustíveis Sólidos Recuperados e uma Unidade de confinamento de Resíduos Não Perigosos.

    Maria José Pires, responsável pela Recivalongo, apresenta esta unidade como «uma infraestrutura destinada à produção de um combustível alternativo aos combustíveis fósseis, para consumo em fornos, caldeiras, centrais de biomassa ou outros sistemas compatíveis com a finalidade de produzir vapor para unidades industriais adjacentes ou para a produção energética – combustível sólido recuperado, contribuindo para a gestão sustentada de resíduos e recursos, nomeadamente através do desvio de resíduos de aterro e da utilização enquanto combustível alternativo».

    DUAS UNIDADES

    A Recivalongo é constituída por duas unidades, produção de CSR e confinamento técnico, e foi projetada para processar «várias tipologias de resíduos não perigosos, em especial resíduos provenientes de indústria e comércio, assim como algumas tipologias de resíduos sólidos urbanos (RSU) e refugo de unidades de processamento de resíduos de construção e demolição (RCD), promovendo a redução da respetiva deposição em aterro», refere Maria José Pires.

    Pretende-se, desta forma, contribuir para a Estratégia para os Combustíveis Derivado de Resíduos, aprovada pelo Despacho do Ministério do Ambiente e do Ministério da Economia. Neste contexto, a Recivalongo surge como uma alternativa, concretizando as medidas de atuação com vista a promover a hierarquia de gestão de resíduos através da valorização das frações de refugo das unidades de triagem, de tratamento mecânico e de tratamento mecânico e biológico (TMB) de resíduos urbanos. «Contribui ainda para maximizar sinergias entre fileiras e fluxos de resíduos permitindo, no seu processo, a mistura de frações de outros tipos de resíduos não perigosos tais como resíduos industriais e de construção e demolição, e resíduos enquadrados na gestão de fluxos específicos (por exemplo, resíduos de embalagens, pneus usados, veículos em fim de vida e resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos)», acrescenta Maria José Pires.

    Na verdade, «conjugam-se assim os requisitos das políticas de ambiente e energia, enquadrando-se como um importante contributo para a gestão sustentada de resíduos e recursos, designadamente, através da diversificação das fontes de energia e do aproveitamento dos recursos endógenos.

    Entre as particularidades deste projeto, que pretende ser uma referência no mercado de gestão de resíduos da Região Norte», adianta a mesma fonte, «destaque para a redução significativa da necessidade de confinamento de resíduos em aterro, otimizando os processos de valorização a montante, e, simultaneamente, o facto de conduzir a um significativo aumento do tempo de vida útil do aterro para resíduos não perigosos».

    A empresa adianta ainda que «a localização e o serviço prestado pela Recivalongo – que apresenta a solução mais completa e com vantagens inerentes de uma instalação integrada - afiguram-se importantes mais-valias, num cenário de escassas soluções para resíduos industriais não perigosos, na zona Norte, e nenhum tão completo como o desta unidade».

     

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