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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 10-10-2012

    SECÇÃO: Saúde


    SOCIEDADE PORTUGUESA DE NEFROLOGIA ALERTA

    Gravidez na IRC é possível mas pode agravar a disfunção renal

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    A gravidez em mulheres com insuficiência renal crónica não é frequente, mas é possível. A ocorrência de múltiplas alterações hormonais tanto nas mulheres como nos homens com doença renal crónica conduzem a uma redução da fertilidade. No caso da mulher isto pode manifestar-se na irregularidade dos ciclos menstruais e até mesmo na ausência de ovulação.

    Apesar da fertilidade diminuir à medida que agrava a disfunção renal, a mulher com insuficiência renal pode engravidar, sendo no entanto muito importante que conheça os riscos envolvidos para poder decidir de forma consciente o seu planeamento.

    Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, sublinha que «numa doente com insuficiência renal a gravidez é de risco mas é possível e, mediante cumprimento perfeito das orientações dos especialistas envolvidos, pode mesmo vir a ter sucesso». No entanto o especialista acrescenta que «enquanto na população geral a incidência de preeclâmpsia é de 6 a 8%, na insuficiente renal esta patologia é mais grave e precoce, até 50%, implicando um grande risco de prematuridade».

    Quando uma mulher com insuficiência renal decide planear uma gravidez, deve ter em conta que esta pode agravar a função renal e a tensão arterial, e que alguns medicamentos que toma, nomeadamente anti-hipertensores, terão que ser substituídos por outros, pelo risco que representam para o feto, nomeadamente de malformações fetais.

    Uma dieta saudável é fundamental em qualquer tipo de gestação mas na mulher com insuficiência renal o controlo dietético é ainda mais essencial nos seus aspetos energéticos, proteicos e, principalmente, na quantidade de sódio, cálcio e potássio ingerida. Deve, por outro lado, evitar-se o consumo de sal para controlar a tensão arterial e a excessiva retenção de líquidos que é comum nestas doentes.

    O mais importante quando uma mulher com insuficiência renal quer engravidar, e para o sucesso dessa gravidez, é a consulta, atempada e em conjunto, com o nefrologista, o obstetra e o nutricionista. As consultas devem ocorrem em intervalo reduzido, para constante avaliação da função renal, da tensão arterial, do peso e do desenvolvimento fetal.

    Em Portugal, estima-se que 800 mil pessoas sofram de doença renal crónica. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem qualquer possibilidade de recuperação.

    Todos os anos surgem mais de dois mil novos casos de doentes em falência renal. Em Portugal existem atualmente 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e cerca dois mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.

     

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