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Edição de 30-11-2022
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    Arquivo: Edição de 25-01-2012

    SECÇÃO: Crónicas


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    Ecologia

    Quando ouço dizer: “Terra há só uma”, apanho um clique, como se fosse o primeiro toque do telemóvel ao começo do dia! A imensidão do globo terrestre é tida por tal monta que o individual perdeu sentido.

    Nas aulas do 1º Ano do liceu, aprendi as provas de esfericidade da Terra (!). Haveria quem não acreditasse?! Nem todos viram o horizonte, à volta dos montes ou do mar, a terminar em círculo? Os cumes dos montes da Tenaria de Roalde já tinham dado a prova, assim como o ter contemplado a abóbada celeste, nas noites cálidas de verão, ao ir ouvir a onomatopeia dos grilos nas lameiras! Mas, foi muito bom saber pelo ilustre Professor, Dr. Catarino Nunes, na aula, falar sobre o sabrosense Fernão de Magalhães – ainda retenho as peripécias da primeira viagem de circum-navegação. Agora, acrescento: só um português era capaz de tanta coragem e saber!

    A prova do horizonte visual era a melhor, mais lógica do que a de ver a lua redonda e, por analogia, saber a forma da terra, ou observar fotografias tiradas por telescópio.

    O perscrutar o horizonte ficou para sempre decalcado no espírito. Nas tardes outonais dos domingos, continuo a ir à Foz do Douro mirar a superfície, entre a Terra e o Mar (outros têm o mesmo vício). Ver os barcos, que partem ou passam, é assistir a um filme realista, com algumas personagens dedicadas aos desportos náuticos! As idas, quase obrigatórias, com familiares aos shoppings e a falta de estacionamento automóvel à beira-mar fazem perder o hábito.

    Examinar a Terra é lindo! Se é amada, mais amada fica. Saber que está a ficar doente, e em causa a extinção da vida humana, provoca arrepios – o planeta azul pode ficar negro! Os vários tipos de poluição, cada vez mais abundantes e ferozes, vejam-se as centrais nucleares e os milhões de velhas pilhas elétricas, lixo dos computadores, e tantas outras máquinas, vão matar a Terra. E o dióxido de carbono? E as chuvas ácidas? E os lixos domésticos? E os rios e mares poluídos? Até já consta que os gelos da Gronelândia começam a estar contaminados!

    Ouvi pela manhã na TSF que os agricultores alentejanos lamentam a falta de chuva, desde o mês de novembro até janeiro, e a afirmar:

    – As searas só aguentam mais uma semana ou duas, sem chuvas!;

    – Já estamos a alimentar os ovinos e bovinos a fardos de palha!

    As varas de porcos, procurando as bolotas e fossando as partes subterrâneas das plantas, vão sobrevivendo...

    É preciso, é urgente mudar os hábitos de vida. Não podemos continuar a produzir quilos e quilos de detritos por dia, principalmente, os não recicláveis. As lixeiras apropriadas não deixam de ser um perigo para as águas subterrâneas, origem das nascentes e subsistência dos seres vivos. Os contendtres da minha rua portuense, ainda não conseguiram escoar os materiais das Festas Natalícias, onde se veem as árvores do Natal e bugigangas chinesas!

    Só a educação, a vigilância, apoio financeiro e empenhamento dos cidadãos de todos os povos poderão impedir a catástrofe do Planeta Azul. Se os cuidados continuados prolongam a vida dos idosos, todos os cuidados são poucos para impedir a morte da origem de toda a vida.

    Os animais, e até as plantas, praticam a preservação do meio ambiente: os coelhos bravos depositam as caganitas em locais certos e apropriados (tourais); os hipopótamos, ao estercar, com movimentos rápidos da pequena cauda, impedem a poluição do rio, e pulverizam adubo para as plantas aquáticas, de que se alimentam; uma cadela rafeira, recolhida por abandono, quando liberta o intestino, na relva dos jardins, com ação rápidos das patas traseiras, tenta cobrir ou enterrar o cocó, antes de poder ser recolhido para o saco plástico, fornecido (nem sempre) pela Câmara do Porto.

    Por: Gil Monteiro

     

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