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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-03-2011

    SECÇÃO: Gestão


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    A crise ainda vai no adro!

    Agora, com o pedido de demissão do Governo, ficamos a saber da severidade das recomendações da Chanceler Merkel, isto a ver pelas reacções a que assistimos durante a cimeira europeia.

    O que se tem vindo a revelar é que estas cimeiras e estes encontros dos responsáveis europeus são autênticas medidas de força de cada país, onde se manifestam as respectivas supremacias de uns face aos outros países da comunidade, designadamente os periféricos.

    Parece que o poder soberano se sobrepõe ao Espírito Europeu, respondendo cada um dos líderes, como verdadeiros patriotas dos seus respectivos países. A este propósito, a Dama da Europa tem--se revelado exímia na defesa dos interesses alemães, leia-se a qualidade de vida do povo alemão, a produtividade das Empresas alemãs, a saúde financeira das suas instituições, o seu nível de desenvolvimento, a taxa de desemprego que é inferior a 10%.... tudo isto reflecte a atitude politica da Chanceler e do seu sentido patriótico. Olhemos agora para o caso português!... Parece o jogo dos contrários.

    O que quer dizer a Chanceler Merkel quando fala em sentido de responsabilidade das entidades e instituições portuguesas aquando da reprovação parlamentar do PEC 4? Quer dizer continuar o sentido do agravamento da crise!... e não ser sensível à geração à rasca de que tanto se fala!

    O grande problema é que não temos políticos ao nível das questões económicas que se nos colocam; os políticos estão subjugados a interesses económicos fortes de grandes grupos, muitas vezes ligados a redes internacionais do capitalismo financeiro… esse sim, responsáveis pela crise em que mergulhamos.

    O que releva nos nossos políticos é incompetência, falta de verdade, falta de coragem, demagogia e uma arrogância que obsta à realização de consensos, esses sim, de uma grande utilidade nacional.

    Finalmente temos o Presidente, que apesar da vontade em regenerar, se encontra bastante isolado e não tem o perfil polémico necessário para impor rupturas que é necessário fazer, de forma a separar o trigo do joio, ou seja, o Bem e o Mal para os portugueses.

    Perante tudo isto, a classe média que suporta a eficiência da economia e os próprios valores de raiz judaico-cristã, está cada vez mais frágil, vem-se submetendo às regras das sociedades do capitalismo liberal, onde se privilegia a competição, o individualismo, os valores superficiais efémeros e se dá a primazia ao capital.

    Por: José Quintanilha

     

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