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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-04-2010

    SECÇÃO: Gestão


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    A acção dos bancos em tempos de crise

    O circuito económico tem na sua formulação mais primária dois agentes principais: as Empresas e as Famílias. Os primeiros produzem, ou seja, criam valor, e os segundos consomem, num objectivo de crescente bem-estar. Como o equilíbrio deste sistema é difícil pois o mercado por si só não o consegue estabelecer, há necessidade da intervenção de um novo agente que na perspectiva económica participa na reposição de tal equilíbrio: o Estado.

    O Estado intervém no sistema económico cobrindo algumas funções de soberania e também alguns sectores económicos estratégicos cuja defesa concorre também para a independência e integridade nacionais como sectores fundamentais ao normal funcionamento da economia.

    Estes três actores do sistema económico permitem que as relações estáveis numa lógica de estagnação e normal convivência entre todos os agentes. Entretanto com o capitalismo surge um novo participante activo no circuito económico, que tem uma função de catalisar as relações económicas através do factor capital, ou seja, uma função de acumulação que assenta sobretudo na confiança (… e nas garantias) e facilita o dinamismo das relações comerciais, entregando-lhe um novo vigor, num processo de evolução e crescimento do produto nacional.

    Esta dinâmica faz sentido em tempos onde as oportunidades de crescimento são uma realidade e a distribuição do rendimento gerado, em todo este processo, é feita com uma certa equidade, num clima de normal e sã concorrência.

    O problema surge quando aparecem os obstáculos a essa concorrência através de interesses monopolistas, por exemplo, que desvirtuam aquele equilíbrio e compromete o normal funcionamento do circuito económico. Outras situações podem surgir que comprometem aquele normal funcionamento. A crise, a falta de confiança e as próprias limitações às oportunidades de crescimento, criam as circunstâncias às quais a lógica capitalista não dá solução.

    Nestas alturas a função capital não funciona e os seus protagonistas recolhem-se no seu medo de não recuperarem os seus créditos, criando situações idênticas à da fuga de capitais, quantas vezes proibidas pelas autoridades dessas economias com vista à sustentabilidade e à prevenção das crises económicas.

    Também neste caso os Bancos têm uma obrigação de participar no esforço colectivo de superação das crises através de uma acção criteriosa de apoio financeiro às empresas viáveis, correndo com elas os riscos daquela superação. O que verificamos é que em tempo de crise, os bancos acumulam lucros milionários, com uma tributação privilegiada e os seus gestores com rendimentos obscenos!

    Mais uma vez há que fomentar e estimular o sentido patriótico de todos, assumindo cada um as suas responsabilidades, numa lógica de solidariedade e participação positiva.

    Por: José Quintanilha

     

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