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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 15-11-2009

    SECÇÃO: Editorial


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    Verdade ou ficção?

    Por vezes, na busca da verdade, encontramos muita ficção e quando ela é poética, encantatória, lá muito no seu interior contém verdades escondidas, verdades só para alguns, verdades que são só nossas, por vezes efémeras, mas que confortam e dão alento. Que bom acreditar em fadas, em seres superiores capazes de nos transportar para outros mundos, onde os maus se chamam maus e os heróis não são corruptos.

    Quanto mais largos e infinitamente longe forem esses mundos, mais eles serão límpidos, com uma liberdade e uma transparência que os espaços pequenos atrofiam.

    O mesmo se poderá dizer em relação ao nosso planeta, ao nosso continente, ao nosso país, ao nosso distrito, à nossa terra. Uma mentira lançada no anonimato, muito longe, vai perdendo a densidade ao atravessar continentes, países, cidades, as criativas, as simbólicas, essas transformam-se em lendas, mas a pequena mentira, as frases meio ouvidas a que se acrescenta um sentido mal entendido, são aproveitadas e desenvolvidas para dar mais força a histórias, coscuvilhices e maledicências, em que se atribui a terceiros o que as suas mentes pouco escrupulosas congeminam.

    Este ano de 2009, que ainda não acabou… é rico em maledicências e em desconfianças que vão entretendo as populações em pequenas tricas que escondem e disfarçam os problemas de fundo da nossa sociedade. Partindo do princípio que não é propositado, tal empobrece a nossa capacidade de discernimento, amolece as nossas vontades, torna-nos mais alienados e menos participativos.

    Viveram-se por este país fora, e Ermesinde não foi excepção, momentos pouco felizes de conflituosidade entre políticos, entre amigos e companheiros de trabalho, entre gente boa que dedica muito do seu tempo à comunidade e que foi atingida por uma incompreensão que, na melhor das hipóteses classifico de ingénua.

    Uma coisa é estabelecer pactos de não-agressão, de boa convivência social, mas sempre sem esquecer o essencial, aquilo que nos forma, que são os nossos princípios, esses são a luz da nossa conduta. Outra, a agressão escondida, cobarde, indigna-me e afasta-me, não creio que seja bom para as nossas instituições jogar às escondidas porque não temos frontalidade para enfrentar os problemas.

    Tudo isto vem a propósito da desconfiança que se instalou no país, mas também de alguns mal-entendidos e leituras abusivas que têm surgido em sectores que envolvem o Centro Social de Ermesinde na consequência dos pedidos de demissão de alguns dos seus directores e nas tentativas de interpretação dos mesmos. As pessoas são livres de tomarem as posições que entenderem, dentro da legalidade, apresentando as justificações que lhes assistem. A nós, colegas e amigos, resta-nos agradecer-lhes o trabalho desenvolvido, estar ou não de acordo com as suas posições, mas de modo algum criar um drama, alimentar mentiras e palpites que em nada dignificam a instituição que é dona deste jornal. Evitei falar deste assunto por me parecer normal e compreensível que alguns elementos da Direcção, por razões que a cada um diz respeito, pretendesse que a nova Direcção viesse a assumir as suas responsabilidades na preparação da gestão do ano de 2010.

    A maioria da Direcção assumiu a gestão deste Centro Social e as eleições vão realizar-se no próximo dia 11 de Dezembro, estando prevista a tomada de posse para o dia 4 de Janeiro.

    Por: Fernanda Lage

     

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