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    Arquivo: Edição de 20-09-2009

    SECÇÃO: Psicologia


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    A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL

    Fobia

    Fobia é o medo persistente, excessivo e irreal de um objecto, pessoa, animal, actividade ou situação. É um tipo de distúrbio de ansiedade. Uma pessoa com fobia ou tenta evitar a coisa que activa o medo, ou suporta isto com grande ansiedade e angústia. Algumas fobias são muito específicas e limitadas. Por exemplo, uma pessoa pode ter medo só de aranhas (aracnofobia) ou de gatos (galeofobia). Neste caso, a pessoa vive relativamente livre de ansiedade evitando a coisa que ela teme. Algumas fobias causam dificuldade em uma variedade mais ampla de lugares ou situações. Por exemplo, os sintomas de acrofobia (medo de alturas) podem ser activados bastando a pessoa olhar para fora da janela de um edifício comercial ou circular sobre uma ponte alta. O medo de espaços limitados (claustrofobia) pode ser activado ao usar o elevador ou um sanitário público pequeno. Pessoas com estas fobias podem precisar de mudar as suas vidas drasticamente. Em casos extremos, a fobia pode ditar a profissão da pessoa, o seu local de trabalho, o seu itinerário ao conduzir, as suas actividades recreativas e sociais, ou o ambiente da sua casa.

    Há três tipos principais de fobia:

    A Fobia Específica (fobia simples) é a forma mais comum de fobia. Neste caso, as pessoas podem temer certos animais (como cães, gatos, aranhas ou cobras), pessoas (palhaços, dentistas ou os médicos), ambientes (lugares escuros, tempestades, lugares altos) ou situações (viajar de avião ou de comboio, por estarem num espaço limitado). Embora a causa das fobias específicas permaneça um mistério, estas condições são pelo menos em parte genéticas (herdadas), e parecem ocorrer em outros membros de uma família. Já na Fobia Social (desordem de ansiedade social) as pessoas têm medo de situações sociais onde possam ser humilhadas, envergonhadas ou julgadas pelos outros. Elas ficam particularmente ansiosas quando pessoas pouco conhecidas aparecem envolvidas nesta situação. O medo pode ser limitado ao desempenho, como dar uma conferência, concerto ou apresentação empresarial. Ou pode ser mais generalizado, de forma que a pessoa fóbica evita muitas situações sociais, como comer em público ou usar um sanitário público. A Fobia Social aparece em outros membros de uma mesma família. Pessoas que foram tímidas ou solitárias na infância, ou que têm uma história de experiências sociais infelizes ou negativas na infância, parecem ter propensão a desenvolver esta desordem.

    A agorafobia é o medo de estar em lugares públicos de onde será difícil ou embaraçoso sair subitamente. Uma pessoa com agorafobia pode evitar ir a um filme ou a um concerto, ou viajar de autocarro ou de comboio. Em muitos casos, ela também tem repetidos e inesperados ataques de pânico (medo intenso e uma variedade de sintomas físicos incómodos como tremer, ter palpitações, ter sudorese intensa e rubor facial). As fobias da infância, geralmente acontecem entre as idades de 5 e 9 anos, e tendem a ser de curto prazo. A maioria das fobias começa depois de adulto, especialmente em pessoas acima dos vinte anos de idade. As fobias no adulto tendem a durar muitos anos, e são menos prováveis de se curarem sozinhas. Sem tratamento específico, a fobia pode aumentar o risco de outros tipos de doença psiquiátrica na vida adulta, especialmente outras desordens de ansiedade, depressão e uso de drogas.

    Os sintomas da fobia incluem: sentimentos excessivos, irracionais e persistentes de medo ou ansiedade que são activados por um objecto, uma actividade ou uma situação em particular. Os sentimentos ou são irracionais ou fora de proporção para qualquer ameaça actual. Por exemplo, qualquer um pode ter medo de ser ameaçado por um cão, mas não é razoável correr de um animal calmo, quieto e manietado por uma coleira. Para além disso, existem sintomas físicos relacionados com a ansiedade. Estes sintomas podem incluir tremores, palpitações, sudorese, falta de ar, vertigem, náuseas ou outros sintomas que reflectem uma resposta ao perigo do tipo “corra ou lute”. Por fim, o sujeito com fobia manifesta a Evitação do objecto, actividade ou situação que activam a fobia.

    Como as pessoas que têm fobia reconhecem que os seus medos são irracionais, elas frequentemente sentem-se envergonhadas ou embaraçadas por causa dos seus sintomas. Para prevenir os sintomas de ansiedade ou de embaraço, elas evitam os factores desencadeantes da fobia.

    Não há nenhum modo de se impedir o aparecimento de uma fobia. Porém, se a pessoa já tiver uma fobia ou qualquer outra desordem de ansiedade, ela pode reduzir o seu nível de ansiedade evitando estimulantes como a cafeína (presente no café, chá e refrigerantes), chocolate e nicotina (presente no cigarro).

    Por: Joana Dias

     

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