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Edição de 30-11-2022
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    Arquivo: Edição de 31-01-2009

    SECÇÃO: Editorial


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    Não vale apenas falar da crise – o importante é combatê-la!

    Nada se faz se não acreditarmos que somos capazes de o fazer, este é o primeiro passo.

    Hoje o Padre Lino Maia dizia no Congresso Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS): « Os tempos são de crise, mas nada que seja superior à nossa determinação».

    Gostaria de ter essa força, mas reconheço que não a tenho …

    Mas mesmo assim acredito no ser humano e nas suas infinitas capacidades, como diz o povo: “Há remédio para tudo, menos para a morte”.

    Falar na crise é necessário enquanto levantamento e estudo da sua origem e desenvolvimento, mas não chega, temos de actuar e ninguém o poderá fazer sozinho.

    É tempo de nos unirmos em torno de causas concretas e objectivas, Estado, Poder Local, Associações, têm que encontrar caminhos convergentes, há fome, o desemprego vai aumentar e não podemos ficar indiferentes, a tudo isto devemos contrapor: «Mais emprego, mais justiça, mais inclusão, esta crise pode ser uma oportunidade para reforçar a afirmação dos valores humanos que constituem a matriz das instituições de solidariedade social». Ainda segundo Lino Maia: «A CNIS quer assumir o papel de interlocutor privilegiado do Governo e parceiros sociais, e fortalecer a sua capacidade negocial».

    Neste IV Congresso da CNIS foi aprovada uma moção que apela para a criação de um Fundo de Solidariedade Social que contribua para dar reposta às questões mais urgentes.

    Ficou ainda decidido fazer um levantamento das situações de graves carências nas diferentes áreas de intervenção, para posterior apoio através do referido Fundo de Solidariedade Social.

    A CNIS alerta as instituições de solidariedade para que dêem «uma atenção especial às situações de desemprego e exclusão social», solicitando que as instituições devem dar «respostas abrangentes e globais, muito para além das respostas tradicionais».

    É neste contexto que cada um de nós, organizados ou individualmente, podemos dar o nosso contributo.

    Se o problema é muito complexo deve-se decompô-lo em parte e ir resolvendo passo a passo, cada parte por si, começando pelas mais simples até às mais complexas.

    A vida vai mudar, tem de mudar, e começa nas nossas casas, nas nossas famílias, podemos começar hoje, corrigindo gastos supérfluos, ajudando os familiares em crise, encaminhando familiares e amigos para centros de apoio, de formação, dando-lhes força para continuar.

    Por: Fernanda Lage

     

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