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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 15-01-2009

    SECÇÃO: Gestão


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    A crise anunciada para 2009

    A ORGANIZAÇÃO OCIOECONÓMICA DAS SOCIEDADES

    Antes de falar na crise propriamente dita, gostaria de abordar o panorama socioeconómico das sociedades, a três níveis temporais. Assim, temos um primeiro nível conjuntural onde os factos acontecem diariamente e as políticas se adoptam de forma reactiva, repondo equilíbrios e ajustando tendências sem nunca pôr em causa as linhas mestras do plano macroeconómico adoptado. Indicam-nos o caminho a seguir a todo o momento.

    A um segundo nível, encontramo-nos ao nível das questões estratégicas, onde se alicerçam todas as praticas correntes, nas quais interagem os agentes económicos (famílias, autarquias, empresas, etc.). Este nível de análise tem a ver com o regime político – económico adoptado, com as grandes opções nas quais têm que estar implicadas a maioria das vontades e determinam a direcção para onde a vontade colectiva pretende seguir.

    Finalmente temos o terceiro nível de análise e que se prende com os valores; aquilo em que o colectivo acredita. Tem uma presença intemporal, moral e ideológica, e alimenta a energia da nossa existência. É portanto uma estrela que vamos perseguindo ao longo da história. Esta última dimensão, tem sentido também algumas evoluções que aconteceram ao longo da história, através de revoluções, que levam a mudanças nos sistemas económicos e políticos, fundados em novos valores e ideologias, mas têm sempre como cenário os princípios morais enraizados nas gentes.

    O PAPEL DO ESTADO

    NA ECONOMIA

    A este nível o Estado tem a responsabilidade de respeitar e fazer respeitar a liberdade de pensamento, mas também de desenvolver a capacidade crítica e a compreensão das pessoas, tanto ao nível da formação (educação e cultura), como ao nível da informação que tem que ser isenta e espaço de discussão plural.

    Tomando agora as questões de carácter estrutural compete também ao Estado e aos seus diferentes organismos, organizar a melhor estrutura para que os objectivos ideológicos, tantas vezes proclamados em campanhas eleitorais, se alcancem. Assim, deverão ser criadas redes de funções de soberania e sociais que funcionarão de forma a cumprir os seus objectivos particulares. Áreas como defesa e segurança, a saúde e a segurança social, as finanças e a justiça, são tarefas que não se realizam de um momento para o outro.

    É a este nível que as reformas têm que ser equacionadas para as relações entre os agentes económicos se façam de forma eficaz, respondendo assim aos anseios e às expectativas de cada um e nunca em função de interesses de certas corporações ou lobbys que se constituem como autênticos feudos dentro da economia ou da estrutura do próprio estado. Infelizmente assistimos a alguns destes desfasamentos em áreas como a justiça, o próprio poder local e mais recentemente com as polémicas à volta da educação e dos professores.

    A CAPACIDADE DE REACÇÃO

    ÀS CRISES ECONÓMICAS

    Se toda a estrutura económica e social estivesse estável e em coerência com a nossa vontade colectiva, estaríamos em condições de receber a crise, pois esta vai e vem com os ciclos, e tão depressa o barril de petróleo está 140 dólares, como já está a 50 dólares e isto, de um mês para o outro, e a falência de um banco surge de uma crise financeira mundial, como entretanto se nacionaliza ou se accionam os mecanismos de regulação e se ultrapassa mais uma crise!

    As crises funcionam a este nível, ao nível do quotidiano. Temos é que estar preparados para ela e não é quando ela surge que nos devemos preparar, mas antes dela acontecer; temos que estar dotados de mecanismos de reacção e de alguma autonomia, para podermos reagir sem grandes sacrifícios, e não termos que importar crises que não são nossas. Isto também é uma forma de promover a independência nacional.

    Por: José Quintanilha

     

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