Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 31-05-2019
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 15-10-2008

    SECÇÃO: Psicologia


    A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL

    Doença ou mania? Conhecer melhor a Tricotilomania

    Este é um espaço de reflexão e diálogo sobre temas do domínio da Psicologia, que procurarei dinamizar com regularidade, trazendo para aqui os principais problemas do foro psicológico que afectam pessoas de todas as idades.

    Na qualidade de psicóloga estou disponível para os leitores de “A Voz de Ermesinde” me poderem colocar as questões que desejarem ver esclarecidas, através de carta para a redacção deste quinzenário ou para o seguinte “e-mail”: joanapatriciadias@sapo.pt

    A tricotilomania é um distúrbio caracterizado por arrancar cabelos sem fins estéticos.

    As pessoas que padecem destes distúrbio têm um défice no controle dos impulsos e fazem-no numa tentativa de controlo do nervosismo e ansiedade.

    Os casos diferem quanto à severidade, podendo passar apenas pelo enrolar dos cabelos no dedo para depois os puxar, havendo ainda quem fique calvo ou com grandes falhas no couro cabeludo.

    O acto em si costuma ocorrer em situações isoladas, ou na presença de pessoas conhecidas.

    Casos hão em que os pacientes chegam a ingerir próprios cabelos (tricotilofagia), situação considerada gravíssima, pois levará à formação de uma espécie de ‘bola de pêlo’ no estômago.

    Na população geral, a tricotilomania é mais frequente nas mulheres do que nos homens, e o início mais frequente é na infância ou adolescência.

    Esta patologia pode ser transitória, episódica ou contínua. Isto é, a pessoa pode passar semanas ou meses sem apresentar esse comportamento e, repentinamente, recomeçar tudo de novo. O carácter pode ser crónico.

    Existe a possibilidade de tratamento, e é importante a procura de um profissional especializado, pois grande parte das vezes estas pessoas são marginalizadas pelos que as rodeiam, devido à falta de entendimento, alegando que as vítimas estão fora de si.

    A reclusão social é frequente, e não raras vezes por detrás da doença existe um quadro de depressão e ansiedade.

    Estudos indicam que as terapias psicoterápicas costumam ter uma eficácia que ronda os 60%, contudo as melhoras são graduais e o processo, dependendo do caso, pode necessitar de um acompanhamento entre um a dois anos.

    Algumas questões frequentes:

    1.A tricotilomania é grave? Normalmente sim, mas claro que depende do grau de severidade, e da fase em que o paciente se encontra quando procura ajuda profissional.

    2.O tratamento é simples? Em geral, não.

    3.O tratamento é demorado? Normalmente sim.

    4.Pode haver recaídas? Sim, como em todos os processos terapêuticos.

    5.O tratamento é definitivo? Não. O prognóstico é reservado.

    É importante alertar todas as pessoas que sofrem deste distúrbio tenham coragem para o revelar e procurar ajuda. Existe um forte estigma envolto dele, mas, na verdade, trata-se de uma doença como outra qualquer.

    Fale com o seu médico, que o encaminhará para um profissional especializado. Pois com o evoluir do tempo, a tendência é sempre para piorar a situação em que se encontra.

    Existem já na internet grupos de auto-ajuda (note-se: sem orientação profissional), que o poderão auxiliar de alguma forma.

    Para mais informações: http://br.groups.yahoo.com/group/Tricotilomania_GrupodeApoio/

    Por: Joana Dias

     

    Outras Notícias

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.