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    Arquivo: Edição de 31-07-2008

    SECÇÃO: Gestão


    A gestão autárquica – perspectiva empresarial

    As organizações em geral, desde as mais complexas às mais simples, encerram valores comuns, que importa reflectir e ter permanentemente presente. Assim, questões como a Estratégia, ou a Liderança, a Motivação, a Unidade, a Missão e a própria virtualidade de Conflitos, acontecem nas famílias, nas empresas, nos países, nas organizações militares, nas uniões económicas, etc..

    Também nas organizações autárquicas e regionais, existindo um poder instituído, há que o gerir dentro dos limites previamente definidos a que corresponde de certa forma a soberania das nações. Nas autarquias existe um certo espaço de manobra para o exercício do poder que, de acordo com as boas práticas, deveria apelar àqueles valores atrás referidos, de aplicação universal, promovendo uma acção e uma atitude útil e eficaz, no sentido da missão que lhe foi conferida.

    Já referimos os valores comuns das organizações, deveríamos agora apontar as especificidades de cada uma, fazendo-o a este propósito nas diferenças entre as Empresas e as Autarquias. Assim, temos à partida uma diferença fundamental, que é a de as primeiras terem fins lucrativos e as outras não.

    Também ao nível das valências as Autarquias têm um âmbito mais alargado, apesar de nas empresas, dada a sua heterogeneidade, haver situações problemáticas, de gestão muito complexa, designadamente naquelas que têm uma acção geográfica alargada, cobrindo por vezes todo o território nacional, e outras vezes, ultrapassando as fronteiras através de processos de internacionalização.

    Se pensarmos nos pelouros que normalmente existem na gestão autárquica, facilmente verificamos as diferenças com a realidade empresarial. Contudo, os valores da Missão, Unidade, Liderança, Motivação, Gestão de Conflitos e a própria Estratégia, continuam a estar presentes, tanto numa como noutra realidade. Depois temos os recursos, que por definição, são escassos. E aí, estamos perante uma realidade muito semelhante à das Empresas, pois estas têm por excelência o primado da eficiência no sentido do Lucro, elemento que por si só não é um fim, mas pesa bastante como incentivo à produtividade.

    É pelo lado da produtividade e da eficiência que convém abordar a gestão dos recursos nas autarquias.

    Nas Empresas o valor estratégico fundamental, que está na base de qualquer processo de desenvolvimento, é a Missão. Este é o desígnio fundamental para definirmos o melhor caminho a percorrer, tanto no plano do curto, médio ou longo prazo. O lucro é um valor importante na perspectiva da mais eficiente gestão dos recursos, mas também no sentido da alavanca do futuro, numa lógica de desenvolvimento da organização e da própria responsabilidade social, ambiental e económica, e outras que naturalmente as empresas assumem.

    Nas autarquias pode-se olhar para o lucro nesta perspectiva económica e social e nunca na perspectiva do dividendo, como acontece nas organizações com fins lucrativos. Esta é uma diferença fundamental.

    Depois, ao nível táctico e operacional, temos a gestão por objectivos, que está integrada numa estratégia mais global, fundada na missão e nas oportunidades e constrangimentos da envolvente sócio-económica.

    É portanto nesta forma comum de gerir que encontramos o paralelo entre o desempenho das Empresas e das Autarquias, que assenta num esquema estruturado de funções e de actividades integradas e complementares. É neste contexto que se fazem as opções estratégicas de natureza politica e ideológica, que estão na génese das organizações partidárias e que na moderna gestão empresarial, estas opções gozam de neutralidade, sendo esta a posição mais adequada às organizações autárquicas, no sentido de definir objectivos de bem-estar e qualidade de vida e desenvolvimento harmonioso, promovendo o consenso atento aos diferentes pontos de vista.

    Por: José Quintanilha

     

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