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Edição de 31-05-2019
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    Arquivo: Edição de 31-03-2008

    SECÇÃO: Psicologia


    A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL

    Depressão pós–parto

    Este é um espaço de reflexão e diálogo sobre temas do domínio da Psicologia, que procurarei dinamizar com regularidade, trazendo para aqui os principais problemas do foro psicológico que afectam pessoas de todas as idades. Na qualidade de psicóloga estou disponível para os leitores de “A Voz de Ermesinde” me poderem colocar as questões que desejarem ver esclarecidas, através de carta para a redacção deste quinzenário ou para o seguinte “e-mail”: joanapatriciadias@sapo.pt

    Ter um filho é descrito como um dos momentos mais felizes na vida de uma mulher.

    Ainda que partilhar a vida com um bebé possa ser bastante gratificante e recompensador, por vezes, também pode ser difícil e angustiante.

    Sabe-se que ocorrem muitas mudanças físicas e emocionais na mulher enquanto está grávida, assim como depois do parto.

    O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado na mulher.

    A depressão pós-parto pode ter uma intensidade variável, e é um factor que dificulta o estabelecimento de laços afectivos com o bebé.

    Quando a intensidade dos sintomas não é persistente (até cerca dos seis meses após o parto), trata-se de uma disfunção emocional comum e geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento do bebé. Crises de choro, cansaço, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos de memória são os sintomas mais frequentes.

    É importante deixar que a parturiente expresse o que sente, acentuando-se que tudo o que está a passar é normal nesta fase do seu ciclo de vida. Acomete cerca de 50% das mulheres.

    No entanto, quando o quadro clínico é mais agudo (depressão pós-parto propriamente dita), os sintomas persistem por mais tempo e em maior intensidade, sendo que requer intervenção psicológica.

    Muitas vezes estas mulheres tornam-se incapazes de tomar conta dos seus filhos, passando por dificuldades em amamentá-los e satisfazer as suas necessidades básicas. Em casos extremos podem mesmo tentar o suicídio ou abandonar o bebé.

    Estas mulheres beneficiam bastante com terapias de grupo, sendo que, desta forma, dispõem de um local privilegiado onde podem compartilhar o seu sofrimento com outras mulheres em situação análoga, sob orientação de um profissional.

    O atendimento psicológico individual também pode ser considerado em casos cuja gravidade pode perturbar o grupo, ou por preferência por esta modalidade.

    A depressão pós-parto, propriamente dita, tem uma incidência de 10-20%.

    Várias causas podem estar na erradicação desta doença, entre elas contam-se os factores biológicos (alterações hormonais), psicológicos (conflitos consigo mesma, com os outros ou com o bebé) ou psicossociais (situação social e familiar, problemas decorrentes do parto, gravidez indesejada...).

    Muitas vezes, esta forma de depressão não é diagnosticada, ou se o é, não é feito um pedido de ajuda profissional. Importa não menosprezar os sintomas e estar atento à sua persistência, pois o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível, de forma a minorar as consequências, tanto para a mãe, como para o bebé, e respectiva situação conjugal.

    É importante que se divulgue informação acerca desta patologia, de modo a que seja possível diagnosticar e intervir num maior número de casos.

    Por: Joana Dias

     

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