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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 29-02-2008

    SECÇÃO: Editorial


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    Miséria, pobreza, exclusão...

    Portugal continua a ser um dos países da Europa onde é cada vez maior o fosso existente entre ricos e pobres.

    O aumento progressivo da desigual distribuição de rendimentos provocou uma queda acentuada do poder de compra da classe média, classe essa que tem vindo a diminuir nos últimos tempos, contribuindo para o aumento de taxas mais elevadas do risco de pobreza.

    Os indicadores de pobreza e assimetrias de rendimentos no nosso país são dos mais altos à escala europeia.

    O ano de 2007 foi um ano em que se geraram muitas expectativas no que diz respeito à luta contra a pobreza, foi o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidade para Todos. Realizaram-se muitos estudos, detectaram-se as suas origens, sensibilizaram-se instituições. E agora?

    A pobreza está sempre associada a comportamentos discriminatórios, a falta de cultura, de relaciomento entre as pessoas, com as consequentes diferenças de oportunidades em alcançar um conjunto de recursos essenciais (nomeadamente educacionais) que leva a que as pessoas tenham acesso aos direitos mais básicos de cidadania.

    Uma em cada cinco das nossas crianças são pobres e só por isso elas estão condenadas à exclusão, ao abandono, e nesta situação o Poder tem que encarar este problema com responsabilidade, tem que apoiar as instituições existentes, ou outras, de um modo excepcional. O momento é de crise e não podemos cruzar os braços a tentar descobrir soluções que ainda não estão implementadas, mas fazer uma análise criteriosa do existente, apoiando-o.

    Neste momento as Instituições Particulares de Solidariedade Social não podem ser esquecidas, pois têm um papel muito importante a desenvolver, são elas que lidam com os sectores mais frágeis da sociedade, as crianças e os idosos.

    No Norte do País, nomeadamente no concelho de Valongo, subsiste uma elevada taxa de desemprego, situação que tem implicações profundas no desenvolvimento actual e futuro da nossa região.

    Há outros males que afectam a exclusão social, mas o desemprego – que afecta sobremaneira as mulheres – é sem dúvida o mal maior.

    O desemprego, o abandono, a solidão, as situações precárias de vida tocam muito de perto as mulheres, quando viúvas, quando abandonadas pelos filhos, quantas vezes a criar netos, a inventar a sobrevivência da família, sós e com os filhos a seu cargo. As mulheres são duplamente afectadas sobre vários pontos de vista, mas os fracos recursos económicos marcam-nas profundamente.

    Por: Fernanda Lage

     

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