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    Arquivo: Edição de 15-02-2007

    SECÇÃO: Opinião


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    O metro em Valongo: verdade ou ficção?

    A empresa Metro do Porto verá num tempo que se julga muito próximo, definida uma nova filosofia de gestão, certamente, adequada ao novo quadro de investimentos necessário ao aumento de linhas na Área Metropolitana do Porto.

    É licito admitir que nos concelhos do grande Porto, nomeadamente Gondomar, Matosinhos e Vila Nova de Gaia e da Grande Área Metropolitana como a Trofa, as suas populações possam ver, em breve, reforçadas ou instaladas novas linhas, que respondam às expectativas criadas pela empresa, na promoção de uma melhor mobilidade urbana e consequentemente mais qualidade de vida.

    Depois de vários estudos elaborados por especialistas na matéria, o futuro conselho de administração estará em condições de promover o relançamento da empresa possibilitando aos municípios envolvidos, condições de acessibilidade de inquestionável modernidade, sendo que a qualidade dos serviços estará ao nível de uma qualquer urbe europeia.

    Passada a fase do cepticismo e das dúvidas de muitos acerca da viabilidade do projecto, o Metro do Porto é, hoje, uma realidade com sucesso e usufruído pelas populações onde as suas linhas chegam.

    Foi, indiscutivelmente, um projecto que só a determinação de um conjunto de autarcas, liderados então por Fernando Gomes, foi capaz de levar a bom porto, não esquecendo, porque importante, o papel e o empenhamento dos governos do Eng. António Guterres.

    Foi também um projecto metropolitano – o único – exemplo paradigmático da convergência de consensos na classe politica, empresarial, comercial e toda a sociedade portuense.

    Hoje, a realidade é bem diferente. A empresa do Metro, cresceu em ambição e a execução dos seus projectos carece de uma gestão mais profissional, que responsabilize o seu accionista maioritário. As responsabilidades da boa ou má gestão, não podem ficar diluídas… A opção, deve ser clara, podendo e devendo os autarcas ter uma representação ao nível da decisão.

    É do conhecimento geral, a intenção do Governo intervir de uma forma mais directa na gestão do Metro. Parece-nos que tal propósito, não desvirtua o objectivo da Empresa; pelo contrário: coloca o Estado no centro nevrálgico de um Sector dos Transportes que no Porto necessita de ser articulado: STCP, REFER, METRO e PRIVADOS.

    São milhões e milhões de euros que estão em jogo, num país em que a população, fustigada pela necessidade de um controlo orçamental, é cada vez mais exigente quanto à forma como os dinheiros públicos são geridos. A avaliação das gestões públicas é, hoje, uma realidade do cidadão/contribuinte.

    Estamos numa fase crucial para o desenvolvimento do projecto e a sua concretização está dependente do maior ou menor investimento do Estado; e, é natural que desejando o Estado assumir o papel de sócio maioritário da empresa, pretenda em simultâneo ter uma voz mais activa na gestão da Metro do Porto. É um compasso de espera para “pôr ordem na casa”.

    Certamente, no futuro e com a Regionalização, tal configuração poderá vir a sofrer alterações…

    Agora, o faseamento e as opções politicas do investimento obrigam a uma ponderação séria e bem suportada, em documentos tecnicamente fundamentados.

    A ideia de estender a linha do metro ao Concelho de Valongo parece-nos, que embora desejável, é, por ora, pouco operacionável, pois julgamos que decorrerão anos e anos até que tal se considere uma realidade. Até lá, julgamos que o investimento, a fazer-se, deverá ser orientado no sentido de melhorar o serviço prestado pelos STCP, alargando os corredores bus e, em simultâneo, aumentando o número de comboios suburbanos, que chegam a Campanhã e a S. Bento, onde têm ligação directa ao metro do Porto.

    O metro é, ou deve ser, um meio de transporte rápido, alternativo e confortável; por isso também é mais caro. Não pode, nem deve ser, mais um comboio que percorrendo todas as “capelinhas”, deixará muito a “desejar” em termos de eficiência.

    A linha da Povoa de Varzim, é disso um exemplo…

    Por: Afonso Lobão

     

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