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Edição de 30-04-2022
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· Artigos do Autor: Lu��s Dias
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1. A resposta rápida do cérebro 29-04-2022 14:10:00
Neste mês de abril destacamos um interessante estudo sobre a reação do cérebro, realizado no nosso país pelo Centro Champalimaud, mais um centro de investigação científica que muito enriquece Portugal. O cérebro humano é um órgão tão complexo que na rotina do dia a dia nem nos apercebemos da quantidade de informação que o nosso cérebro processa de uma forma simultânea, em todos os momentos. Importa relembrar que ao contrário do que se acreditava até há algum tempo, o nosso cérebro usa quase toda a sua capacidade plena e não apenas 10% de capacidade. Entre as várias estruturas cerebrais, o tálamo, localizado na região central profunda do cérebro, é a região que processa e transmite informações sensoriais para as diversas partes do cérebro. Se as informações processadas indicarem de alguma forma uma ameaça em potencial, o tálamo irá comunicar com uma outra estrutura cerebral que se chama amígdala. A amígdala possui a capacidade de associar estes estímulos a respostas emocionais, de forma rápida e eficiente. Ela é responsável por reações emocionais ligadas ao medo e ao perigo, tendo como missão detetar, gerar e manter reações comportamentais e fisiológicas em reação à possível ameaça. A nossa resposta a estes estímulos foi fundamental no processo da evolução como forma de escapar a possíveis ameaças: para a amígdala é melhor prevenir do que remediar. Assim, o nosso cérebro possui uma excelente capacidade de responder aos mais diversos tipos de situações ameaçadoras, garantindo a sobrevivência. Hoje em dia, o tipo de situações em que estamos realmente em perigo é limitada pelo que importa trabalhar o nosso cérebro para controlar alguns estímulos que podem ser sobrevalorizados e constituir um problema no nosso dia a dia. Em alguns casos o acompanhamento psicológico pode ser fundamental como em situações de transtorno de stress pós-traumático. Quando um indivíduo passa por uma situação stressante (como um assalto, um acidente…) o cérebro irá naturalmente associar vári"FUGIR OU NÃO FUGIR Lutar, fugir ou paralisar: quando confrontados com uma ameaça, todos os organ...

2. A importância de uma alimentação saudável 30-03-2022 11:15:00
Uma alimentação saudável pressupõe que esta seja completa, variada e equilibrada, proporcionando a energia adequada ao bem-estar físico ao longo do dia. Assim, os alimentos que devem estar na base duma alimentação saudável deverão ser ricos em fibra como produtos hortícolas, frutos, cereais e leguminosas, vitaminas, sais minerais e com baixo teor de gordura. Um adulto saudável é aconselhado a ingerir um valor energético na alimentação entre as 1500 e as 2500 calorias, dependendo, naturalmente, de determinantes individuais, do seu estilo de vida e do gasto calórico em possíveis atividades físicas. Os alimentos que fornecem energia são principalmente os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras sendo esta energia normalmente indicada em quilocalorias, as vulgarmente denominadas calorias. Em valores médios, um grama de hidratos de carbono ou de proteína fornece cerca de quatro calorias, enquanto um grama de gordura fornece cerca de nove calorias. Quem tem a pretensão de perder peso, deve consumir menos energia do que necessita, tendo obrigatoriamente de ter especial cuidado na escolha dos alimentos, de modo a satisfazer as necessidades nutricionais indispensáveis para uma alimentação saudável. A fruta, por exemplo, deverá ter um lugar de destaque em todos os planos alimentares contribuindo com cerca de 20% das porções diárias consumidas, devendo-se ingerir entre 3 a 5 porções de fruta, diariamente. Os frutos são uns ótimos fornecedores de vitaminas, minerais, hidratos de carbono simples, como a frutose, e fibra solúvel. São, ainda, fontes importantes de antioxidantes, como o licopeno e os polifenóis, os quais têm como principal função a prevenção de vários tipos de cancro, e do envelhecimento celular. Outro grupo alimentar que deve ser destacado são os produtos hortícolas, alimentos que têm como principal função fornecer ao organismo grandes quantidades de vitaminas, minerais, água e fibras solúveis. Neste mês de março trazemos aqui no nosso espaço de ciência "VITAMINA: UM NOME CENTENÁRIO O instinto de sobrevivência cedo deve ter apresentado aos nossos an...

3. O flagelo das alterações climáticas 03-03-2022 11:22:00
Neste mês de fevereiro trazemos uma notícia sobre o impacto das alterações climáticas no ciclo de vida do robalo. Infelizmente o robalo é apenas uma das espécies, das muitas, que são afetadas pelas alterações do clima provocadas, indubitavelmente, pelo homem desde o início da era industrial. Atualmente, o aquecimento global e as restantes alterações climáticas constituem uma das nossas maiores ameaças ambientais, sociais e económicas. Se dúvidas houvesse, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), organização científico-política da ONU, defende que o aquecimento do nosso planeta é inequívoco e apoiado pelas mais recentes observações que confirmam o aumento global da temperatura do ar atmosférico e dos oceanos, o derretimento generalizado da neve e do gelo, assim como a subida dos níveis dos mares, que tanto pode afetar o nosso país. Este aquecimento pode em grande medida ser atribuído às emissões dos gases com efeito de estufa, principalmente Dióxido de Carbono e Metano, produzidas pelas atividades humanas. No último século, a temperatura média global subiu cerca de 1ºC, tendo os últimos anos sido os mais quentes desde que há registo fidedigno instrumental da temperatura de superfície global, desde 1850. O certo é que se não forem tomadas medidas preventivas a nível global para limitar as emissões, prevê-se que a temperatura média global poderá aumentar entre 2ºC a 4ºC até 2100, podendo ocorrer alterações irreversíveis e catastróficas a nível mundial. Todos os dias, como demonstra o nosso artigo deste mês, observamos os impactos das alterações climáticas e prevê-se que com o passar do tempo se tornem ainda mais evidentes afetando todas as espécies vivas do planeta. Quando mencionamos as alterações climáticas não podemos esquecer as situações meteorológicas extremas, incluindo ondas de calor, secas e inundações, que serão cada vez mais frequentes e intensas. Portugal regista já hoje um período de seca extremamente prolongado, afetando quase tod“Estudo conclui que as alterações climáticas afetam o ciclo de vida do robalo Um estudo conduzido...

4. O universo e as suas curiosidades 02-02-2022 10:07:00
Neste mês de janeiro, em que completamos um mês de inverno, trazemos um texto que revela o curioso facto de que é precisamente nesta altura do ano em que estamos mais próximos do sol. Pelo contrário, durante o verão do hemisfério norte, estamos mais afastados. Qual será a razão para esse facto que nos engana à “primeira vista”? O espaço é efetivamente um dos assuntos que mais focamos nesta rubrica de ciência pois a sua imensidão é tal que a cada dia que passa ficamos mais surpreendidos pelo que descobrimos. Felizmente, o nosso país continua, e bem, a contribuir para essa descoberta através do excelente trabalho dos cientistas portugueses. Em dezembro de 2021, foi lançado o telescópio James Webb, o maior telescópio espacial, que teve mão portuguesa, nomeadamente num dos seus instrumentos pela astrónoma Catarina Alves de Oliveira, responsável pela calibração de um dos seus componentes. Este revolucionário telescópio que tem criado grande expectativa, espera ser um novo “olho” humano para o universo de forma a termos uma maior capacidade de observação. Catarina Alves de Oliveira, astrónoma portuguesa, trabalha no Centro de Operações Científicas da Agência Espacial Europeia (ESA), no país vizinho, onde tem sobre a sua alçada a calibração de um dos quatro instrumentos do James Webb. Após o lançamento do telescópio a astrónoma participa na “campanha de preparação” para observações científicas, que se iniciarão, se tudo correr bem, após seis meses, sendo esperados os primeiros dados científicos ainda durante este ano de 2022. O telescópio James Webb, batizado em homenagem a um antigo administrador da agência espacial norte-americana (NASA), é uma brilhante obra de engenharia sendo cerca de 100 vezes mais sensível do que o telescópio Hubble que se encontra na órbita terrestre há 31 anos. É esperado que as observações permitam obter novos dados como o nascimento das primeiras estrelas e galáxias. Um telescópio desta magnitude tem características únicas como “o maior esp“A VELOCIDADE DA TERRA Vivemos em movimento! Não nos apercebemos, mas viajamos pelo Espaço a u...

5. A origem da Ficção Científica II 29-11-2021 10:29:00
N este mês de novembro trazemos a continuação do artigo sobre as origens da ficção científica. Na primeira parte do artigo, um dos nomes mais focados e em destaque neste género literário foi Jonathan Swift (1667-1745). O autor irlandês que publicou o seu livro “As Viagens de Gulliver” em 1726, quase com três séculos de existência, continua, atualmente, a fazer parte do imaginário de qualquer leitor. Swift foi um dos mais importantes escritores, poetas e críticos literários irlandeses. Até à data de publicação de “As Viagens de Gulliver” escreveu outras obras, mas foi esta a mais famosa sendo considerada uma obra prima da literatura do século XVII, misturando os géneros de ficção científica e aventura. Nasceu na cidade de Dublin, capital da Republica da Irlanda, no dia 30 de novembro de 1667, sendo filho de pais protestantes anglo-irlandeses nunca tendo, no entanto, conhecido o pai, uma vez que este faleceu poucos meses antes do seu nascimento. Era ainda muito novo quando a sua mãe foi viver para Inglaterra deixando Swift aos cuidados de um tio, facto que o marcou profundamente e do qual guardou sempre algum rancor. Com a morte do tio, em 1688, foi viver para a cidade inglesa de Leicester voltando a morar com a mãe. Enquanto jovem adulto foi-lhe diagnosticada a doença de Mémière, um distúrbio no ouvido interno que lhe provocava tonturas e náuseas. Sendo bastante religioso concluiu em 1693, na Universidade de Oxford, o doutoramento em Teologia tendo sido, em 1695, ordenado sacerdote na Igreja da Irlanda, o ramo irlandês da Igreja Anglicana. De volta à sua pátria natal tornou-se capelão e secretário do Conde de Berkeley. Inicia a escrita em 1696 com o seu primeiro livro “O Conto do Tonel”, uma sátira em prosa onde critica os extremos religiosos do catolicismo da época. Interessa-se por política, escrevendo sobre o tema e, em 1720, com cinquenta e três anos, começou a trabalhar na sua obra-prima “As Viagens de Gulliver”, uma sátira que mistura a literatura de viagem“Façamos um ponto da situação Estamos no século XVIII, o século das luzes, com a razão a transita...

6. A origem da Ficção Científica 22-10-2021 10:37:00
N este mês de outubro trazemos um texto um pouco mais extenso que o habitual sobre as origens da ficção científica, por isso, dividimo-lo em duas partes, sendo publicada agora a primeira parte e, em novembro, a segunda. Este género, muito apreciado normalmente por quem gosta de ciência, envolve conceitos de ficção e imaginação, relacionados com o futuro, a ciência e a tecnologia e os seus impactos e consequências para a sociedade. Estará este género mais relacionado com a ciência ou com a imaginação?Breve Pré-história da Ficção Científica Há um momento para o nascimento da ciência moderna. Haver...

7. A inteligência tem vindo a aumentar? 20-09-2021 15:16:00
Depois de uma pequena paragem no mês de agosto, voltamos com um tema novo que ainda suscita algumas dúvidas aos investigadores: a inteligência. Como podemos definir a inteligência e, mais importante, como a podemos medir? Será a evolução da sociedade acompanhada por um aumento da inteligência do ser humano? Na realidade, a definição da própria palavra inteligência tem sido um desafio. Ao longo da história a definição foi mudando com a evolução da sociedade e a palavra foi adquirindo significados diferentes. Hoje podemos definir a inteligência como a capacidade de alguém, ou algo, para o exercício da lógica, da abstração, da memorização, da compreensão, do autoconhecimento, da comunicação, da aprendizagem, do planeamento e, por fim, da resolução de problemas. Assim como a procura da correta definição de inteligência tem sido um enorme desafio, também a investigação no desenvolvimento de testes e métodos para mensurar a inteligência tem sido alvo de controvérsias e discordâncias pela comunidade científica. Hoje em dia existem vários métodos diferentes para medir a inteligência, sendo o método padrão e mais amplamente aceite a medição do “Quociente de Inteligência”, conhecido como o QI. Os testes de QI também tiveram a necessidade de serem reformulados uma vez que a comunidade científica tem encontrado evidências de uma melhoria do QI geral da população, ao longo do tempo. O pioneiro cientista político James Flynn foi o primeiro a sustentar esta ideia provocadora: a de que a humanidade fica mais inteligente a cada nova geração, fenómeno conhecido atualmente como o Efeito Flynn. Este efeito defende que o QI médio da população aumenta cinco pontos a cada 15 anos. Flynn defende que se testássemos seres humanos que viveram há cerca de cem anos atrás utilizando os atuais testes de QI atingiriam um valor médio de 70. Já esses mesmos testes se fossem testados hoje na população o resultado médio atingiria os 130. Numa palestra em 2013, Flynn lançou o desafio à audiência em “O que torna a inteligência humana excepcional? Cientistas lançam um jogo denominado hexxed, dese...

8. A luta contra o cancro 02-08-2021 11:46:00
N este mês de julho trazemos mais um contributo dos cientistas portugueses para a ciência, neste caso, mais um passo para a cura de um dos cancros pediátricos mais comuns. Ao contrário do que possamos pensar, a palavra cancro é utilizada não para definir uma doença mas sim agrupar um muito numeroso conjunto de doenças que têm em comum o desenvolvimento anormal de células. Podendo ter causas muito diferentes, estas células começam a multiplicar-se e a crescer descontroladamente, algo que não acontece normalmente num organismo, onde a grande maioria das células tem um ciclo de vida programado para viver um determinado período de tempo, dividir-se de forma controlada e morrer. Atualmente, podemos classificar em mais de uma centena as patologias que formam o grupo de doenças a que chamamos de “cancro”, sendo que todas elas têm em comum a maneira como a doença começa. Assim, todos os tipos de cancro têm origem no crescimento anormal e descontrolado de células que se convertem em cancerígenas devido a uma anomalia no seu ADN. Convém recordar que o ADN (ácido desoxirribonucleico) é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus, e que transmitem as características hereditárias de cada ser vivo. O ADN está presente em todas as células do nosso organismo e contém a informação para dirigir todas as ações celulares determinando, entre muitas outras informações, que a célula deve morrer após cumprir o seu ciclo de vida. Uma célula saudável tem a capacidade de reparar uma possível anomalia no seu ADN, no entanto, as células cancerígenas não o conseguem fazer. Desta forma, não morrem no final do seu ciclo vital, pelo contrário, crescem e formam novas células descontroladamente, que o corpo não necessita. À medida que as células se multiplicam descontroladamente, começam por aglomerar-se em massas denominadas de “tumores”, que, à medida que se vão expandindo, podem provo«Inovação no “combate” a um dos cancros pediátricos mais comuns Uma equipa de cientistas da Unive...

9. As profundezas do universo 29-06-2021 14:51:00
Neste mês de junho voltamos a um dos temas que mais debatemos aqui no nosso espaço de ciência, o universo! O universo é, desde sempre, um dos temas mais fascinantes para o homem, seja pela sua grandiosidade ou pelo seu lado desconhecido. Regularmente ouvimos notícias de novas descobertas e reconhecimentos, como a que trazemos hoje, que nos fazem questionar que mais segredos se podem esconder, o quão grandioso poderá, na realidade, ser e quais as surpresas que ainda estarão por revelar… Mas, afinal, qual é o tamanho do universo? O que é que conhecemos do universo e ainda nos falta conhecer? As respostas às perguntas acima colocadas não são fáceis. Atualmente, com a tecnologia existente e depois de cruciais avanços pela astronomia, qual será o tamanho do universo que conhecemos? Quando falamos do tamanho do universo devemos, em primeiro lugar, falar do universo conhecido porque o tamanho do universo em si é praticamente imensurável, uma vez que, segundo as leis da física, está em constante expansão. Atualmente, recorrendo a estimativas avaliamos a idade do universo em cerca de 13,5 mil milhões de anos, enquanto as estimativas para o seu tamanho atual são de 156 mil milhões de anos-luz. Importa realçar que a velocidade de expansão do universo é muito superior à velocidade da luz. Isto provoca uma dessincronização, pois aquilo que conseguimos observar é apenas a luz que chega até nós ou, neste caso, aos nossos satélites e telescópios. Assim, considera-se que a área do universo observável, atualmente, pelos astrónomos é de cerca de 93 mil milhões de anos-luz, sendo que cada ano-luz é equivale a 9,5 triliões de km, algo que está muito além da nossa capacidade de imaginação. Por aquilo que observamos, quanto mais conhecemos o universo, mais mistérios parecem surgir, evidenciando o facto de que, para além do seu tamanho, também a sua complexidade parece estar em constante expansão.“Gigantes cósmicos inauguram uma nova era na Astronomia no rádio A descoberta de duas novas galáx...

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