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Edição de 31-01-2021
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· Artigos do Autor: Luís Dias
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1. O que vemos ao olhar para o céu 03-02-2021 10:45:00
Entramos neste novo ano de 2021 com um novo confinamento devido à Covid-19. Este problema que nos continua a “perseguir” impede-nos de ter um dia a dia normal, obrigando-nos a passar mais tempo fechados em casa do que habitualmente. Assim, neste primeiro mês do ano trazemos um desafio aos nossos leitores. O desafio é muito simples e para o fazer basta olhar para o céu… Se olharmos com atenção, à nossa volta, apercebemo-nos que vivemos num mundo recheado de belezas naturais, mesmo nas cidades, mas com a falta de tempo acabamos por nem reparar nelas, de tal forma que raramente paramos para admirá-las. O céu é um desses exemplos e proporciona momentos únicos, seja pelo desenho das nuvens, pelo pôr-do-sol ou pelas magníficas estrelas que todas as noites nos presenteiam com a sua presença. O que muita gente desconhece é que olhar para o que está acima de nós é, na realidade, uma verdadeira viagem ao passado! Ao olhar para o céu à noite, vemos o passado de estrelas ou planetas distantes. Isto ocorre porque as distâncias no espaço são tão grandes que a luz pode levar milhões de anos desde que sai de um desses corpos celestes até chegar à Terra. No dia-a-dia, as distâncias que separam os nossos olhos e os objetos que nos rodeiam são muito pequenas perante a velocidade de propagação da luz (299 792 458 metros por segundo). Assim, o intervalo de tempo desde que a luz sai dos objetos até ser captada pelos nossos olhos é um número muito muito pequeno, muito próximo de 0. Já as distâncias entre os corpos celestes e a Terra são tão grandes que o tempo gasto pela luz a percorrer essas distâncias tem que ser tido em consideração. Desta forma, as imagens captadas pelos telescópios não são atuais, representando o estado do objeto observado tendo em consideração o tempo do percurso da luz. A imagem de uma estrela que se situa a 5 000 anos-luz da Terra representa a imagem dessa mesma estrela há 5 000 anos atrás! É por isso que podemos dizer que observar o céu é contemplar o passado“PODEMOS CONTAR QUANTAS ESTRELAS VEMOS NO CÉU? Diz-se que as estrelas visíveis a olho nu são inco...

2. A importância da divulgação científica 29-12-2020 13:52:00
Neste último artigo do ano temos o privilégio de partilhar um texto do nosso “avô dos dinossauros”, o professor Galopim de Carvalho, que é professor catedrático jubilado pela Universidade de Lisboa, fazendo parte do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências desde 1961. É autor de vinte e um livros, entre científicos, pedagógicos, de divulgação científica e de ficção e memórias, contando com mais de duzentos trabalhos em revistas científicas. É um símbolo nacional da defesa e preservação do património cultural e científico, nomeadamente de sinais marcantes da riquíssima evolução da história natural. Foi, ainda, um dos grandes responsáveis pelo carinho dos portugueses pelos dinossauros, tendo sido fundamental na preservação das esquecidas pegadas da pedreira de Carenque, no concelho de Sintra, um dos trilhos mais longos do Cretáceo, conseguindo salvar as pegadas únicas que lá se descobriram. É, assim, impossível falarmos de divulgação científica em Portugal, sem mencionar todo o trabalho e obra do professor Galopim de Carvalho. Nesta reta final do ano, um ano que exigiu muito de nós e da ciência, resta desejar que a evolução científica continue a ser uma forte aliada da nossa própria evolução e que a divulgação científica consiga acompanhar todo o progresso: “Sem comunicação, o conhecimento científico não avança. Morre com quem o cria.”. Desejos de continuação de umas boas festas e de boas entradas em 2021. Que seja um ano repleto de saúde, paz, ciência e progresso.“DIVULGAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM CIÊNCIA O saber científico, cujo desenvolvimento nas últimas décadas...

3. Natal em tempos de pandemia 17-12-2020 10:21:00
O ano de 2020 tem sido um ano de enormes desafios a todos os níveis. A pandemia trouxe episódios que jamais sonhávamos ser possíveis de acontecer e, já com o ano na sua fase final, temos mais um desafio: viver o espírito de Natal com a máxima segurança possível! O certo é que a pandemia da Covid-19 obrigou a uma reorganização ímpar do nosso modo de vida e da nossa sociedade. Após a Organização Mundial da Saúde declarar que o surto do novo coronavírus era uma pandemia global, um dos assuntos mais debatidos entre a comunidade e os especialistas foi a utilização das máscaras comunitárias como forma de proteção. Inicialmente, os profissionais de saúde, os líderes políticos e a OMS transmitiram a mensagem de que as pessoas não deviam utilizar máscaras protetoras, a menos que estivessem doentes ou a prestar cuidados a alguém infetado. Hoje em dia sabemos que, como há a possibilidade de indivíduos infetados serem assintomáticos, esta recomendação mudou. Também no Natal, a orientação é que as pessoas só tirem a máscara no momento da refeição. Importa ainda realçar, dizem os especialistas, o uso correto da máscara: tapar o nariz e a boca, e não o queixo ou o pescoço! Poderá o uso generalizado da máscara alterar a maneira como observamos as outras pessoas? Poderá fazer com que a mensagem de paz, harmonia e o desejo de um próximo ano cheio de esperança não se transmita? Um bom Natal a todos, e não deixem de sorrir…mesmo por baixo da máscara!“RECONHECER EMOÇÕES EM TEMPOS DE PANDEMIA Ser capaz de reconhecer as expressões faciais é fundame...

4. Galileu, o “pai” da ciência moderna 30-11-2020 11:07:00
Um dos mais famosos cientistas de sempre, Galileu Galilei nasceu no dia 15 de fevereiro de 1564 na cidade de Pisa, em Itália. Filho primogénito do casal Vincenzo Galilei e Giulia Ammannati, teve cinco irmãos. O cientista teve três filhos com a veneziana Marina Gamba, com a qual nunca se casou. Suas duas filhas tornaram-se freiras e o filho, músico. Em 1583, Galileu entrou na Universidade de Pisa para estudar Medicina, curso que acabaria por não concluir. Porém, depois de sair da universidade, continuou os seus estudos, especialmente nas áreas de Matemática e Física. Durante duas décadas pesquisou sobre os princípios da Hidrostática, o que o tornou famoso perante a sociedade da época. Ministrou aulas de Geometria, Mecânica e Astronomia na Universidade de Pádua, permanecendo na instituição durante 18 anos. O certo é que se fosse possível eleger o “pai” da ciência moderna, teria de ser Galileu Galilei. As suas extraordinárias contribuições vão desde a criação do método científico até ao desenvolvimento de instrumentos, passando por descobertas únicas e pela popularização do conhecimento criado. Através de um telescópio pioneiro, desenvolvido por ele próprio, o cientista italiano foi o primeiro a identificar as crateras e montanhas lunares, descobriu as quatro maiores luas de Júpiter e constatou que a Via Láctea é composta por inúmeras estrelas, invisíveis a olho nu. O que também impressionou a época foi a forma que Galileu usou para comunicar as suas descobertas. Contrariando os costumes, em que a língua oficial da academia era o latim, o cientista fez questão de escrever as suas obras em italiano. Não por falta de conhecimentos de latim, mas como opção própria, de forma a popularizar as suas descobertas, alcançando, assim, mais pessoas. Conhecido como polémico, o italiano familiarizou-se com as controversas ideias de Nicolau Copérnico sobre a Terra ser apenas mais um planeta entre muitos outros, possuindo um movimento à volta do Sol. Escreveu uma obra dedicada a "A GALILEU Limpe os olhos da luz do dia e, ao entardecer, projecte o olhar para o horizonte, cont...

5. O saber não está só nos livros 01-10-2020 10:57:00
Ao contrário daquilo que por vezes podemos pensar, o conhecimento vai muito para além daquilo que encontramos nos livros. A sabedoria popular, que vai passando de geração em geração, tem um papel determinante e, se não cuidarmos dela, poderá, eventualmente, desaparecer com os novos estilos de vida. O certo é que todas as pessoas, ao longo da vida, adquirem as mais diferentes manifestações do que se costuma chamar de sabedoria popular. A transmissão deste conhecimento é, muitas vezes, feita através de provérbios. Estes provérbios que podem ser de tom sério, sarcásticos ou religiosos, são transmitidos oralmente, perpetuando-se como parte de cada cultura. É o conhecimento do dia-a-dia, ao qual a ciência se refere como senso comum. O senso comum tem origem no empirismo e o conhecimento acumulado de diversas gerações. Em alguns momentos pode não estar totalmente correto, porém são várias as situações em que está certíssimo. Podemos resumir este conhecimento como o conjunto de crenças, opiniões, valores, gostos, preferências, modos de pensar e agir que uma comunidade tem por verdadeiro e partilha durante um determinado tempo. O senso comum é um conhecimento que advém da experiência de vida individual e coletiva. Os hábitos e costumes, as tradições e rituais, os dizeres e provérbios são habitualmente referidos como manifestações do senso comum. Como já vimos, este tipo de sabedoria popular não tem necessariamente vínculo com a Ciência ou mesmo com o processo de aprendizagem escolar. Não é difícil encontrar exemplos de sábios populares, curandeiros, entre outros portadores desta erudição ancestral, conhecedores das ervas medicinais, da culinária regional e do comportamento do clima e da natureza em determinadas localidades. Se não estivermos atentos a esta sabedoria muito conhecimento pode ficar para sempre perdido nos últimos conhecedores populares que habitam as tão variadas regiões em solo luso.“IDOSOS AJUDAM NO CONHECIMENTO E PRESERVAÇÃO DE ESPÉCIES RARAS Estudo da Universidade do Minho so...

6. Os desafios das migrações 31-07-2020 10:22:00
Todos já ouvimos falar em migrações. Sejam elas humanas ou de animais, representam uma transição par...

7. As ilhas e a sua biodiversidade 29-06-2020 15:53:00
A ilha de Surtsey, território da Islândia, pode dar uma ajuda. Esta pequena ilha foi formada por uma...

8. Como identificar as fakenews 27-05-2020 15:57:00
Encontramo-nos, atualmente, a viver a pandemia do vírus COVID-19. Desta forma, sempre que nos encont...

9. 2020, um ano bissexto 19-03-2020 17:32:00
Estamos atualmente num ano bissexto, o passado mês de fevereiro teve mais um dia, mas por que razão ...

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