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Edição de 31-03-2024
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA E CULTURAL DE ERMESINDE, CONSTANTINO MOREIRA

«Estamos num patamar em que não podemos baixar desse patamar. Mas ainda podemos chegar mais alto. Nós, agora é sempre a subir»

Imprescindível e dinâmico promotor da cultura na nossa cidade há já 25 anos! Assim podemos descrever de uma forma sucinta aquilo que a Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE) representa na nossa comunidade. Muitos mais elogios haveria para classificar o trabalho que indiscutivelmente coloca esta associação na história de Ermesinde de há um quarto de século a esta parte. E é precisamente as comemorações das Bodas de Prata da AACE – que terão o seu início no próximo mês de abril – o motivo que este mês nos levou à sede da associação, onde conversámos com Constantino Moreira, que cumpre o seu terceiro mandato consecutivo à frente desta, na qualidade de presidente da direção.

Fotos MIGUEL BARROS
Fotos MIGUEL BARROS
A Voz de Ermesinde (AVE): A completar 25 anos, podemos dizer que a AACE vive atualmente a melhor fase da sua existência, atendendo à visível dinâmica que tem mostrado de forma regular nos últimos tempos?

Constantino Moreira (CM): Antes de tudo, acho que este ano vai ficar na história da associação, pois não se faz 25 anos todos os dias. Esta direção está muito virada para o progresso, para realizar os sonhos que temos pensado, e que acho que vamos conseguir concretizar. Claro que temos muita coisa a fazer, e uma das quais é recuperar o dinheiro que foi investido no Auditório da Senhora da Paz. Vamos tentar também comprar uma carrinha nova. Em suma, acho que estamos num ótimo caminho. Do ano passado para este ano as coisas melhoraram uns 70 por cento, isto a nível de valores económicos. Mas também tenho uma boa equipa comigo, disso não há dúvida. Estamos a fazer uma boa gestão, além de que poderíamos ter mais ajudas. Temos outros parceiros, como o Inatel, que por vontade deles se pudessem nos ajudavam mais. Depois temos os nossos patrocinadores, que são muito importantes, e claro os sócios, que também são muito importantes…

AVE: … Certo, mas quando falávamos em visível dinâmica referia-mo-nos mais ao plano cultural…

CM: Sim, estamos a apostar sempre numa maior qualidade. Nós temos apresentado e continuamos a apresentar projetos à câmara, e somos das poucas associações a nível concelhio que fazem isso. E os projetos que temos apresentado estão à vista de todos. Volto a dizer que estamos num ótimo caminho. Aliás, uma das coisas que fiz na última assembleia da associação foi pedir que todas as valências sejam autossuficientes, porque nós somos uma associação sem fins lucrativos, mas não podemos estar à espera que “esta” valência cubra “aquela”. Tentei criar no grupo de cada valência que as pessoas (que a integram) têm de começar a trabalhar um bocadinho mais para a valência delas. E posso dizer que as pessoas aderiram muito bem a esta ideia, estão muito interessadas em trabalhar e isso é muito bom. Isto ajuda muito, porque as pessoas percebem que a associação só vai para a frente se for assim.

AVE: Quem está de fora tem percebido que a AACE viveu nos últimos anos uma grande transformação. Não só pela já referida dinâmica cultural que as suas valências exibem, mas de igual forma pelos muitos jovens que as integram, contrariando de certa forma a ideia de que a juventude está desligada do associativismo…

CM: Desde que eu estou aqui como presidente da associação, criei sempre uma abertura muito maior aos jovens, dei-lhes mais responsabilidades, porque eu acho que eles são capazes de fazer. E estão a provar isso. E de facto é notório que há cada vez mais juventude na AACE. Criámos as oficinas de teatro, a escola de música, que estava um bocadinho em baixo. Em suma, abrimos muitas portas à juventude. Aliás, gostaria de falar de outros aspetos, e dizer que uma das coisas que fizemos foi abrir a associação a pessoas com necessidades especiais, porque aqui nós aceitamos todos. E estamos a ver isso no teatro, nos coros, e tem sido um sucesso. Há psicólogos e psiquiatras que dizem que estas atividades culturais fazem muito bem, e já temos pessoas com necessidades especiais que se estão a portar muito bem, são muitos bons no que fazem.

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AVE: Ainda falando da juventude, também se veem jovens na direção e na gestão das valências da associação…

CM: Sim. O primeiro jovem em quem apostei foi no Gabriel Pinto, que há já dois mandatos faz parte da direção. Chegou aqui com 15 anos, era um adolescente, e hoje é o secretário da direção da associação. Outra pessoa que também irá ter futuro na associação é o André Pinto, uma pessoa que tem uma imaginação para as artes que é qualquer coisa de espetacular. Aliás, está-se a ver o que ele está a fazer, não só com o teatro, mas com tudo. O sangue jovem é muito importante.

AVE: Atualmente, uma grande fatia da atividade cultural de Ermesinde tem o cunho da AACE. Sentem por isso que são já um parceiro fundamental da Câmara Municipal de Valongo (CMV) e da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE) para fazer cultura na nossa cidade?

CM: Não há dúvidas que tanto a CMV como a JFE sabem que somos um grande parceiro deles. Como também somos um parceiro para toda a comunidade, seja a nível de escolas, de lares, de instituições sociais, de tudo. Desde que eu estou aqui, e aliás, com os outros presidentes era igual, as portas da associação sempre estiveram abertas a todos. Mas eu abri muito mais o leque, e qualquer coisa que precisem a AACE está sempre presente. Eu nunca digo que não a quem nos pede ajuda. Tudo o que sejam espetáculos solidários estamos sempre abertos a colaborar, além de que também temos muita abertura nas escolas. Sempre houve e continua a haver uma boa parceria entre nós e a comunidade de Ermesinde e do resto do concelho. Aliás, uma política que a CMV está a desenvolver, e que eu acho muito boa, é pedir projetos às associações, coisas diferentes, ideias novas, e acho isso muito importante. E nós temos tido capacidade de o fazer, e por isso somos das maiores associações do concelho. E a câmara sabe disso, pois já o provámos nos eventos que fizemos nos últimos anos. Uma das coisas que foi reconhecida pela câmara é a Noite Branca, uma ideia da AACE, e que se está a ver o enorme sucesso que este evento tem tido. E é isso que eles querem, coisas novas, inovadoras e não mais do mesmo, pois há associações que se repetem no que apresentam, e a câmara não quer isso. Nos preparamo-nos e trabalhamos para fazer coisas novas, temos capacidade para o fazer, e volto a repetir que tenho uma grande equipa a acompanhar-me, pessoas que são capazes de fazer um guião, como, por exemplo, o fizeram no último carnaval. Tenho uma equipa, não só do teatro como de outras valências, com uma imaginação espetacular. E nesse aspeto a câmara reconhece o trabalho da AACE, eles sabem que somos diferentes. Mas para isso também têm que nos ajudar.

AVE: Atrevemo-nos a dizer que já não há cultura em Ermesinde sem a AACE…

CM: Nós estamos sempre com a porta aberta seja para quem for.

AVE: Mas não é apenas na cidade ou no resto do concelho que a associação se tem evidenciado. A AACE tem sido um veículo promotor do nome de Ermesinde não só em vários outros pontos do país como no estrangeiro…

CM: É um facto. Nós vamos muitas vezes de norte a sul do país com várias valências. E por vezes não saímos mais porque não temos poder nem ajudas para o fazer. Não é por falta de convites, pelo contrário. Até para a Madeira e para os Açores temos tido convites, só que nós não temos ajudas, e as deslocações ficam muito caras. Quero aproveitar para dizer que no Encontro Internacional de Coros deste ano vamos tentar alargar mais o leque de participantes. Já apresentámos o projeto à camara, e vamos tentar através deste encontro mostrar o nosso concelho aos de fora. Mas isso tem que ser com a ajuda da câmara municipal.

AVE: De há um ano a esta parte, a AACE ganhou ainda mais vida com a abertura do Auditório da Senhora da Paz, em Alfena…

CM: Foi pena não termos conseguido um espaço aqui em Ermesinde, mas era impossível e tivemos de recorrer ao Auditório da Senhora da Paz. Este auditório foi um anjo que caiu do céu! Nós investimos lá muito dinheiro, certo, o protocolo foi feito perante o investimento que fizemos, para determinado número de anos, e depois destes anos vão aplicar-nos uma renda, que não irá ser nada de especial. Nós, aqui na nossa sede (em Ermesinde) pagamos tanto quanto o que vamos pagar lá daqui a 10 anos. E depois aquilo é um espaço magnífico, com condições, com um parque automóvel grande. O Auditório da Senhora da Paz abriu-nos muito mais os horizontes. Aliás, com aquele espaço abriu-se o céu para a associação! Algumas valências foram para lá, ficámos com um auditório que não dependemos de ninguém, embora vamos continuar a pedir o Fórum Cultural de Ermesinde, mas temos uma capacidade maior, não dependemos de ninguém, como já disse. Ficámos com um auditório onde podemos meter 200 pessoas, além de que no exterior podemos meter umas 400 pessoas. Aliás, este ano, no âmbito das comemorações dos nossos 25 anos vamos fazer lá alguns espetáculos bons e temos outros previstos para o auditório. Posso dizer-lhe que com o Auditório da Senhora da Paz o nível de trabalho para as valências melhorou muito, desde logo têm mais espaço. Em suma, têm outras condições. Dou-lhe até este exemplo. O facto de termos agora o auditório faz com que tenhamos um dia livre, e então decidimos nesse dia fazer uma aula aberta para danças de salão. Foi um sucesso, apareceram 30 pessoas, e já estamos a preparar outra aula aberta, gratuita, e já estamos a receber contactos de pessoas para participarem. Fico contente, porque ficámos com danças africanas e agora com as danças de salão. É mais uma valência a que as pessoas estão a aderir.

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AVE: O Auditório da Senhora da Paz também abriu mais a AACE para os lados de Alfena, ou por outras palavras, Alfena começou a olhar mais para vocês, verdade?

CM: Sim, a às vezes uma das coisas que eu acho piada é as pessoas de Alfena a perguntarem porque não vamos para lá? (risos). Eu sei que isto (a abertura do auditório) foi uma dor de cabeça, inclusive para a Junta de Freguesia de Ermesinde, mas não podíamos fazer nada. Nós tínhamos dinheiro para comprar instalações em Ermesinde, por exemplo, no edifício das antigas finanças, ou nos correios antigos, mas só que nesses locais nós íamos ter problemas. Já viu o que é os bombos, o teatro, a ensaiar até às 23h00? Há sempre barulho, e íamos ter problemas nesse sentido. Assim, olhe, ficámos com algum dinheiro e ficámos servidos com umas boas instalações. E tenho impressão, que tirando a Retorta (em Campo), não há nenhuma outra associação no concelho que tenha instalações como as nossas.

AVE: Esta dinâmica que a AACE tem patenteado nos últimos tempos, e que falámos no início, também tem muito a ver com o trabalho de muita gente, desde diretores, coordenadores, associados. E tudo por carolice, certo?

CM: Nestas últimas eleições eu fui buscar sangue novo para os órgãos sociais. Convidei o Adelino Soares, que é o nosso atual presidente da Assembleia Geral (AG), e que é uma pessoa com muitos conhecimentos e muito dinâmica; fui buscar a Dra. Helena Barros para vice-presidente da AG, que também tem muita dinâmica e está à frente do grupo Mix Dance, fui buscar o Mário Moreia, o Mário Soares, o Nuno Santos, o Jorge Florêncio e a Rute Pinto. Ou seja, fui buscar pessoas mais dinâmicas e fiz uma boa equipa. Não há dúvidas de que acertei. Cada diretor está a fazer o seu trabalho em prol da associação e nenhum deles ganha aqui um tostão. As únicas pessoas que ganham dinheiro na associação são os professores, de resto mais ninguém ganha, nem coordenadores, nem diretores. De facto, ainda há muitas pessoas com espírito associativo.

AVE: Também em diversas valências, mais concretamente nas direções artísticas das mesmas, tem-se notado a aposta em profissionais. Isso também contribuiu para o aumento do registo de qualidade do trabalho que a AACE tem mostrado nos últimos anos…

CM: Aumenta muito, de facto, esta aposta em profissionais com qualidade. Comecei com o Mário Sá (diretor artístico do grupo Casca de Nós) no teatro. Devo dizer que nós, antes do Mário chegar, fazíamos bom teatro, claro, mas brincávamos um bocadinho ao teatro. A certa altura eu cheguei à beira do Júnior Sampaio (diretor artístico do ENTREtanto Teatro) e disse-lhe que tinha ficado sem encenador, ao que ele me respondeu: “olha, queres continuar a brincar ao teatro, ou queres fazer teatro a sério?”. Nunca mais me esqueci destas palavras dele. Ao que lhe respondi que, claro, queria fazer teatro a sério. E ele indicou-me o nome do Mário Sá. Posso dizer que o Mário é das pessoas mais mal pagas ao trabalho que ele faz, só que ele tem também aquele espírito associativo e só não faz aquilo que não pode. Claro que ele é muito exigente (com os atores), mas depois o trabalho dele está à vista de todos. Com o Hélder Magalhães, o maestro do Orfeão de Ermesinde, foi uma situação semelhante. Eu falo com o coordenador do Orfeão e ele diz-me que deixou de haver absentismo, ou seja, as pessoas aderiram a 100 por cento, e só mesmo se tiverem 40 graus de febre é que não vão aos ensaios. O maestro Hélder Magalhães é uma pessoa que tem um poder extraordinário e o orfeão cada vez está a crescer mais. Não há ninguém que falte a um ensaio, e isso é muito bom. Além de que quando vamos fazer um concerto vemos que há uma melhoria muito grande no Orfeão.

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AVE: As mais recentes produções da AACE têm registado casas cheias. Isso é sinal de que tem havido uma estreita ligação entre a associação e a comunidade de Ermesinde?

CM: Isto é assim. Hoje em dia quando a associação apresenta um espetáculo a comunidade sabe que vai ser bom. Isso é muito importante. Nós tivemos aqui uma fase em que havia pessoas em Ermesinde que não sabiam onde era a AACE, nem nunca tinham ouvido falar de nós. Ainda hoje há pessoas que não nos conhecem, mas isso é normal. Mas vou dar um exemplo. Quando o Mário Sá chegou em 2018 apresentou um teatro musical, que nunca ninguém tinha apresentado, e que foi a peça “Com Garrett no Coração”. Foi um sucesso. Com esta peça ganhámos a Mostra de Teatro Amador (daquele ano). A partir daí o teatro começou a dar outra visão da AACE. O teatro já era bom nos princípios da associação, com o Gonçalinho, que era um bom encenador, mas desde que o Mário chegou o teatro do grupo Casca de Nós “bateu no teto”. A atividade “Sextas à Casca”, por exemplo, encheu a parte de cima do fórum. Isso foi muito bom, começou a aparecer muta gente que adorou as “Sextas à Casca”, e isso também nos abriu portas. A câmara começou a pedir-nos projetos para “isto e para aquilo” e o que nós apresentávamos fazíamo-lo bem. Tanto é que ainda agora para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a JFE também nos convidou para apresentar um espetáculo, que vai ser o 25 de Abril em Multimédia (que vai combinar o orfeão e o teatro). Vamos fazer esse espetáculo em Alfena e aqui em Ermesinde. E ainda no âmbito dos 50 anos do 25 de Abril a CMV pediu-nos para apresentarmos um projeto, uma coisa diferente. Nós apresentámos e foi aprovado. Vai ser um mega espetáculo (vai decorrer no dia 25 de abril, da parte da manhã, em Valongo). Estou ansioso por vê-lo. E tudo isto acontece porquê? Porque eles veem o bom trabalho que estamos a fazer. O carnaval, por exemplo, que já referi, onde fomos às escolas, os meninos dessas escolas assistiram a um espetáculo fenomenal. E a própria comunidade reconhece isso, e daí termos cada vez mais público a assistir aos nossos espetáculos.

AVE: Há espaço e ideias para crescer mais?

CM: Então não há? Temos algumas ideias na manga. E aquilo que eu peço sempre aos diretores das valências é que nos deem ideias, porque nós não podemos parar.

AVE: A AACE tem 12 valências, e sem querer ferir suscetibilidades a nenhuma delas há alguma que o senhor veja que nos últimos tempos se tem distinguido um pouco mais?

CM: Às vezes as pessoas dizem que puxo mais para um lado do que para outro, mas não puxo. Todas as valências para mim são importantes. Algumas que se mostram mais, outras que trabalham mais, isso é como tudo. Uma das que deu um impacto muito grande à associação foi o grupo Casca de Nós. Temos as Move on Dance, que é um grupo de miúdas que são mesmo poderosas, e que são ensaiadas pela professora Raquel Ferraz e pela Cristiana Soares. Quem as vê parecem profissionais. Isso também deu muita vida e nome à associação ultimamente. Claro que também agora estamos a ter sucesso com as Mix Dance, que são as mais pequeninas, um grupo que tem um ano, e não há duvidas que tem feito um excelente trabalho com a professora Gabriela Barros. E trouxeram muita

(...)

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Por: Miguel Barros

 

 

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