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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 31-01-2021

    SECÇÃO: Opinião


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    Religião, Ecologia e Natureza (parte 1)

    Inspiração na Encíclica ‘Laudato Si’ do Papa Francisco

    A segunda Carta Encíclica do Papa Francisco contribui para o diálogo sobre a importância da Doutrina Social da Igreja não só no mundo cristão, mas também junto das pessoas com quem nos interligamos de outras religiões ou não crentes.

    O estudo desta encíclica apresenta-se como porta de entrada para conseguir boa Qualidade de Vida. No capítulo I, “O que está a acontecer à nossa casa”, diz-se, “Os meios atuais permitem-nos comunicar e partilhar conhecimentos e afetos. Mas, às vezes, também nos impedem de tomar contacto direto com a angústia, a trepidação, a alegria do outro e com a complexidade da sua experiência pessoal”.

    A ideia de incomodar quem nos possa escutar para tentar que haja ligação e amizade com as pessoas que nos rodeiam, dificulta a luta para melhorar o meio ambiente. A encíclica produz doutrina como se pode observar em, Uma Comunhão Universal (Nr 89), “Devemos, certamente, ter a preocupação de que os outros seres vivos não sejam tratados de forma irresponsável, mas deveriam indignar-nos sobretudo as enormes desigualdades que existem entre nós, porque continuamos a tolerar que alguns se considerem mais dignos do que outros”.

    Na interligação de Religião, Ecologia e Natureza, com a encíclica sobre o cuidado da casa comum, salienta-se do Cardeal, Poeta, José Tolentino Mendonça, de entrevistas e obras publicadas, “Acabamos por nos consumir uns aos outros e não há um verdadeiro encontro, uma hospitalidade autêntica. Diminuímos a nossa capacidade de esperar uns pelos outros: ou é no imediato, ou não funciona”.

    A terminar esta chamada de atenção relacionada com a encíclica de 24maio2015, transcreve-se do Nr 201, “A maior parte dos habitantes do Planeta declara-se crente, e isto deveria levar as religiões a estabelecerem diálogo entre si, visando o cuidado da natureza, a defesa dos pobres, a construção de uma trama de respeito e de fraternidade”.

    Na sequência da preocupação com os outros, o Papa Francisco, em 03out2020, dá-nos a Carta Encíclica, sobre a Fraternidade e a Amizade Social – Fratelli Tutti – propondo uma forma de vida onde se destaca o amor ultrapassando barreiras de geografia e de espaço. Nesta ocasião, dez2020 primeiros dias de jan2021, envolvido nas questões da pandemia provocada pela Covid-19, considera-se oportuno seguir a doutrina desta encíclica onde se declara feliz quem ama o outro, tanto quando está longe como quando está perto.

    DIÁLOGOS INTERCONFESSIONAIS

    E INTERCULTURAIS

    Na “Contribuição da religião na melhoria da qualidade de vida” do artigo anterior, “Longevidade integrada na velhice – Privilégio, mesmo em pandemia”, salientou-se haver benefício com a prática de qualquer sensibilidade religiosa, salientando-se que na igreja católica, no mínimo, se participasse nas missas dominicais.

    Este artigo, último da lista de seis proposta em fev2020, foi motivado na continuação de caminhos académicos procurando contribuir para melhorar a Qualidade de Vida das pessoas de mais idade. A razão da proposta teve a ver com a procura em valorizar a própria experiência do envelhecimento que se está a fazer com ajuda do assumir, desde a Páscoa de 2017, num segundo mandato (primeiro 1998/2008) a participação no ministério do leitor da paróquia do Senhor Jesus dos Navegantes, de Paço de Arcos.

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    No nosso dia-a-dia importa apontar hipóteses de criação de redes de interligação da Igreja Católica com a Vida aproveitando as oportunidades do pontificado do Papa Francisco. O cristianismo pode reencontrar as periferias relevando os “outros” no nosso prédio, rua, locais onde estamos envolvidos social e profissionalmente e na família. Nesta procura insere-se o conceito do Cardeal José Tolentino Mendonça, “A Igreja do século XXI assumirá a sua identidade periférica e desafiar-nos-á a descobrir as periferias como novos endereços de Deus” [Expresso (Revista) de 27jan2018].

    Nas redes de relações que proporcionam Qualidade de Vida salientam-se questões inovadoras ao redor de ressuscitação e catequese de adultos. Estas ideias têm a ver em se considerar que o ser humano se encontra cada vez mais a conviver com incertezas. No artigo, O que é ressuscitar? O Padre, professor de Filosofia, Anselmo Borges, diz, “’Crer em Deus quer dizer ver que a vida tem um sentido último, escreveu L. Wittgenstein. E se precisamente na hora da morte me fosse revelado que andei enganado? Também aqui concordo com o célebre Hans Küng, que também pergunta: ‘E se me tivesse enganado e na morte entrasse não na vida eterna de Deus, mas no nada? Se assim fosse, de qualquer modo teria vivido uma vida melhor e com mais sentido do que sem esta esperança” (DN, 06abr2018).

    Na caminhada de apontar desafios para se ir ingressando na experiência católica, mesmo com desconfiança e sem fé, com auxílio da compreensão de aspetos relacionados com tradição e inspiração, refere-se Frei Bento Domingues, “Quem desafia quem?”, apelando à participação do conjunto da sociedade nas grandes decisões sobre a orientação da pesquisa científica e investimentos, “Com o Papa Francisco entramos numa Igreja que aceita ser desafiada, mas que desafia, não como quem manda, mas como quem serve a casa comum” (Jornal Público, 10 dez 2017).

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    (continua)

    António Pena*

    *Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”

     

     

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