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Edição de 31-10-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião


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Estratégias de Comunicação para conseguir mais conhecimento público da Ciência (parte 1)

Nesta peça para divulgar a Ciência referem-se notas retiradas do livro de Yuval Noah Harari (agosto de 2018), 21 Lições para o Século XXI. Na Lição 17, Pós-Verdade, Certas Notícias Falsas Duram Para Sempre, em “Sair da máquina de lavagem cerebral”, pp. 281, 282 e 283, Harari diz-nos que para se obter informação correta tem de haver pagamento para não sermos o produto e que a comunidade científica é a fonte de conhecimentos mais fiável. As últimas linhas (p. 283) salientam: “Os cientistas, por seu turno, precisam de participar muito mais nos debates públicos contemporâneos. (…) O silêncio não é neutralidade (…)”. Este registo motiva para encarar a diferença entre conhecimento e experiência (competência), necessitando esta de trabalho, fazer, vital para jornalistas e comunicadores. A motivação tem origem no interior do sujeito e visa satisfazer as suas necessidades. Na liderança os pormenores e a inovação contam: reunião antes da reunião; assunção de outros processos; valorização de aspetos relacionais e posicionais; supervisão e controlo.

O objetivo do artigo consiste na procura de valorizar o ambiente mediático para melhor Comunicar Ciência. No quadro de pesquisa que se praticou esteve presente a aplicação metodológica da observação participante de base bourdieusiana, que permite abordar um assunto com pouca pesquisa. “Por estas razões me parece indispensável tentar explicar as intenções e os princípios dos procedimentos que nós temos colocado em prática na pesquisa cujos resultados apresentamos aqui” (Bourdieu, Pierre (Coord) (2001); A Miséria do Mundo; Editora Vozes; 4.ª Edição, Petrópolis. p. 693.) No percurso realizado confirmou-se o elevado potencial existente em Ciência, havendo inovação, dinâmica e nítida vontade de crescer por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). No âmbito académico observaram-se sítios, ficando-se com a impressão da existência de redes de investigadores comunicando facilmente em trocas de impressões pessoais, em grupo e interligação com revistas científicas. No que respeita a conseguir mais conhecimento público da Ciência, ainda se nota concentração de saberes e receio “de se fazerem ouvir quando se trata da sua área de investigação”, como já se dizia em dezembro de 2007, Revista de comunicação e linguagens n.º 38 – Mediação dos Saberes – dez2007, “(…) a comunicação pública da ciência, ou a cultura científica, encontra-se longe de absorver, ou esgotar, todo o domínio da mediação dos saberes (…)”. Num trabalho anterior (18/19out2018) apresentado na Universidade da Beira Interior, III Conferência: Comunicar Ciência num Mundo em Mudança, referiram-se comentários de cinco organizações escolhidas a partir de apetências académicas. Membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT); antigo estudante da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL); participante na III Conferência: Comunicar Ciência num Mundo em Mudança, UBI; acompanhar a vivência da Fundação Champalimaud e militar (coronel na situação de reforma) interesse pelos Centros de Investigação do Instituto Universitário Militar (IUM).

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Ao iniciar a preparação deste texto de 12 000 carateres, considerou-se de salientar dois âmbitos que nos pareceram merecedores de serem mais conhecidos no que respeita a trabalho científico: Instituto Universitário Militar (IUM) e ingresso de raparigas (mulheres) em cursos superiores de Engenharia Informática. No entanto, ao aprofundar a pesquisa sobre o Doutoramento em Ciências Militares do IUM ao mesmo tempo que se observava a situação da frequência de cursos de Engenharia Informática em universidades portuguesas chegou-se à conclusão que neste artigo só se podia trabalhar um dos âmbitos, optando-se pelo Doutoramento em Ciências Militares com a promessa de se preparar outro artigo orientado para os cursos de Engenharia Informática.

Antes da continuação do trabalho referem-se aspetos da atualidade mediática sobre Ciência. O jornal Público tem uma rubrica intitulada CIÊNCIA, importante pelas peças, periocidade e pela quantidade e competência das/dos jornalistas envolvidos. Nesta passagem fica-se com a sensação da necessidade de provocar mudanças. Melhorar o ensino das Ciências da Comunicação, a todos os níveis, para compreender que “Os media desempenham uma relevante e insubstituível função social da garantia do direito à informação dos cidadãos, fundamental na vitalidade dos regimes democráticos” (Alberto Arons de Carvalho; O Estado e a indústria dos media; Público de 03out2017). Para se conseguir preferência pelos órgãos de comunicação social para obter a verdade, atuar no mundo jornalístico, uma vez que só ilusoriamente a realidade se encontra nas redes sociais e noutros meios em crescimento. A mudança está em alterar a postura dos jornalistas como é proposto (2017) por Catarina Carvalho, Diretora de Notícias Magazine, em Força Anímica, “Larga o ecrã e vai descobrir o mundo – Carta a um jovem jornalista, ou lições de jornalismo de uma reflexão que já leva 25 anos. Porque também aqui se joga a democracia e o futuro de todos nós” (Diário de Notícias – Magazine; 24set2017). A estas referências insistimos na criação da ORDEM DOS JORNALISTAS PORTUGUESES.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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(continua)

António Pena*

*Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”.

 

 

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