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Edição de 30-11-2020
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    Arquivo: Edição de 31-10-2020

    SECÇÃO: Destaque


    REPORTAGEM

    Rádio Zona Z, uma voz jovem que se começa a fazer ouvir com evidência na nossa comunidade

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    São jovens, talentosos e como é próprio da idade que ostentam têm a energia e a vontade de singrar numa área que já de si não é fácil e ainda mais complicada é com a constante proliferação de projetos do género nos múltiplos canais e plataformas existentes. Falamos de uma rádio, de uma rádio comunitária mais concretamente, que tem Ermesinde como berço, e que passo a passo vai construindo uma presença que se começa a impor no seio da nossa comunidade. Rádio Zona Z, assim se chama este projeto que teve início há cerca de três anos e meio no seio do Centro Social de Ermesinde (CSE), mais concretamente na valência do Centro de Formação.

    Todas as histórias têm um início, e o início da Rádio Zona Z deu-se quando a jornalista Maria Vítor Mota propôs aos técnicos do Centro de Formação que estavam inseridos no projeto Papalagui E6G a criação de um workshop de uma rádio comunitária. Mais tarde, o grupo que integrou este workshop decidiu dar um passo em frente e criar uma rádio real. A rádio passou então de projeto em projeto no âmbito do Centro de Formação, até que foi criado o projeto Rádio Zona Z financiado pelo programa Escolhas. Do grupo inicial de jovens que estiveram na génese da rádio restam dois, sendo um deles Filipe Lopes, dinamizador comunitário no CSE e que é hoje o coordenador da rádio. Foi ele que nos abriu as portas do estúdio da Rádio Zona Z, localizado nas oficinas do CSE.

    DAR VOZ À COMUNIDADE

    FILIPE LOPES
    FILIPE LOPES
    Desde início que a missão da rádio passa por dar voz à comunidade, ajudar os jovens da comunidade a serem ouvidos, «porque supostamente são poucos os meios para que a comunidade possa ser ouvida. E então pensámos que a rádio seria uma boa forma de dar voz à comunidade, seja através de diretos, ou de podcasts. Estamos aqui para ajudar, sem custos, quem quiser criar conteúdos ou dizer alguma coisa do seu interesse e dessa forma trazer mais pessoas para o nosso projeto», explica Filipe Lopes.

    A Rádio Zona é uma rádio exclusivamente on-line, embora haja o sonho de criar uma estação de rádio a sério! A programação é neste momento muito baseada nos podcasts, embora na sua ainda curta história de vida este projeto tenha já marcado presença em algumas feiras e outros eventos realizados no nosso concelho, tendo aí realizado emissões em direto, eventos que serviram ademais para dar a conhecer o projeto Rádio Zona Z. Posteriormente a equipa da rádio começou a focar-se mais nos podcasts, desde logo «porque os jovens que nos procuravam tinham propriedades muito individuais e queriam mostrar aquilo que sabiam e queriam dizê-lo de uma forma muito individual, e a partir dai começamos a criar podcasts para cada um desses jovens que queriam falar sobre alguma coisa», explica Filipe Lopes, que além de coordenador da rádio é o editor (de som) dos podcasts, gestor e mediador dos vários grupos que fazem parte do projeto: o grupo que trata da parte da informática, o grupo que vai aos eventos e faz as entrevistas, e o grupo que faz os podcasts. «Os jovens escolhiam uma temática e a partir dai editávamos e lançávamos online», explica.

    PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA

    PARA TODAS AS IDADES

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    Relativamente aos temas abordados eles são de vários tipos, desde comédia, passando pelo desporto (mais focado no futebol e nos seniores do Ermesinde 1936 em particular), até à poesia e às notícias em termos do que se passa na Europa de uma forma geral, último podcast este que é desenvolvido pelos jovens voluntários estrangeiros que se encontram no CSE ao abrigo do programa Erasmus+. A equipa da rádio é atualmente constituída por 15 pessoas (todos em regime de voluntariado), todas oriundas do nosso concelho e todas elas jovens. É um projeto desenvolvido por jovens, e portanto, para jovens e... menos jovens, pois os temas abordados dão para todas as idades, conforme frisa Filipe Lopes. De referir ainda que grande parte destes jovens está ou esteve ligado ao CSE, ou seja, chegou à rádio por via desta instituição, mais concretamente por via da valência do Centro de Formação. São jovens que frequentam ou frequentaram ações de formação do Centro, ou ali foram por outro motivo, para arranjar trabalho, por exemplo, sendo que outros dos integrantes da rádio acabam por estar ligados ao projeto porque simplesmente foram trazidos por outros jovens que já ali estavam.

    Como já foi referido anteriormente o objetivo da Rádio Zona Z desde início foi ser uma verdadeira estação de rádio, mas como tal ainda não é possível e para já são orgulhosamente uma rádio on-line, pese embora de momento não tenham uma grelha de emissão permanente, ou seja, ao contrários de outras rádios não estão 16 ou 20 horas por dia no ar, embora de futuro pretendam apostar mais nos diretos, em fazer entrevistas em direto por exemplo.

    APOSTA FORTE NAS REDES SOCIAIS

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    As novas tecnologias e múltiplas plataformas de comunicação existentes fazem com que o processo de construir uma rádio seja hoje mais fácil do que era há 10, 15 ou 20 anos. Fundamental é ter um computador ligado à internet e algum conhecimento no manuseamento de programas como o Mixcloud (a plataforma onde a Rádio Zona Z começou a emitir) e agora com o Facebook, o Instagram e o Youtube, isto é, as redes sociais que atualmente são mais utilizadas pelas pessoas. Em termos de publicação de conteúdo a rádio tem feito uma aposta forte no Youtube, que é hoje em dia a maior plataforma para publicar conteúdos deste género, sendo que o som é editado no Audacity. Conteúdos que podem igualmente ser escutados no recém criado sítio da internet da rádio: www.radiozonaz.com. De sublinhar que todas as ferramentas utilizadas na rádio são de software livre.

    Questionado sobre o facto de com esta multiplicidade de tecnologias on-line ser mais fácil chegar a um maior número de pessoas do que com uma rádio dita normal, Filipe Lopes é perentório em dizer que «por ser mais fácil (chegar às pessoas) por vezes torna-se mais difícil, porque há muita gente a colocar conteúdos (on-line) e assim torna-se difícil fazer chegar o nosso conteúdo às pessoas, até porque estamos numa era de desinformação, pois muitas vezes procuramos um determinado assunto e depois somos bombardeados com outro tipo de assuntos. Eu costumo dizer que é mais fácil fazer passar a mensagem pelo “boca a boca” do que propriamente nas redes sociais, onde a quantidade de conteúdos é gigantesca, e nós como somos uma rádio nova nem sempre temos a facilidade de entrar na rede social das pessoas. Quando somos recentes é sempre mais difícil aparecer». Com isto, o coordenador da Rádio Zona Z frisou que por um lado sob o ponto de vista de ferramentas a utilizar é mais fácil fazer rádio do que há uma década atrás, mas ao mesmo tempo há a dificuldade em ser-se ouvido devido a esse excesso de conteúdo que existe no mundo virtual, além de que com as inúmeras redes sociais e plataformas que existem a informação acaba por se dispersar e ser mais difícil de acessar.

    (...)

    leia esta reportagem na íntegra na edição impressa.

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    Por: Miguel Barros

     

     

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