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Edição de 30-11-2020
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    Arquivo: Edição de 31-10-2020

    SECÇÃO: Destaque


    50.º ANIVERSÁRIO DA ABERTURA DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE ERMESINDE - ENTREVISTA COM A DIRETORA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLA DE ERMESINDE, ANA MARIA CORTEZ

    Escola Secundária de Ermesinde faz parte de uma memória coletiva e do património material e imaterial da Cidade

    Faz no dia 2 de novembro 50 anos que a Escola Secundária de Ermesinde abriu pela primeira vez as suas portas à comunidade estudantil da nossa Cidade. Meio século de vida a desempenhar a nobre missão de formar/educar os cidadãos do amanhã. Ana Maria Cortez é no presente a Diretora do Agrupamento de Escolas de Ermesinde (AEE), ao qual a Secundária pertence, e foi com ela que estivemos à conversa na antecâmara desta data marcante na vida da escola. O que significa este número redondo no preciso momento de vida de uma escola que tal como tantas outras no país enfrenta enormes desafios provocados pela pandemia, e como ao mesmo tempo consegue ser uma escola de excelência no que concerne a resultados foram alguns dos temas que abordámos junto da dirigente escolar nesta data especial.

    ANA MARIA CORTEZ
    ANA MARIA CORTEZ
    A Voz de Ermesinde (AVE): Cumpre-se neste início de novembro os 50 anos da abertura oficial da Escola Secundária de Ermesinde (ESE), inicialmente denominada de Escola Técnica, e nesse sentido começamos por lhe perguntar que importância tem esta data na vida da escola?

    Ana Maria Cortez (AMC): Esta é uma data muito importante para a escola, para a cidade e para o Concelho, pelo significado de que se reveste: ao longo de 50 anos, atravessando dois séculos, qualificou milhares de cidadãos, contribuiu para o enriquecimento técnico, científico, cultural e artístico da cidade e do concelho faz parte de uma memória coletiva e do património material e imaterial da cidade de Ermesinde. Para a escola, que, entretanto, integrou o Agrupamento de Escolas, é uma honra constituir-se como a sua sede e como o pilar matricial da formação e educação dos cerca de 2500 alunos que frequentam este Agrupamento.

    AVE: Faz alguma ideia, ainda que aproximada, do número de alunos, de professores e de funcionários que passaram pela escola, ao longo destes 50 anos?

    AMC: É muito difícil dar um número sem estar a incorrer em erro grave. O que posso dizer, em traços gerais, é que o ano em que se começou a fazer registos no programa WINGA foi em 1997/1998, começando no número 1 e neste momento já vamos em cerca de 31000 alunos. Ora, antes desse ano, frequentaram possivelmente outros tantos alunos. Acho que poderemos dizer aproximadamente 50000 alunos. Quanto a pessoal docente e não docente e tendo por base a mesma referência, vamos já em 2200 registos. Seguindo o mesmo princípio, poderemos pensar num número aproximado de 4000 professores e funcionários. Mas deixo uma reserva quanto à fidedignidade desta informação.

    AVE: 50 anos é muito tempo, de lá para cá a escola viveu muitas transformações, desde logo, a construção do atual edifício, que também ele foi alvo de muitas lutas e reivindicações num passado recente, mais concretamente na sua urgente requalificação. Sabemos que está no cargo de Diretora do AEE há pouco tempo, mas olhando para trás, e do que conhece, qual foi na sua opinião o momento de vida mais marcante da história da escola em 50 anos?

    AMC: 50 anos é um curto período de tempo em termos cronológicos, mas uma longa vida de histórias recheadas de lutas, de sucessos, de angústias, de companheirismo, de diversão, de mudanças e transformações. E todos estes momentos, pequenos ou grandes, fazem parte do ADN da Escola Secundária de Ermesinde. É injusto, na minha opinião, destacar um ou outro em específico, porque todos resultam de uma história conjunta, todos se entrelaçam numa teia de vivências que só fazem sentido num todo holístico, perdendo o seu sentido se desenquadrados desse todo. Mas, se tivesse que escolher um momento ou uma fase mais marcante da vida da escola seria, talvez, a requalificação do edifício, por constituir o culminar de um longo processo de lutas de alunos, professores e funcionários, de manifestações, reuniões com diferentes membros de governos e equipas ministeriais. Foi, sem dúvida, uma enorme conquista a bem dos alunos, presentes e futuros. Claro que, embora não tenha presenciado esse momento, gostaria de salientar a luta e o envolvimento de toda a comunidade educativa que culminaram com a construção do edifício original onde hoje se encontra a ESE.

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    AVE: Tal como outras escolas, a ESE enfrenta hoje um enorme desafio provocado pela pandemia de Covid-19, isto é, tenta desempenhar a sua missão ao mesmo tempo em que ludibria o vírus. Perguntamos-lhe pois como é que a ESE tem desempenhado a sua missão no meio desta crise pandémica em que vivemos?

    AMC: Desde março deste ano que vivemos tempos extraordinários nas escolas e no país. Todos temos a missão de vencer este enorme desafio da pandemia pela doença Covid-19.

    Neste Agrupamento, desde a primeira hora que foram tomadas todas as providências para assegurar que todos os que frequentam as escolas (alunos, professores e funcionários) têm garantidas as condições de segurança exigidas, a par com as melhores condições possíveis para assegurar as suas aprendizagens e bem-estar.

    Durante o período de confinamento, em março, foi criado um regulamento para o Ensino à Distância (E@D) e um Plano de Ação; foi feita uma averiguação a todas as famílias sobre os equipamentos tecnológicos que possuíam, assim como a rede de internet que tinham (ou não) e esta informação foi transmitida ao pelouro da Educação da Câmara Municipal de Valongo a quem foi pedida colaboração para ajudar estas famílias através do empréstimo de portáteis e hotspots para que todos os alunos pudessem acompanhar as aulas à distância. Foi criada, também, uma equipa de apoio informático a professores e alunos e foram criados mails institucionais para todos os alunos de forma a que ninguém pudesse invocar não ter as condições necessárias para assistir às aulas e participar nas atividades escolares.

    Em maio de 2020, houve o regresso às aulas presenciais dos 11º e 12ºs anos de escolaridade. Nessa altura, passamos a um regime misto e foi necessário reorganizar todos os horários de professores e alunos, adequando-os à nova realidade. Garantiram-se, também, todas as condições de segurança no espaço físico da escola sede (única a funcionar presencialmente) com marcação de espaços, divisão das turmas em dois turnos funcionando com sessões síncronas e assíncronas. Em junho, regressaram às escolas EB1s/JI os alunos da educação pré-escolar. Também aqui se replicaram as condições de segurança existentes na secundária (percursos de mobilidade, espaços de trabalho e lazer diversificados e produtos de desinfeção de equipamentos e proteção individual). O balanço que se fez desta experiência foi muito bom e está transcrito no trabalho realizado pela equipa de autoavaliação do Agrupamento e que está à disposição para consulta de todos na Página.

    A ESE APRESENTA-E HOJE COM UMA IMAGEM MODERNA E RENOVADA FRUTO DA RECENTE E URGENTE REQUALIFICAÇÃO
    A ESE APRESENTA-E HOJE COM UMA IMAGEM MODERNA E RENOVADA FRUTO DA RECENTE E URGENTE REQUALIFICAÇÃO
    No regresso às aulas, neste novo ano letivo, em regime presencial, foram feitas as adaptações necessárias para o bom funcionamento de toda a organização, respeitando o Plano de Ação 2020/2021 que estipula todas as regras essenciais para levarmos a bom porto esta missão.

    AVE: Tirando esta questão da pandemia, quais são os grandes desafios que a ESE hoje em dia enfrenta?

    AMC: Os principais desafios da ESE são, em primeiro lugar, combater as desigualdades sociais que se agravaram com a pandemia, ajudando os alunos a recuperar as aprendizagens, a tranquilidade e o bem-estar. Isto é essencial.

    Outros desafios que estão na linha da frente da nossa ação são a modernização e a internacionalização do Agrupamento. Vivemos num mundo global e temos que nos enquadrar estrategicamente nesse domínio, alargando fronteiras (e perspetivas) de alunos, professores, pais, assistentes técnicos e operacionais. Neste âmbito, a participação em programas Erasmus+, em projetos internacionais e intercâmbios de estudantes e professores tem sido uma mais valia para o Agrupamento e continuaremos a investir nesta área.

    Por último, queremos também abraçar o desafio da partilha e corresponsabilização da nossa ação educativa e formativa com os pais e encarregados de educação e com os inúmeros parceiros que têm colaborado connosco: associações culturais e desportivas, instituições comerciais, IPSS’s, universidades e politécnicos, organizações não governamentais e com o nosso principal parceiro, a Câmara Municipal de Valongo.

    (...)

    leia esta entrevista na íntegra na edição impressa.

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